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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Bachiana Filarmônica SESI – Sala São Paulo, 28/04/2012.

Eu ando assistindo alguns concertos por aí, talvez um dia eu me torne um expert em música erudita, preciso agora a me acostumar mais a ouvir esse tipo de música em casa também, coisa que dificilmente faço. Ainda não sou um grande conhecedor, porém eu já consigo apreciar um concerto numa boa, e recomendo isso a quem ainda não teve a a oportunidade de fazer. Eu havia ganho um par de ingressos, convidei algumas pessoas que não puderam ir, e o Eduardo aceitou meu convite, marcamos de nos encontrar na Sala São Paulo as oito e meia, pois o concerto começaria as nove, saí de casa mais cedo e calculei mal o tempo, pois cheguei com quase meia hora de antecedência, enquanto o Eduardo foi britânico na pontualidade, mas enquanto espera pelo menos pude curtir um Metalzão pelos fones de ouvido enquanto observa o movimento das pessoas que chegavam. Entramos e fomos para nossos lugares, que tinham uma boa visualização do palco, o local não ficou totalmente lotado quanto aos outros concertos que estive lá, mas tinha uma boa lotação. Com um pequeno atraso a orquestra entra em cena tendo na regência o maestro João Carlos Martins, que havia sofrido uma cirurgia poucos dias antes, dando um exemplo de superação e amor à música, é realmente muito bonito ver o cara regendo com a vontade que ele faz. O repertório da noite seria dedicado ao compositor Johannes Brahms e iniciou-se com uma configuração menor em “Duas canções para voz, piano e viola” e “Concerto duplo para violino e violoncelo” tendo nos dois casos o destaque para o violoncelista Antônio Del Claro, que toca com muito feeling e precisão. Sobe então ao palco a orquestra completa para os 3º e 4ºs movimentos da primeira Sinfonia, infelizmente durante a execução algumas pessoas atrasadas entraram fazendo barulho por conta dos sapatos seria bem mais elegante aguardar pelo menos o momento dos aplausos. Um breve intervalo e logo depois a orquestra retorna com “8 danças húngaras” nesse momento era impossível não associar essas músicas a desenhos animados, porém são bem interessantes, e foi no mínimo diferente escutar algo assim pela primeira vez ao vivo, só espero que o maestro Júlio Medaglia que sentava a nossa frente não tenha escutado as besteiras que falávamos( entre os intervalos das músicas logicamente). No final foi uma noite bem legal, aconselho realmente quem nunca assistiu uma orquestra em um teatro, que faça, tem concertos que custam baratinho, e eu confesso que estou gostando cada vez de fazer isso.

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