Resenhas de shows, discos, livros, filmes...Tudo com minha opinião e sem nenhum compromisso jornalístico. Feito somente por diversão.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Virada Cultural – São Paulo 05/05/2012 e 06/05/2012.
Após três anos seguidos de vários problemas com desencontros, atrasos e não comparecimentos diversos, resolvi ir na Virada Cultural desse ano sozinho, sem combinar com ninguém, pois não estava com vontade de ficar esperando e passar nervoso novamente, então fiz uma programação do que queria ver e fiquei somente aguardando o dia.
A primeira banda que iria assistir era o grande Made In Brazil, que estava programado para as seis e meia da tarde, no palco da Avenida São João, para tocar o álbum, “Jack o Estripador”, ou seja, a expectativa era grande.
Cheguei ao local e faltava poucos minutos para o horário, ainda estava vazio, então fui para perto do palco, com um pequeno atraso a banda sobe ao palco tocando “Gasolina”, ou seja, não seria tocado o Jack na ordem como imaginei, e também seriam tocadas músicas de outros álbuns, mesmo assim o show valeria a pena.
O começo do show também teve “Pauliceia Desvairada” e “Treta de Rua” duas músicas bem legais, foi então que eles começaram a tocar as músicas do “Jack o Estripador”, como “Meu Amigo Elvis”, “Banheiro”( a letra dessa música é bizarra), “Não Transo Mais” ou “Quando a Primavera Chegar”, tudo tendo os vocais de Percy Weiss, o que deixava a coisa ainda mais legal.
O público agitava bastante, o som estava legal e a performance da banda perfeita, porém algo estranho aconteceu, apagaram as luzes do palco e a banda encerrou o show com “Jack O Estripador” e “Minha Vida é Rock and Roll” em uma versão mais curta que de costume, terminou de forma estranha, mas o show foi legal, embora os primeiro problemas com o público começaram a aparecer.
Tudo bem, em um evento gratuito eu não vou esperar conforto, porém tem coisas que enchen o saco demais na Virada, primeiro o número absurdo de vendedores que ficam passando a todo momento, os caras vendem de tudo, inclusive drogas, na cara de todos, falando em drogas, a quantidade de usuários de maconha é também alarmante, além do mais vi alguns caras querendo arrumar brigas e pelo menos dois furtos enquanto estive por lá. Outra coisa bem irritante é a mania das pessoas de não prestarem atenção no show, havia gente fazendo de tudo, menos assistindo os shows, mas como disse anteriormente como é um evento gratuito, tenho que me adaptar a isso, ou ficar em casa.
Saí do show do Made, e dei uma passada em casa para tomar banho e comer algo, nessas horas é vantajoso morar perto do centro, depois me dirigi a Praça Da República para assistir a apresentação de Lou Donaldson, imaginei que o local estaria vazio, por se tratar de um show de Jazz, mas para a minha surpresa estava lotado, com todos aqueles problemas relatados anteriormente, e pouco gente ligava para o show, pena, pois perderam uma boa apresentação com direito a improvisos inspirados e uma versão legal de “Aquarela Do Brasil”.
Saí da República e resolvi dar uma volta para ver como estava o movimento, havia muita gente nas ruas, e vários problemas novamente, com mais furtos e confusão, parei em um palco na Barão De Itapetininga onde rolava um show bizarro de suspensão corporal, assisti alguns minutos e fui até a Avenida Rio Branco, onde pude ver o final do show do Carro Bomba, e acabei me arrependendo de não ter ido logo lá e visto o show inteiro, pois pelo menos o final fui muito bom, grande banda, que eu realmente preciso conhecer mais.
Depois do Carro Bomba, dei mais uma circulada, é legal andar pelo centro da cidade, meu plano era assistir ao show do Iron Buterfly, então fui até a Avenida São João novamente, o local estava bem mais cheio que antes, e juntando o cheiro de maconha, com a lotação e o cansaço me fizeram assistir somente duas músicas e voltar para casa, pois iria dormir e acordar cedo para o Suicidal Tendencies no dia seguinte. Porém nessas duas músicas pude notar que a banda é bem mais pesada ao vivo, e os músicos apesar da idade avançada são muito competentes no que fazem.
