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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Accept - Carioca Clube, São Paulo 15/05/2011
Primeiro preciso dizer que assistir ao Accept era um grande sonho que eu tinha, visto que essa é uma das bandas que eu curto a mais tempo, e nunca havia assistido um apresentação antes, então o show para mim estava envolto em grandes expectativas.
Quando fiquei sabendo que o Accept havia voltado à ativa sem o Udo nos vocais, confesso que fiquei meio temeroso, pois não sabia como soaria a banda. Assistindo a um programa de Heavy Metal pela internet pude conferir o clipe de Teutonic Terror, e tirei uma parte da dúvida, nas músicas novas estava tudo bem, uma vez que Mark Tornillo canta demais. Agora era saber como a banda soaria ao vivo, principalmente nas músicas antigas.
Debaixo de chuva fui até o Carioca Clube junto com meu irmão, chegamos ao local ainda vazio e no telão da casa estava mostrando alguns gols da finais do campeonatos estaduais, inclusive do Paulistão, onde o Santos foi bi-campeão sobre o Corinthians, fato que gerava bastante piadas entre todos os presentes, os não corinthianos lógico.
Resolveram trocar de canal, e por acaso em uma emissora estava passando um clipe do Rick Martin, desnecessário dizer qual foi a reação do público( vais e gritos de bicha), mas isso deu uma descontraída na galera, pois o show estava começando a atrasar o horário marcado.
Quarenta minutos depois do horário, as luzes do Carioca se apagam, e uma breve introdução é a deixa para a entrada do Accept em cena, finalmente.
O começo não poderia ser melhor, Teutonic Terror, faixa do novo álbum, e para mim já uma das melhores escritas pela banda agitou o público, que não perdeu a empolgação em Bucket Full Of Hate, também do novo álbum, Blood Of The Nations.
Starlight deixou todos da velha guarda satisfeitos, e foi a prova de que Mark estava pronto para cantar os antigos clássicos, e falando neles a próxima foi a maravilhosa Breaker, que com perdão do trocadilho veio quebrando tudo.
New World Comin' com seu refrão fácil, mostrou que o Blood Of The Nations agradou a todos, aliás diga-se de passagem é um puta álbum, bem acima das minhas expectativas.
A banda estava perfeita em cena, com todos agitando demais, e tocando muito, e o principal, com o público participando, como é legal ver um show onde as pessoas estão interessadas na música mesmo, não em fazer pose ou ficar mandando recadinhos, falando ao celular ou ficar atualizando redes sociais, isso pode ser feito depois do show, durante é só agitar, cantar junto, ou pelo menos curtir quieto na sua, mas o principal tem que ser sempre a música.
Restless And Wild foi uma das melhores da noite, tocada com garra, fez todos cantarem juntos seu maravilhoso refrão, só até aí já valeu o valor do ingresso. Monsterman também animou principalmente os da velha guarda, que agitavam sem parar, eu incluso aí.
Quando as primeiras notas de Metal Heart surgiram, foi difícil não conter a emoção, esse é uma daquelas músicas que deveriam ser patrimônio da humanidade,e além do mais é muito legal ver o público cantando o solo junto com a banda.
Uma grande surpresa foi a execução de Amamos La Vida, que serviu para dar uma descansada antes de outro clássico do álbum Restless And Wild, dessa vez Neon Nights, com direito a introdução que fez o chão tremer, aqui mais uma vez digo, a banda está afiadíssima e os caras tocas demais.
Eu imaginei que eles não fossem tocar Bulletproof, foi durante essa música semanas antes o guitarrista Herman Frank acabou caindo no palco, o que lhe rendeu infelizmente algumas costelas quebradas e um pulmão perfurado, felizmente ele já está se recuperando, mas a banda tocou a faixa do grande Objection Overruled, com direito até a duelo entre Peter e Wolf, grande momento do show.
Falando em grande momento a sequência seguinte com Losers And Winners e Aiming High, também não deixou ninguém parado, também para não agitar com esse clássicos, somente estando doente ou tendo algum sério problema. Clássica também é Princess Of The Down, executada de forma brilhante mais uma vez pela banda.
Up To The Limit, foi mais uma difícil de não se emocionar, e principalmente nessa faixa deu pra perceber como o Mark está entrosado na banda, cantando da sua maneira sem soar muito difeente da original, que traz a voz marcante e genial de Udo. Pra encerrar essa primeira parte, mais uma nova, No Shelter, que mais uma vez agradou a todos os presentes, hora de dar uma respirada.
Alguns poucos minutos se passaram quando os alto-falantes anunciaram com a clássica musiquinha alemã, o hino Fast As Shark, uma das melhores músicas já produzidas na humanidade, dessa vez com show do batera Stefan Schwarzmann, uma máquina de tocar, trouxe o Carioca mais uma vez abaixo.
Pandemic novamente mostrou a força do novo álbum, e foi muito bem recebida por todos, uma introdução perfeita para o hino máximo Balls To The Wall, música perfeita, que deveria ser ouvida por todos no mundo pelo menos uma vez na vida, e como é gratificante poder cantar junto o refrão grandioso desse clássico, um final perfeito para um show perfeito.
Valeu a pena esperar, e tomara que eles não demorem para voltar por aqui, um dos melhores shows dos últimos tempos, se dúvida nenhuma.
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