Resenhas de shows, discos, livros, filmes...Tudo com minha opinião e sem nenhum compromisso jornalístico. Feito somente por diversão.
Total de visualizações de página
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Sanctuary – Refuge Denied, 1988
Esse é o primeiro álbum da banda Sanctuary, que infelizmente teve uma carreira curta, mesmo o vocalista Warrel Dane tendo montado posteriormente o Nevermore( ótima banda) ele não conseguiu superar o Sanctuary.
O som do Sanctuary lembra bastante o Megadeth de álbuns como Peace Sells...But Who’s Buying e So Far, so Good... So What!, até por conta da produção que traz ninguém menos que Dave Mustaine, mas o som lembra muito também o que a banda King Diamond fazia na época, principalmente por conta dos vocais agudos de Dane.
O álbum já chama atenção pela capa, muito legal desenhada pelo mestre Ed Repka, mas o som logicamente é o que há de mais importante, e a coisa começa animada com a rápida "Battle Angels" onde a semelhança do vocal de Dane com King Diamond é notável, principalmente nos agudos, na sequencia "Termination Force" começa de maneira lenta, mas logo toma velocidade e empolga o ouvinte.
"Die for My Sins" tem uma pegada bem Heavy Metal, chegando mesmo a lembrar coisas da NWOBHM principalmente por conta do riff de guitarra e do refrão, "Soldiers of Steel" é um dos grandes destaques do play, alterna momentos de velocidade e cadência, e tem um refrão empolgante, novamente com o vocalista abusando dos agudos.
"Sanctuary" é mais uma que começa lenta, e tem várias alternâncias durante sua duração, é a música que mais lembra Megadeth no disco. Então temos uma grata surpresa o cover do Jefferson Airplane para “White Rabbit” em que a banda bota a própria identidade na música, numa versão muito boa, com o solo de Dave Mustaine e um show nos vocais por parte de Warrel Dane.
"Ascension to Destiny" é outra que traz um riff empolgante inspirado no Heavy mais clássico, grande trabalho dos guitarristas Sean Blosl e Lenny Rutledge, quando temos então a pesadíssima "The Third War" para mim a melhor do álbum com uma levada de guitarra que novamente se destaca, por fim "Veil of Disguise" encerra o álbum em grande forma com muitas variações de andamento, lembrando bastante coisas do King Diamond da época de ‘Abigail” e ‘Them”.
Se você gosta de Thrash ou mesmo um Heavy mais rápido precisa ouvir esse álbum
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Savatage – The Wake Of Magellan, 1998.
A primeira vez que escutei esse disco confesso que não gostei muito, principalmente comparando com o material mais antigo do Savatage, mas com o tempo isso foi mudando e hoje The Wake Of Magellan, é um álbum que eu gosto bastante, embora ainda penso que seja inferior aos plays mais antigos com John Oliva no vocal.
O álbum começa com um som de mar e a intro “The Ocean” logo na sequencia “Welcome” não empolga muito, porém a coisa muda com “Turn To Me” que traz um riff bem legal e típico do Savatage.
“Mounring Sun” começa lenta, mas é um dos grandes destaques do disco, com um vocal inspirado de Zachary Stevens, é uma música perfeita para ser tocada ao vivo. John Oliva é quem assume as vozes em “Another Way” que traz algumas passagens que lembrar o clássico “The Last In Line” do Dio..
“Black Jack Guillotine” é bem pesada, e traz novamente um belo riff de guitarra, com um baixo poderoso também, e na sequencia temos talvez a melhor do play “Paragons Of Innocence” que mais uma vez traz Oliva nos vocais e chega a lembrar o Savatage do início da carreira.
"Complaint in the System (Veronica Guerin)" é uma música meio estranha, principalmente por ser repetitiva, mas não deixa de ser interessante, já “Underture” é uma instrumental onde se pode ver toda a técnica apurada da banda, e abre caminho para a faixa título, outro grande destaque do álbum, com uma introdução bem legal de baixo e um refrão para cantar junto.
“Anymore” é bem dramática, e novamente traz uma grande interpretação de Stevens, que tanto em estúdio quanto ao vivo canta muito. A instrumental “The Storm” precede o grand finale com a épica “The Hourglass” que tem mais de 8 minutos e mais uma vez traz um show de técnica por parte de toda a banda.
“The Wake Of Magellan” pode até não ser o melhor álbum da banda, mas é altamente recomendado, além do mais a capa é muito bonita.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Coroner – Punishment For Decadence
Poucas são as bandas que eu conheço que vem da Suíça, o país apesar de possuir vários fãs de metal, não produz tantas bandas assim do estilo, o que é uma pena, pois aquelas que conheço tem sempre grande qualidade.
O Coroner foi formado por ex-roadies do Celtic Frost, e não deixam nada a desejar em relação à banda para a qual trabalhavam ambos são excelentes e muito importantes para o estilo.
