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terça-feira, 19 de junho de 2012

Raven – Clash Club, São Paulo 17/06/2012.

Infelizmente não pude assistir o Raven na outra passagem deles pelo Brasil, estava viajando no dia que eles tocaram, e imaginei que nunca mais poderia ver a banda, eis que para minha surpresa a banda retorna para uma apresentação no Clash Club, local que é bem legal para shows, além de ficar próximo de onde moro.
Domingão, e lá vou eu a pé mesmo até o local do show, no caminho fui curtindo o álbum Rock Until You Drop” no mp3 player para dar uma aquecida, mas chegando próximo ao local comecei a notar algo estranho, não havia ninguém próximo com camisetas de bandas.
Somente chegando na porta do Clash, percebi algumas pessoas, mas eram poucas mesmo, entrei na casa, onde o Nervosa já estava tocando, e lá dentro a decepção foi ainda maior, havia muito pouca gente mesmo, chegava a ser até constrangedor.
Bem o Nervosa estava melhor que dá última vez que assisti, mas ainda continuo achando que faz falta uma segunda guitarra na banda, pelo menos dessa vez o som estava com boa qualidade, e o microfone não falhou, mas o que mais chamava atenção mesmo era o vazio do local, dava até certa tristeza.
A banda sai do palco e começa a rápida montagem para o show do Raven, estranhamente John Gallagher participava da montagem do palco junto com os técnicos, e a casa continuava bem vazia.
Quase as oito em ponto, com um pequeno atraso a lenda sobe ao palco, infelizmente o público não aumentou muito, e duvido que chegasse a duzentas pessoas, eu, por exemplo, estava a duas fileiras da grade, e não havia aperto nenhum, mas quem estava lá não deve ter se arrependido, pois viu um grande show de puro Heavy Metal.
A banda entra quebrando tudo logo de cara com “Take Control”, “Live At The Inferno” e “All For One”, todas com participação maciça do público, que se não era numeroso era pelo menos bem barulhento, e conhecia todas as músicas apresentadas.
Os três músicos agitam demais, o tempo todo, principalmente John e Mark, que não param um segundo sequer, Mark sempre com caretas ao tocar, e John sem desafinar, inclusive nos agudos, que se mantém fieis aos apresentados nos discos.
Era maravilhoso ouvir grandes clássicos como “Lambs To Slaughter”,” Faster Than The Speed Of Light” e o medley com “Speed Of Reflex”, “Run Silent, Run Deep” e “Mind Over Metal”, além de coisas novas como “Bulldozer” e “Breaking You Down” que soaram muito bem ao vivo, mantendo o mesmo nível das antigas.
No final nem precisa dizer que todos cantaram junto com “On And On” e “For The Future”, a banda voltou então para um bis, que foi a melhor parte do show, com um solo inspirado de baixo de John, e um medley maravilhoso que teve “Break The Chain” e trechos de “Stay Hard”, “Sympton Of The Universe”, “Victim Of Changes”, Summertime Blues” e até parte do riff de “Iron Man”. A banda saiu do palco e voltou ainda para encerrar o show em grande estilo com “Crash Bang Wallop”, fazendo todos irem felizes para casa, uma pena que pouca gente estava lá, e o show foi até curto, mas com certeza um dos melhores do ano.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Exumer & Artillery - Hangar 110, São Paulo 02/06/2012.



Mais uma vez estava meio doente, tossindo pra caramba, e para completar o tempo estava mudando e esfriando, porém, estava com bastante vontade de ver esse show, então somente uma febre ou algo mais grave teria me tirado de lá.
Esperei um pouco mais que o normal e acabei perdendo as duas bandas de abertura, ainda por cima quando desci da estação saí pelo local errado e tive que andar um pouco mais até o Hangar 110.
Cheguei ao local e para minha surpresa, a casa estava lotada, juro que imaginei que menos gente estaria lá, porém quem foi não deve ter se arrependido.

Poucos minutos depois que cheguei o Artillery já entrou no palco com “When Death Comes” e logo na sequencia o clássico “By Inheritance” que serviu para animar todos os presentes.
A banda é bem técnica ao vivo, tocam as músicas exatamente como estão no disco, tanto as mais antigas quanto as mais novas, e apesar do vocalista ter um visual meio estranho, manda bem ao vivo também.
O show infelizmente foi meio curto e quando estava ficando bem animado, começam os primeiros acordes de “Khomaniac”, dava para saber que estava no fim, e logo na sequência, a banda já emendou com seu maior clássico “Terror Squad”, para delírio de todos os presentes.

No final ainda houve um bis, inesperado, porém muito bem vindo para “The Almighty”, os show foi muito bom, porém poderia ter sido maior e ficaram faltando clássicos como “Into The Universe” e principalmente “Beaneath The Clay (R.I.P)” que eu estava com muita vontade de escutar ao vivo, porém fica para a próxima.



A tosse aumentava, mas mesmo assim eu cheguei mais próximo ao palco para ver a lenda alemã do Thrash o Exumer, e por sorte a montagem do palco foi bem rápida e logo a macabra introdução já rolava nos P.As.

Logo de cara “Winds of Death” já colocou o Hangar 110 abaixo, o público era insano, e a insanidade aumentou quando foi anunciada a primeira faixa do clássico Possessed By Fire, no caso “Journey To Oblivion”.

O show seguia com uma brutalidade única, todos agitando bastante, e a banda curtindo estar lá, cada música de Possessed By Fire anunciada era festejada por todos, como a melhor do show “Fallen Saint” ou “A Mortal In Black”.

Durante “I Dare You” o vocalista Mem Von Stein, chegou a se jogar no público, que não parou de agitar um minuto sequer, e nem os problemas no baixo, ou a caixa estourada pelo batera Mathias esfriaram a apresentação, mesmo com as paralisações para os devidos consertos.

No final “Xiron Darkstar” a nova “Fire And Damnation” empolgaram novamente o público, mas nada comparado ao que aconteceu quando os primeiros acordes de “Possessed By Fire” começaram a rolar, o que se viu foi insanidade total, perfeito para encerrar essa grande noite de Thrash Metal, por conta da tosse acabei nem tomando uma cervejinha, mas mesmo assim deu para voltar para casa tranquilo de Metrô por conta do horário que o show terminou, espero que as bandas retornem em breve.