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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Billy Cobham - Sesc Pinheiros, São Paulo 28/01/2012
Após passar um dia inteiro em um curso, era hora de aproveitar uma boa noitada de Jazz no Sesc Pinheiros com uma das lendas do estilo o baterista Billy Cobham.
Estava meio cansado, então resolvi ir de ônibus até o local, por sorte fiquei pouco tempo no ponto, e o coletivo veio vazio, deu até para ir curtindo um som na boa, Chucho Valdés para combinar.
Cheguei ao local e um bom público já estava presente, como estava cedo pude tomar uma cerveja e observar o ambiente, legal constatar que a plateia era bem diversificada, com pessoas de todas as idades, e de variados gostos musicais.
Fui até meu lugar marcado, e restava somente, esperar, o teatro estava totalmente tomado, e infelizmente a apresentação acabou atrasando cerca de vinte minutos, mas nada que tirasse o ânimo de todos quando a banda finalmente surgiu no palco, com sua estrela principal Billy na bateria, começou um grande espetáculo de Jazz.
O som estava perfeito e a banda muito afiada, poucas vezes na vida vi músicos tão competentes em seus instrumentos, e o repertório trazia grandes clássicos de Miles Davis como “ESP” e “Iris”, além do mais o público era bastante participativo, e aplaudia com fervor ao final de cada faixa executada.
Nos teclados Christophe Cravero era o mais discreto da banda, porém nem por isso músico inferior já que demonstrava total controle do instrumento e ainda tocou violino em algumas faixas.
Eu nunca havia visto um tocador de Steel Pan na minha vida, e logo de cara pude ver Junior Gill que é bem competente na função, fez um grande solo e se parecia muito com Jorge Bem Jor fisicamente, e nas roupas.
O baixista Michael Mondesir era uma figura enigmática, discreto em seu canto vestia um terno risca de giz e um chapéu, mas tinha linhas de baixo interessantíssimas recheadas de groove e precisão, quando solou também foi digno de aplausos.
No começo do show eu confesso que não dava nada pelo guitarrista Jean Marie-Ecay, parecia meio inseguro e estava muito discreto, até afastado do restante da banda no palco. Porém quando o cara se soltou, o negócio foi simplesmente incrível, solos inspiradíssimos e fraseados que iam do ultra veloz e técnico até o mais suave, sem exageros um dos melhores guitarristas que já assisti ao vivo, grata surpresa, visto que não o conhecia.
Na percussão Marcos Lobo era um showman, tocava de tudo, congas, bongo, pandeiro, instrumentos que não sei o nome e até garrafa pet, só pelo fato de ter feito um solo de berinbau, e tornado isso interessante já valia o show.
Difícil falar de Billy Cobham, o cara é perfeito, tem uma técnica e precisão apuradas, conduz perfeitamente quando precisa e não economiza em viradas magistrais com uma pegada monstro, é um dos gigantes do jazz sem dúvida. O solo curto com quatro baquetas por si só também valeriam a apresentação, interessante notar que o músico é muito simpático e junto com toda a banda demonstra pela expressão facial que está adorando tocar ali naquele momento.
Um show que sem dúvidas eu vou demorar um tempo para esquecer, noite perfeita. Legal também foi ter encontrado o Baterista do Torture Squad por lá, mostrando que essa coisa de radicalismo é furada, dá pra curtir Metal e Jazz na boa.
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