“Punishment For Decadence” é o segundo álbum da banda e têm duas capas diferentes, a original com uma pintura de um artista alemão e a capa do relançamento que lembra a capa de “Symphony Of Death” do Grave Digger.
Após um curta Intro o thrash técnico da banda mostra as caras em “Absorbed” e na sequencia traz um dos grandes destaques do play “Masked Jackal” que virou até vídeo clipe e cativa logo na primeira audição.
Na instrumental “Arc-Life” o ouvinte pode conferir toda a técnica da banda, essa faixa mostra como o trio domina os instrumentos e aliam bem o peso e velocidade. “Skeleton On Your Shoulder” começa lenta, mas logo explode novamente em velocidade e técnica, outra que pode ser considerada destaque.
“Sudden Fall” chega a lembrar o Kreator da fase do Extreme Agression, principalmente por conta do vocal, e velocidade, se você não se empolgar nessa música, aconselho a começar a procurar outro estilo para escutar, logo em seguida temos “Shadow Of A Lost Dream” com seu solo inspirado e riffs magistrais, onde não se empolgar é quase impossível.
“The New Breed” começa cadenciada, com uma introdução que chega a lembrar o Death nos seus últimos álbuns, mas logo os riffs velozes tomam conta da faixa, em que o refrão fica na cabeça fácil, velocidade aliás é o que não falta para “Voyage To Eternity”, novamente é impressionante notar como os músicos são técnicos ao extremo.
No final o cover de “Purple Haze” de Jimmi Hendrix, em uma versão bem particular encerra, esse grande álbum da história do Metal, simplesmente indispensável.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Billy Cobham - Sesc Pinheiros, São Paulo 28/01/2012
Após passar um dia inteiro em um curso, era hora de aproveitar uma boa noitada de Jazz no Sesc Pinheiros com uma das lendas do estilo o baterista Billy Cobham.
Estava meio cansado, então resolvi ir de ônibus até o local, por sorte fiquei pouco tempo no ponto, e o coletivo veio vazio, deu até para ir curtindo um som na boa, Chucho Valdés para combinar.
Cheguei ao local e um bom público já estava presente, como estava cedo pude tomar uma cerveja e observar o ambiente, legal constatar que a plateia era bem diversificada, com pessoas de todas as idades, e de variados gostos musicais.
Fui até meu lugar marcado, e restava somente, esperar, o teatro estava totalmente tomado, e infelizmente a apresentação acabou atrasando cerca de vinte minutos, mas nada que tirasse o ânimo de todos quando a banda finalmente surgiu no palco, com sua estrela principal Billy na bateria, começou um grande espetáculo de Jazz.
O som estava perfeito e a banda muito afiada, poucas vezes na vida vi músicos tão competentes em seus instrumentos, e o repertório trazia grandes clássicos de Miles Davis como “ESP” e “Iris”, além do mais o público era bastante participativo, e aplaudia com fervor ao final de cada faixa executada.
Nos teclados Christophe Cravero era o mais discreto da banda, porém nem por isso músico inferior já que demonstrava total controle do instrumento e ainda tocou violino em algumas faixas.
Eu nunca havia visto um tocador de Steel Pan na minha vida, e logo de cara pude ver Junior Gill que é bem competente na função, fez um grande solo e se parecia muito com Jorge Bem Jor fisicamente, e nas roupas.
O baixista Michael Mondesir era uma figura enigmática, discreto em seu canto vestia um terno risca de giz e um chapéu, mas tinha linhas de baixo interessantíssimas recheadas de groove e precisão, quando solou também foi digno de aplausos.
No começo do show eu confesso que não dava nada pelo guitarrista Jean Marie-Ecay, parecia meio inseguro e estava muito discreto, até afastado do restante da banda no palco. Porém quando o cara se soltou, o negócio foi simplesmente incrível, solos inspiradíssimos e fraseados que iam do ultra veloz e técnico até o mais suave, sem exageros um dos melhores guitarristas que já assisti ao vivo, grata surpresa, visto que não o conhecia.
Na percussão Marcos Lobo era um showman, tocava de tudo, congas, bongo, pandeiro, instrumentos que não sei o nome e até garrafa pet, só pelo fato de ter feito um solo de berinbau, e tornado isso interessante já valia o show.
Difícil falar de Billy Cobham, o cara é perfeito, tem uma técnica e precisão apuradas, conduz perfeitamente quando precisa e não economiza em viradas magistrais com uma pegada monstro, é um dos gigantes do jazz sem dúvida. O solo curto com quatro baquetas por si só também valeriam a apresentação, interessante notar que o músico é muito simpático e junto com toda a banda demonstra pela expressão facial que está adorando tocar ali naquele momento.
Um show que sem dúvidas eu vou demorar um tempo para esquecer, noite perfeita. Legal também foi ter encontrado o Baterista do Torture Squad por lá, mostrando que essa coisa de radicalismo é furada, dá pra curtir Metal e Jazz na boa.
Assinar:
Comentários (Atom)



