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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Made In Brazil - Sesc Vila Mariana, São Paulo 13/07/2011
No dia mundial do Rock nada como comemorar indo assistir ao show da primeira e uma das melhores bandas brasileiras, o Made In Brazil.
Quando fui comprar o ingresso, eles já estavam no final, então acabei pegando um lugar não muito perto do palco, mas tudo bem, porque o auditório do Sesc Vila Mariana é bem pequeno, e de qualquer lugar dá pra ver legal o show.
Saí do serviço no horário normal, 17:30 e como o show só começaria ás 20:30, resolvi comer algo antes. Parei no boteco e pedi um sanduíche de calabresa com uma cerveja isso me daria o sustento necessário para curtir o Rock de verdade do Made.
Como ainda estava cedo, desci duas estações antes do metrô para andar um pouco, fazia um tempo que não andava naquela região, além do mais é uma coisa que gosto bastante de fazer, andar pela cidade escutando música.
No caminho para o Sesc, percebi como o tempo passa rápido, a última vez que estive no local foi para ver o show do Trio Mocotó e isso já faz nove anos, também fazia um bom tempo que eu não assistia o Made ao vivo, creio que uns cinco ou seis anos, então era hora de tirar o atraso.
Cheguei cedo ao local, que tem uma arquitetura meio exótica, e fiquei sentado no pátio principal lendo um livro, só depois que subi para o local onde fica o auditório, local que tem uma sala de leitura com poltronas bem confortáveis por sinal, aliás as unidades do Sesc estão de parabéns, não só pelos bons shows oferecidos, como também pelo conforto das unidades.
Chegando perto do show, deu para notar como era variado o público, ia desde da molecada até uns tios do Rock, o que é bem legal, tinha até uma quantidade razoável de mulheres ( cerca de 20%) coisa que é difícil de acontecer em shows de bandas mais tradicionais como o Made.
Chega a hora de entrar no auditório do show, o local é bem confortável, mas por conta das cadeiras não é tão adequado à shows de Rock, mas tudo bem, pelo menos a visão e o show estavam perfeitos durante todo o espetáculo.
A banda sobe ao palco com um pequeno atraso e logo detonam “Uma Banda Made In Brazil”, que trás na sequência o clássico “Rock De São Paulo” tocada de uma forma mais cadenciada, mas sem perder a energia da música, estava aberta a celebração do Rock and Roll.
“Malvina's( O Pessoal Do Rock)” foi a primeira grande surpresa, e nela percebi como a nova formação funciona bem, principalmente por conta do teclado e do bom guitarrista Mateus “Alemão”
Canali, que toca com bastante feeling, a banda toda é muito competente e tem uma boa presença de palco, principalmente as animadas backing vocals: Roberta “Rock N' Roll”Abreu, Paula “Cinderela” Mota e M.C. Almeida Rego “Criss”, que agitam e dançam o show inteiro. Somente o grande Celso “Kim” Vecchione mantem uma postura totalmente estática e robótica no palco, mas isso é da sua personalidade, e o cara toca com precisão absoluta, além de ser uma das grandes lendas do Rock nacional.
“Todo Dia Rola Um Blues” foi a primeira do novo álbum, “Rock De Verdade” a ser apresentada, e foi muito bem recebida por todos os presentes, que cantaram junto o refrão, na sequência mais um clássico dessa vez “ Não Transo Mais” do álbum “Jack o Estripador”.
Falando em clássico, foi perfeita a execução de “Gasolina”, com a banda demonstrando que está soando mais pesada que nunca ao vivo, ajudada pela boa equalização dos técnicos, que deixou o som do baixo bem na cara, mostrando a competência do mestre Oswaldo “Rock” Vecchione, que além de tocar está cantando melhor que nunca, e agora recuperado da cirurgia que vez, volta a agitar bastante no palco.
“Tô a Tôa” foi executada com perfeição, seguida de mais uma surpresa “Treta De Rua” do álbum “Deus Salva...O Rock Alivia” tocada com muito peso, foi para mim a melhor do show, o que é difícil em meio a tantos clássicos.
O hino “Jack O Estripador” fez todo mundo cantar junto, nessa hora, realmente deu vontade de levantar da cadeira, e percebi que não era o único nessa condição, mas para não tumultuar foi melhor permanecer sentado mesmo, só agitando a cabeça, batendo o pé e cantando junto, falando em cantar junto a participação do público em Rock De Verdade, dedicada por Oswaldão aos pagodeiros, axezeiros e funkeiros, foi bem legal, com todos cantando junto e acompanhando com palmas o refrão, dessa que já é um novo clássico no repertório do Made, peso absurdo e um show do guitarrista Mateus “Alemão”.
Falando em clássico era a hora do maior deles, “Minha Vida É Rock and Roll” um dos maiores hinos já compostos em homenagem e esse estilo que tanto adoramos, espaço para a presentação da banda e para o público mais uma vez cantar junto, no final ainda veio mais um clássico “Anjo Da Guarda” do primeiro álbum, que mais uma vez soou perfeita ao vivo em encerrou em grande estilo essa celebração Rock And Roll.
Somente achei o show meio curto, parece que passou em cinco minutos, mas mesmo assim teve o selo de qualidade do Made In Brazil, que é uma das maiores bandas desse país, infelizmente pouco reconhecida, deu para voltar para casa bem feliz.
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