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domingo, 14 de abril de 2013

Running Wild – Death or Glory, 1989.



 Bem esse disco é um dos grandes clássicos do Metal germânico, e sem dúvida também um dos melhores lançamentos dessa grande banda que o Running Wild.
 Nem dá para começar a falar do álbum sem citar a capa, ela é muito estranha, na verdade é engraçada até, mas felizmente o material que ouvimos é um milhão de vezes melhor que a parte gráfica, ainda bem.
 Eu acho estranho essas pessoas que dizem que o Running Wild sempre grava o mesmo disco, tenho a ligeira impressão que eles não ouvem realmente a banda, ok, ela tem algumas características que por vezes se repetem, mas qual banda não tem? E no mais essas características pelo menos em minha opinião são a melhor parte do som dos caras.
 E tudo começa da melhor maneira possível já que “Riding The Storm” é um clássico, tem um riff muito bom e um refrão que gruda na cabeça, é uma faixa que realmente é difícil ouvir e não se empolgar, talvez até quem não goste da banda seja capaz de curtir, até quem não gosta de Metal, quem sabe?
 “Renegade” lembra bastante o que a banda fez nos dois primeiros discos, também empolga sem dúvida nenhuma é daquelas músicas para tocar em show com todos cantando junto. A seguir temos “Evillution” que tem uma introdução que não sei porquê me lembra coisas do Somewhere in Time do Iron Maiden, mas a música é totalmente NWOBHM, trazendo a memória bandas como Saxon e Judas Priest, é uma das minhas favoritas, do play e da banda.
 “Running Blood” tem um introdução mais lenta, mas logo os riffs clássicos da banda explodem nos auto falantes, e a voz característica de Rolf Kasparek aparece com tudo, faixa típica da banda. O mesmo não se pode falar da divertida e instrumental “Highland Glory (The Eternal Fight)” onde o grande destaque fica por conta do baixo de Jens Becker, hoje no Grave Digger.
 “Marooned” é bem rápida e segue a linha do que a banda faria com mais frequência no futuro especialmente em álbuns como Blazon Stone e Pille Of Skulls. “Bad To The Bone” tem um riff marcante e uma cara meio Hard Rock, foi o single do disco e fica bem legal ao vivo pois o refrão é fácil e dá para ser cantado pelo público nos shows.
 “Tortuga Bay” é outra muito veloz e empolgante, seu riff chega a fretar com o Thrash, é também difícil escutar e não se empolgar com ela, já a faixa título segue a mesma linha, porém não é tão legal quanto e tem um solo que eu acho bem legal.
 Geralmente o Running Wild se dá muito bem quando escreve faixas mais épicas, e isso pode ser notado em “Battle Of Waterloo” que sem sombra de dúvidas é a melhor do disco, é daquelas músicas perfeitas, o andamento cadenciado empolga e os riffs são simplesmente perfeitos, é bem variada e tem uma letra legal, em outras palavras música perfeita.
 A versão em vinil termina aqui, porém o CD traz ainda “March On” que tem é mais lenta e por isso tem um clima diferente, também lembra bastante os dois primeiros plays da banda.
 Esse disco é realmente muito bom, e assim como não se julga um livro pela capa, devemos fazer o mesmo com os discos, caso contrário você acabará nunca ouvindo essa obra prima.

domingo, 7 de abril de 2013

Marduk – Opus Nocturne, 1994




O Marduk é uma das minhas bandas favoritas de Metal extremo, já assisti alguns shows da banda e a grande maioria dos seus álbuns é bem acima da média.
 Estranhamente eu acho esse Opus Nocturne o disco mais fraco deles, não pela música, mas pela produção que realmente não consegue captar toda a energia da banda, se fosse gravado hoje com a produção que a banda tem utilizado em seus álbuns seria muito melhor.
 Tudo começa com uma introdução macabra chamada “The Appearance of Spirits of Darkness”, e em sequência “Sulphur Souls” sem dúvida uma das melhores do play, e logo aqui se percebe como Morgan é um grande guitarrista, muito acima da média de outros do Black Metal, os riffs dessa música são muito bons.
 “From Subterranean Throne Profound” é a mais longa do álbum, e uma das mais furiosas, essa música mostra como a banda iria soar à partir do próximo play, e novamente os riffs matadores de Morgan fazem toda a diferença. “Autumnal Reaper” é mais uma pedrada bem ao estilo Marduk.
 “Materialized in Stone” é a melhor música de Opus Nocturne e também uma das melhores que a banda já fez em minha opinião, ela é mais lenta, com influências de Metal mais tradicional e com um clima que lembra bastante o Bathory. “Untrodden Paths (Wolves Part II) não é tão legal quanto “Wolves” do disco anterior da banda, mas principalmente no final tem alguns riffs que lembram a primeira versão.
 A Faixa título é mais lenta, chegando a flertar até com coisas de Doom Metal e tem um vocal bem diferente, já que chega quase a ser uma narrativa, serve como introdução para “Deme Quaden Thyrane” essa com várias mudanças de andamento e também partes narradas de vocal, bem legal esse som.
 Tudo termina com “The Sun Has Failed” novamente hiper veloz bem típico do que a banda iria fazer e continua fazendo com meastria até hoje, no final da música existe um som de um incêndio que combina bastante com a atmosfera do play em geral.
 Tirando a produção muito tosca o disco é bem legal, não se compara aos melhores da banda, mas mesmo assim é um grande álbum.