Bem primeiramente é um saco assistir show na quarta feira,
principalmente quando duas bandas tocarão, a primeira começaria as vinte e uma
horas, chega a ser um desrespeito com o público, mas vamos focar no show.
Bem algumas pessoas não vão gostar muito, mas eu realmente
não curto o Testament, respeito muito a banda que é sem dúvida nenhuma uma
lenda do Thrash, não acho a banda uma porcaria, mas também não me agrada muito,
exceto por algumas músicas, principalmente dos álbuns The Ritual e Souls in Black.
Bem, explicado isso eu até achei o show interessante, o
nível dos músicos e altíssimo, principalmente a dupla de guitarrista e Gene
Hoglan que sem dúvida nenhuma é um dos melhores bateristas de Metal que existe.
O vocalista Chuck Billy é uma figura, o cara é um grande
frontman e fica imitando os guitarristas com seu pedestal verde.
Como destaques eu gostei de algumas músicas antigas como “Into
The Pit” e “Practice What You Preach”, também gostei de “True American Hate”,
mas a maioria dos sons tocados eu não conheço, respeito muito a banda, aplaudi
o show, agitei em alguns momentos, mas é uma banda de que não gosto, isso
acontece com todo mundo.
Diferente do Testament eu gosto bastante do Anthrax , e
estava ansioso para assistir a banda com Joey Belladonna nos vocais pela
primeira, e ao mesmo tempo apreensivo, pois ele é conhecido por desafinar
bastante ao vivo, o que felizmente não aconteceu nessa noite, aliás o cara
cantou muito bem e agitou o show inteiro.
As luzes se apagam e começa a introdução, e logo de cara a
banda já manda dois de seus maiores clássicos “Among The Living” e “Caught in a
Mosh”, simplesmente perfeitas para começar o show, o som ainda não estava muito
mas melhorou bastante na terceira do show “Efilnikusefin (N.F.F)
A banda agita bastante em cena, Joey chegou a pegar uma das
câmeras da casa para filmar a plateia e Frank Bello simplesmente não para
quieto, agita o tempo todo e toco muito.
O show segue em frente com “Fight ‘Em ‘Til You Can’t” uma
música nova que soou como os grandes clássicos, foi legal ver a plateia
cantando junto também. Na sequência tivemos “March Of The S.O.D” uma surpresa
para mim, e então a melhor parte do show afinal a banda fez uma linda homenagem
ao mestre Ronnie James Dio e Dimebag Darrel na execução de “In The End” com
imagens de ambos no palco, uma coisa simples, mas muito bonita, fora que a
música ficou legal ao vivo também.
Outro momento bem legal do show foi “T.N.T” clássico do
AC/DC e que combinou perfeitamente com a voz de Belladonna, nesse momento eu
preciso falar que apesar de executar as músicas com precisão o guitarrista
convidado Johnatan Donais parece um morto no palco, diferente do restante da
banda.
Nem precisa dizer como o público agitou em “indians” um dos
maiores clássicos da banda, perfeita ao vivo, outra supresa foi “Medusa” não
esperava mesmo ouvir essa ao vivo.
Em “Got The Time” temos o show de Frank Bello, o cara
realmente toca muito, além do mais é difícil acreditar que essa música não é do
Anthrax, pois tem a cara da banda. E quando menos se esperava “I’m The Law”
marcava o final do show, juro que fiquei até impressionado como passou rápido.
A banda volta com “I’m The Man” e novamente uma bonita
homenagem, dessa vez ao grande Jeff Hannemann, executando um trecho de “Rainning
Blood”. No final nem precisa dizer que a casa quase veio a baixo com o final do
show que trouxe “Madhouse” com um andamento um pouco diferente e “Antisocial”
com todos cantando junto o refrão.
O show acabou tarde para caramba, foi foda trabalhar no dia
seguinte, mas valeu a pena.