Fui para casa dormir e acordei cedo no dia seguinte, tomei banho, comi algo e voltei para a Avenida São João, aonde as nove e meia o Suicidal Tendencies, iria se apresentar. A diferença era notável comparando com o dia seguinte, as ruas estavam mais tranquilas, e apesar de estar bem lotado, a maioria estava lá pela música mesmo, até o número de drogados era menor.
O show começou com um grande atraso, cerca de vinte minutos, mas a espera valeu a pena pois a banda entrou tocando dois clássicos “You Can’t Bring Me Down” e “Institutionalized”, nem precisa dizer que o público foi ao delírio, eu estava longe do palco, mas segundo ouvi, derrubaram a barreira de proteção, e dava para perceber que várias pessoas invadiam o palco para depois pular de volta, e a banda agitava sem parar ao som de clássico como “Possessed To Skate” e “Join The Army”.
O público agitava bastante, com direito até a um pequeno Wall Of Death em “Cyco Vision”, além do mais a banda é bastante competente principalmente o baixista Steve Brunner que substitui Robert Trujillo com perfeição, é só reparar no que faz em “Send Me Your Money”, por sinal a melhor do show. O som não estava perfeito, mas a performance da banda e o set list recheado de clássicos valeram a pena.
A Virada Cultural é um evento bem legal, pena que algumas pessoas não saibam aproveitar e atrapalham o divertimento dos outros, mesmo assim creio que ano que vem estarei lá novamente, dependendo de quem tocar.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Bachiana Filarmônica SESI – Sala São Paulo, 28/04/2012.
Eu ando assistindo alguns concertos por aí, talvez um dia eu me torne um expert em música erudita, preciso agora a me acostumar mais a ouvir esse tipo de música em casa também, coisa que dificilmente faço. Ainda não sou um grande conhecedor, porém eu já consigo apreciar um concerto numa boa, e recomendo isso a quem ainda não teve a a oportunidade de fazer.
Eu havia ganho um par de ingressos, convidei algumas pessoas que não puderam ir, e o Eduardo aceitou meu convite, marcamos de nos encontrar na Sala São Paulo as oito e meia, pois o concerto começaria as nove, saí de casa mais cedo e calculei mal o tempo, pois cheguei com quase meia hora de antecedência, enquanto o Eduardo foi britânico na pontualidade, mas enquanto espera pelo menos pude curtir um Metalzão pelos fones de ouvido enquanto observa o movimento das pessoas que chegavam.
Entramos e fomos para nossos lugares, que tinham uma boa visualização do palco, o local não ficou totalmente lotado quanto aos outros concertos que estive lá, mas tinha uma boa lotação.
Com um pequeno atraso a orquestra entra em cena tendo na regência o maestro João Carlos Martins, que havia sofrido uma cirurgia poucos dias antes, dando um exemplo de superação e amor à música, é realmente muito bonito ver o cara regendo com a vontade que ele faz.
O repertório da noite seria dedicado ao compositor Johannes Brahms e iniciou-se com uma configuração menor em “Duas canções para voz, piano e viola” e “Concerto duplo para violino e violoncelo” tendo nos dois casos o destaque para o violoncelista Antônio Del Claro, que toca com muito feeling e precisão.
Sobe então ao palco a orquestra completa para os 3º e 4ºs movimentos da primeira Sinfonia, infelizmente durante a execução algumas pessoas atrasadas entraram fazendo barulho por conta dos sapatos seria bem mais elegante aguardar pelo menos o momento dos aplausos.
Um breve intervalo e logo depois a orquestra retorna com “8 danças húngaras” nesse momento era impossível não associar essas músicas a desenhos animados, porém são bem interessantes, e foi no mínimo diferente escutar algo assim pela primeira vez ao vivo, só espero que o maestro Júlio Medaglia que sentava a nossa frente não tenha escutado as besteiras que falávamos( entre os intervalos das músicas logicamente).
No final foi uma noite bem legal, aconselho realmente quem nunca assistiu uma orquestra em um teatro, que faça, tem concertos que custam baratinho, e eu confesso que estou gostando cada vez de fazer isso.
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