Total de visualizações de página

domingo, 28 de julho de 2013

AC/DC – Dirty Deeds Done Dirty Cheap, 1976.




Bem o que falar do grande AC/DC? Realmente é complicado comentar sobre uma das bandas mais legais que já existiu, e ainda mais falar de um disco que é simplesmente maravilhoso do começo ao fim.
 O que vou comentar aqui é a versão internacional do play, pois existe uma versão exclusiva da Austrália, que contem uma lista de músicas e capa um pouco diferente, adianto que as duas versões são perfeitas.
 Tudo começa com a faixa título, que é tocada pela banda nos shows até hoje, e sem dúvida é uma das muitas músicas compostas por eles perfeitas para um show de rock.  Já “Love At First Feel” tem aquela levada mais lenta, baseada no blues tão característica da banda, além de uma letra safada e grande interpretação do grande Bon Scott
 “Big Balls” pelo menos para mim é a música mais legal do álbum, o duplo sentido da letra é muito engraçado, e além do mais é quase impossível não querer cantar junto, mesmo nunca tendo ouvido a música na lista, uma pena eles não a tocarem ao vivo (bem pelo menos eu nunca vi nenhuma versão).
  “Rocker” é uma porrada, um boogie violento, com um verdadeiro show das guitarras, aliás se você ouvir esse som e nem sequer ficar com vontade de bater o pé, pelo menos você deve ter algum problema grave.    “Problem Child” é outro clássico que vez ou outra a banda toca em suas tours, não sei por que motivo essa música me lembra “Highway To Hell” que seria lançada alguns anos depois, bem as duas são muito boas em todo caso.
 Só o riff da introdução de “There’s Gonna Be Some Rockin’ “ já vale a audição da faixa, mostra como uma coisa simples quando bem feita pode soar muito  legal, também o solo merece destaque, novamente simples, mas com muito feeling, típico do mestre Angus.
 "Ain't No Fun (Waiting 'Round to Be a Millionaire)" tem novamente uma levada mais cadenciada, lembrando bastante algumas coisas do primeiro play da banda, é um som típico da banda, mas que acaba meio ofuscada pelo restante do álbum, embora a letra seja novamente bem legal.
Se tem uma banda de Hard Rock que sabe fazer um blues, essa é sem dúvida o AC/DC, e “Ride On” é novamente uma prova disso, a música é bem legal, sem dúvida é também um dos muitos grandes destaques do disco, sabe aquelas que sozinhas já valem a pena?
  Tudo se encerra com “Squealer”, em que o baixo e bateria trabalham de maneira simples e muito funcional, e o refrão novamente convida a cantar junto. Dá pra dizer que o grande defeito de “Dirty Deeds Done Dirty Cheap” é ser curto demais, o play tem menos de quarenta e cinco minutos, mas quer saber, é só botar para rolar de novo e se divertir.

domingo, 21 de julho de 2013

Nektar – Virada Cultural, São Paulo 19/05/2013.



A Virada Cultural costuma ser um evento legal, mesmo com alguns contratempos, porém nesse ano foi realmente decepcionante quando vi a programação e percebi que o Rock e principalmente o Metal foi deixado de lado quase que totalmente.
 Bem após checar a programação percebi que valeria a pena pelo menos assistir ao show do Nektar, gostaria também de assistir ao Van Der Graaf Generator, porém tinha um compromisso no horário em que eles se apresentariam.
 No domingo então saí de casa e fui até o palco da São João, quando cheguei lá até estranhei pois estava bem vazio, o show concorria com a apresentação do Racionais e a final do campeonato Paulista, mas não posso reclamar, pois pude ficar perto do palco com total sossego durante todo o show.
 Legal também foi encontrar meu amigo Gustavo por lá, pois fazia algum tempo que não o via. A apresentação estava marcada para as quatro da tarde porém atrasou quase vinte e cinco minutos.
 E a banda entra em cena com “A Tab In The Ocean”, sinceramente até pensei que essa música encerrasse o show, pois é bem longa e foi tocada por completo, talvez não tenha sido a melhor escolha para o início, mas ficou legal ao vivo.
 “Desolation Valley” veio em seguida, também longa, e bem densa agradou à todos os presentes, legal que o som estava muito bom, com um volume ideal e sem microfonia ou distorções, a banda também é muito bem ensaiada e executa as versões com perfeição.
 O show começou a ficar realmente legal com “Remember The Future” (essa sim poderia ter aberto a apresentação) e principalmente com “King Of Twilight” aliás conheci o Nektar por conta dessa música, que foi regravada pelo Iron Maiden, ao vivo a versão ficou bem pesada e foi aquela que mais agradou o público, com certeza o grande destaque do show.
 Infelizmente a banda tinha pouco tempo para tocar, e “Recycle” fechou o curto set. Realmente valeu a pena sair naquele domingo para ver a banda, foi uma das melhores apresentações que já em uma Virada Cultural.
A lamentar somente eu não poder assistir o Van Der Graaf que viria a seguir, e torcer para que no próximo ano os organizadores lembrem-se  que o Metal merece um pouco de espaço também em um evento gratuito.