Infelizmente não pude assistir o Raven na outra passagem deles pelo Brasil, estava viajando no dia que eles tocaram, e imaginei que nunca mais poderia ver a banda, eis que para minha surpresa a banda retorna para uma apresentação no Clash Club, local que é bem legal para shows, além de ficar próximo de onde moro.
Domingão, e lá vou eu a pé mesmo até o local do show, no caminho fui curtindo o álbum Rock Until You Drop” no mp3 player para dar uma aquecida, mas chegando próximo ao local comecei a notar algo estranho, não havia ninguém próximo com camisetas de bandas.
Somente chegando na porta do Clash, percebi algumas pessoas, mas eram poucas mesmo, entrei na casa, onde o Nervosa já estava tocando, e lá dentro a decepção foi ainda maior, havia muito pouca gente mesmo, chegava a ser até constrangedor.
Bem o Nervosa estava melhor que dá última vez que assisti, mas ainda continuo achando que faz falta uma segunda guitarra na banda, pelo menos dessa vez o som estava com boa qualidade, e o microfone não falhou, mas o que mais chamava atenção mesmo era o vazio do local, dava até certa tristeza.
A banda sai do palco e começa a rápida montagem para o show do Raven, estranhamente John Gallagher participava da montagem do palco junto com os técnicos, e a casa continuava bem vazia.
Quase as oito em ponto, com um pequeno atraso a lenda sobe ao palco, infelizmente o público não aumentou muito, e duvido que chegasse a duzentas pessoas, eu, por exemplo, estava a duas fileiras da grade, e não havia aperto nenhum, mas quem estava lá não deve ter se arrependido, pois viu um grande show de puro Heavy Metal.
A banda entra quebrando tudo logo de cara com “Take Control”, “Live At The Inferno” e “All For One”, todas com participação maciça do público, que se não era numeroso era pelo menos bem barulhento, e conhecia todas as músicas apresentadas.
Os três músicos agitam demais, o tempo todo, principalmente John e Mark, que não param um segundo sequer, Mark sempre com caretas ao tocar, e John sem desafinar, inclusive nos agudos, que se mantém fieis aos apresentados nos discos.
Era maravilhoso ouvir grandes clássicos como “Lambs To Slaughter”,” Faster Than The Speed Of Light” e o medley com “Speed Of Reflex”, “Run Silent, Run Deep” e “Mind Over Metal”, além de coisas novas como “Bulldozer” e “Breaking You Down” que soaram muito bem ao vivo, mantendo o mesmo nível das antigas.
No final nem precisa dizer que todos cantaram junto com “On And On” e “For The Future”, a banda voltou então para um bis, que foi a melhor parte do show, com um solo inspirado de baixo de John, e um medley maravilhoso que teve “Break The Chain” e trechos de “Stay Hard”, “Sympton Of The Universe”, “Victim Of Changes”, Summertime Blues” e até parte do riff de “Iron Man”. A banda saiu do palco e voltou ainda para encerrar o show em grande estilo com “Crash Bang Wallop”, fazendo todos irem felizes para casa, uma pena que pouca gente estava lá, e o show foi até curto, mas com certeza um dos melhores do ano.
