Resenhas de shows, discos, livros, filmes...Tudo com minha opinião e sem nenhum compromisso jornalístico. Feito somente por diversão.
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domingo, 18 de março de 2012
Overkill – Feel The Fire, 1985
Se fosse para fazer uma lista com os melhores álbuns da história do thrash Metal seria bem difícil para mim, mas pode ter certeza que esse clássico estaria incluso sem dúvida nenhuma, o que se ouve aqui é material da mais alta qualidade.
O Overkill acabou não tendo o reconhecimento necessário, e olha que sempre esteve ativo e lançando álbuns bem relevantes, mas realmente esse é muito acima da média. A banda tem um estilo próprio de fazer música, e embora lembre em uma ou outra passagem bandas como Exodus e Anthrax, é difícil achar algo que se assemelhe a seu som de altíssima qualidade.
O play até que não começa tão rápido, mas “Raise The Dead” já empolga na primeira audição com os vocais bem característicos de Bobby "Blitz" Ellsworth, mas é na segunda música que a coisa perde o controle e fica difícil ficar parado ouvindo um dos maiores clássicos da história do Metal “Rotten To The Core”.
O riff inicial de “There’s No Tomorrow” já começa a uma velocidade absurda, mantém a grande empolgação do começo do play e nem a parte mais lenta deixa de ser interessante, lembrando um pouco Judas Priest. Já “Second Son” é mais cadenciada, mas não menos empolgante, lembrando coisas da NWOBHM.
A velocidade retorna com tudo em “Hammerhead” um dos grandes destaques do disco, onde o refrão praticamente te obriga a cantar junto, eis então que surge a faixa título com seu riff cavalgado que dessa vez escancara toda a influência da NWOBHM no som da banda principalmente de bandas como o Angel Witch, Raven e Diamond Head que fazem esse som mais rápido, difícil também manter a cabeça parada ouvindo isso.
“Blood And Iron” é uma cacetada tocada a velocidade da luz, que ao vivo é daquelas onde o público inteiro agita sem parar, o riff mais cavalgado retorna em “Kill At Command” que chega a lembrar um pouco Manowar até pelo vocal de Bobby.
Quando menos se espera já estamos quase no final dessa obra prima que infelizmente é bem curto, só quarenta minutos, mas podemos ainda ouvir a empolgante “Overkill” grande clássico do Thrash e no fim ainda “Sonic Reducer” cover do The Dead Boys banda punk americana, que é a música mais fraca do disco, mesmo assim merece uma audição.
Sem dúvidas um álbum que precisa ser ouvido.
sábado, 10 de março de 2012
Queensrÿche – Rage For Order, 1986
Esse álbum é meio um divisor de água na carreira do Queensrÿre a banda aqui dá uma afastada daquele Metal mais puro do primeiro álbum e do primeiro ep e parte para um lado mais progressivo, é até difícil classificar esse álbum como Metal, não que isso seja de todo ruim, mas ele se aproxima muito mais do progressivo puro.
O álbum abre com “Walk In The Shadows” que até hoje é um dos grandes clássicos da banda, e logo na sequência "I Dream in Infrared" remete diretamente a bandas progressivas como o Marillion, inclusive na timbragem das guitarras, até o vocal de Geoff Tate, lembra um pouco Fish nessa música.
O peso mais metálico retorna em “The Whisper” em que o vocal lembra muito Michael Kiske em sua fase áurea no Helloween, temos então o cover de "Gonna Get Close To You" que eu não conheço a versão original pelo menos, mas essa versão tem a cara do Queensrÿche e qualquer um diria se tratar de uma composição própria.
"The Killing Words" tem um refrão bem legal e se parece bastante com o que a banda faria alguns anos depois no álbum Empire, já "Surgical Strike" lembra mais o primeiro álbum, com uma veia Metal mais aguçada, e como sempre grande interpretação de Tate, um dos melhores vocais do estilo sem dúvida.
"Neue Regel" é uma música bem estranha, tem alguma influência moderna, principalmente nos vocais, mas se destaca o grande trabalho de guitarras, "Chemical Youth (We Are Rebellion)" apesar de começar cadenciada aproxima a banda novamente do Metal.
"London" é a faixa mais épica do álbum, chega a lembrar coisas de Pink Floyd, enquanto "Screaming in Digital" me lembra bastante coisa feita pelo Rush nos anos oitenta principalmente no clima da música, o play fecha com a balada “I Will Remember” com um acento até meio pop, mas que não decepciona.
Rage For Order não é um álbum que agrada logo na primeira audição, porém a partir do momento em que você se acostuma é difícil deixar de ouvir, como tudo na carreira da banda, eu não sei se posso considerar um álbum de Metal, mas é sem dúvida um grande álbum, abaixo do que a banda fez no decorrer da carreira principalmente com Operation Mind Crime e Empire, porém um álbum que deve ser escutado sem dúvida nenhuma.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Master – Slaves To Society, 2007
Já logo de cara a capa desse álbum chama atenção, é provocativa e bem legal, mas a capa não se ouve e o que vem para ser ouvido supera bastante as expectativas.
Paul Speckmann é um dos grandes batalhadores do Metal, está na ativa a bastante e sem dúvida nenhuma podemos dizer que é um dos pais do Death Metal, tendo gravado grandes clássicos com o Master e o Abomination.
O álbum começa com uma pancada chamada “The Final Skull” com um riff impressionante de guitarra é sem dúvida nenhuma uma das melhores músicas de Death Metal que já escutei, após uma única audição ela fica na cabeça para sempre. Na sequência "In Control" mantém o grande nível, com velocidade e um refrão cativante.
"Beaten For The Possibility" segue uma linha de Death mais moderno, lembrando bastante algumas bandas como o Immolation, além do mais traz como destaque um solo com alavancadas clássicas do estilo e parada somente com a bateria. A faixa título mantém essa linha mais moderna com o riff inicial, mas logo se transforma em uma música totalmente old school, com uma grande performance do baterista Zdenek "Zdenal" Pradlovsky.
O clima old school permanece em “The Darkest Age" que talvez seja a música que mais lembre os primeiros e clássicos álbuns da banda como o auto intitulado, ela começa de maneira mais lenta, mas logo explode em velocidade e técnica, aliás um dos destaques desse play é a produção que deixou o som pesadíssimo e com muita qualidade, onde é possível ouvir bem todos os instrumentos.
"Cheater" é um outro grande destaque do disco, principalmente por conta do riff veloz e do refrão que fica fácil na cabeça, é seguida pela pancada "Anarchy Nearly Lost" que lembra Cannibal Corpse dos álbuns mais atuais, mesmo assim a banda em nenhum momento deixa de soar como o velho Master.
"The Room With Views" também começa até mais lenta, mas tem como destaque suas variações e novamente o grande trabalho do baterista, essa é sem dúvida outro grande destaque do play, que funciona muito bem ao vivo. "Remnants Of Hate" segue sendo uma cacetada com todos aqueles elementos tão característicos do Death Metal como a velocidade e o vocal furioso de Paul.
Novamente a modernidade se faz bem presente em "The Last Chapter" também marcada por variações e um riff rasgado de guitarra, bem ao estilo norte americano, e tudo termina com mais uma pancada, dessa vez com a longa porém perfeita "World Police" que encerra o play com fúria e velocidade absurdas.
Totalmente recomendado.
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