O que vou comentar aqui é a versão internacional do play,
pois existe uma versão exclusiva da Austrália, que contem uma lista de músicas
e capa um pouco diferente, adianto que as duas versões são perfeitas.
Tudo começa com a faixa título, que é tocada pela banda nos
shows até hoje, e sem dúvida é uma das muitas músicas compostas por eles
perfeitas para um show de rock. Já “Love
At First Feel” tem aquela levada mais lenta, baseada no blues tão
característica da banda, além de uma letra safada e grande interpretação do
grande Bon Scott
“Big Balls” pelo menos para mim é a música mais legal do
álbum, o duplo sentido da letra é muito engraçado, e além do mais é quase
impossível não querer cantar junto, mesmo nunca tendo ouvido a música na lista,
uma pena eles não a tocarem ao vivo (bem pelo menos eu nunca vi nenhuma
versão).
“Rocker” é uma porrada, um boogie violento, com um
verdadeiro show das guitarras, aliás se você ouvir esse som e nem sequer ficar
com vontade de bater o pé, pelo menos você deve ter algum problema grave. “Problem Child” é outro clássico que vez ou
outra a banda toca em suas tours, não sei por que motivo essa música me lembra “Highway
To Hell” que seria lançada alguns anos depois, bem as duas são muito boas em
todo caso.
Só o riff da introdução de “There’s Gonna Be Some Rockin’ “
já vale a audição da faixa, mostra como uma coisa simples quando bem feita pode
soar muito legal, também o solo merece
destaque, novamente simples, mas com muito feeling, típico do mestre Angus.
"Ain't No Fun (Waiting 'Round to Be a
Millionaire)" tem novamente uma levada mais cadenciada, lembrando bastante
algumas coisas do primeiro play da banda, é um som típico da banda, mas que
acaba meio ofuscada pelo restante do álbum, embora a letra seja novamente bem
legal.
Se tem uma banda de Hard Rock que sabe fazer um blues, essa
é sem dúvida o AC/DC, e “Ride On” é novamente uma prova disso, a música é bem
legal, sem dúvida é também um dos muitos grandes destaques do disco, sabe
aquelas que sozinhas já valem a pena?
Tudo se encerra com “Squealer”, em que o baixo e
bateria trabalham de maneira simples e muito funcional, e o refrão novamente
convida a cantar junto. Dá pra dizer que o grande defeito de “Dirty Deeds Done
Dirty Cheap” é ser curto demais, o play tem menos de quarenta e cinco minutos,
mas quer saber, é só botar para rolar de novo e se divertir.

