Resenhas de shows, discos, livros, filmes...Tudo com minha opinião e sem nenhum compromisso jornalístico. Feito somente por diversão.
Total de visualizações de página
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Torture Squad – Sesc, Santo André 16/12/2011
É bem legal perceber como o Torture Squad tem crescido no cenário, tanto aqui quanto a lá fora, tudo bem que a banda ainda não tem seu devido reconhecimento por parte do público, mas é inegável como vem evoluindo com o passar do tempo.
Foi até de certa forma surpreendente quando vi que a banda tocaria no Sesc Santo André, local que por sinal eu nunca havia estado antes, comprei meu ingresso e do meu irmão com bastante antecedência e nos restava somente aguardar o dia do show.
Quem conhece São Paulo sabe que sexta feira é sempre um dia complicado para se locomover pela cidade, principalmente no final da tarde, por sorte nesse dia não enfrentamos chuva, o que tornaria a viagem até o munícipio do ABC ainda mais longa, mesmo assim demoramos mais de uma hora para chegar ao local do show.
A primeira constatação que tive ao chegar ao Sesc foi de um fato não muito animador, o local estava vazio, o que é sempre ruim, pois foi oferecido um show de grande qualidade, por um preço baixo em um local com uma ótima infraestrutura, deveria estar mais cheio, mas ainda faltavam cerca de cinquenta minutos para o início da apresentação.
Com o horário se aproximando o público aumentou um pouco, porém ainda não era suficiente para encher o teatro que tem capacidade para trezentas e duas pessoas.
O teatro abre, e percebo como é confortável o lugar, estava meio curioso de como seria um show de Death Metal com as pessoas sentadas, mas em frente ao palco existe uma pequena pista onde se pode ficar de pé, e foi para lá que fui.
Infelizmente eu pude notar que a lotação não foi esgotada, havia cerca da metade da capacidade somente, mas pena dos que não foram, pois perderam um grande show.
As luzes se apagam e André Evaristo surge no palco com os primeiro acordes de “Generation Dead”, o massacre estava começando.
Iluminação e som legal, banda afiada, e público animado, tudo formava aquele clima perfeito que shows de Metal proporcionam, a resposta do público era ótima tanto em músicas novas como a já clássica “Raise Your Horns” quanto em clássicos da banda como “Unholy Spell”.
André se encaixou perfeitamente na banda, entrosou-se perfeitamente com Amílcar, Castor e Vitor e formam uma banda coesa e selvagem no palco. É legal notar também como a banda toca com garra e paixão pelo que faz, isso é bem perceptível em todo o show.
O set foi baseado no mais recente é ótimo disco da banda ᴁquilibrium, com faixas pesadíssimas que soaram muito bem ao vivo como “Black Sun” e “Holiday in Abu Ghraib” esse que possui um vídeo clipe bem interessante.
O final ficou com a melhor parte do show, com a já clássica “Pandemonium” e “Chaos Corporation”, é impressionante como essa música fica pesada ao vivo, sendo para mim o grande destaque da noite.
A banda se retira do palco, mas volta para um bis, com “Symptom Of The Universe” cover do grande Black Sabbath, e a dobradinha de clássicos “Convulsion” e “Horror And Torture” que encerrou a quase uma hora e meia de massacre com todos cantando juntos. Eu senti falta de algumas músicas antigas, mas mesmo assim o show foi realmente muito bom, pena mesmo não ter lotado o teatro, pois eles mereciam.
Assinar:
Comentários (Atom)
