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domingo, 25 de agosto de 2013

Saxon – Sacrifice, 2013




Bem, confesso que me surpreendi bastante escutando esse novo álbum do Saxon, e a melhor parte é que foi uma surpresa agradável, pois o álbum é muito bom.
 Tudo começa com um introdução chamada “Pocession”, que na verdade não acrescenta nada, mas o que vem a seguir é digno da carreira da banda, pois a faixa título já empolga logo de cara, o mesmo dá para falar de “Made In Belfast” que tem um refrão que gruda na cabeça por dias, além de uma introdução meio oriental que dá um clima especial para a faixa.
 “Warrios Of The Road” lembra bastante “Motorcycle Man” tanto pelo andamento acelerado quanto pela temática da letra, somente o refrão é um pouco diferente.”Guardians Of The Tomb” é bem trabalhada, e novamente tem um refrão marcante, lembra algumas coisas feitas pela banda nos anos noventa.
 E que música legal é “Stand Up and Fight” dá para dizer que até aqui o álbum realmente vale a pena, pois lembra o velho Saxon dos anos oitenta e a coisa permanece legal com “Walikng The Steel” que talvez seja a música mais fraca do play, mas mesmo assim vale a pena, e tem um riff que lembra vagamente “Kashmir” do Led Zeppelin.
 O peso retorna com tudo em “Night Of The Wolf”, principalmente na introdução e refrão da música, que tem algumas variações de andamento que a tornam bem interessante, e funcional em um show por exemplo e o solo é realmente impressionante, meio acústico e depois elétrico, bem legal mesmo.
 Você nem percebe que o disco está chegando ao fim, “Wheels of Terror” é somente ok, mas tem novamente um refrão legal e o play termina em grande estilo com “Sanding In The Queue” e sua levada meio AC/DC, totalmente Rock ‘N’ Roll. Realmente a banda mostra que está em um bom momento.
 Algumas versões vem com um disco bônus com algumas regravações de clássicos, algo sempre meio arriscado, e o negócio já começa mal pois “Crusader” não ficou legal em sua versão orquestrada, achei totalmente artificial.
 “Just Let Me Rock” também na minha opinião ficou horrível, perdeu totalmente a característica da versão original que é bem mais animada. Para dizer que o bônus não é de todo uma porcaria, “Requiem “We Will Remember” ficou legal na versão acústica, não chega aos pés da original, mas também não decepciona, o mesmo dá para dizer de “Frozen Rainbow” pelo menos nessas duas a banda acertou a mão.
 A regravação de “Forever Free” também não ficou ruim, mas ainda prefiro a original, em resumo Sacrifice é muito bom, mas não vale a pena pagar mais para ter a versão com bônus.

domingo, 11 de agosto de 2013

Roça’n’ Roll – Fazenda Estrela, Varginha 01/06/2013.



Realmente eu não saberia explicar porque nunca havia estado no Roça ‘n’ Roll antes, talvez um pouco de preconceito, imaginava que o negócio era uma bagunça, a distância que separa São Paulo de Varginha, a falta de companhia, a dificuldade de transporte, bem a verdade é que finalmente visitei o festival, e me surpreendi positivamente em vários aspectos, que vou explicar.
Fui até Varginha no sábado de manhã com meus amigos Eduardo, Boninha e um primo do Eduardo, o Rodrigo ( algumas pessoas que leem o blog, ou os livros reclama dessas minhas citações, mas preciso dizer quem foi comigo), chegamos cedo ao local e pudemos desfrutar da espetacular comida mineira em um restaurante típico da região, foi um verdadeiro banquete que animou todo mundo antes do festival.
A segunda etapa era descobrir exatamente onde ficava a Fazenda Estrela, onde seria realizado o festival, imaginamos que a cidade toda saberia informar, mas não foi o que aconteceu, por sorte o hotel onde nos hospedamos era um dos apoiadores do festival e nos informaram com clareza como chegar ao local, que por sinal fica a cerca de vinte minutos do centro da cidade, bem tranquilo chegar até lá.
Ao chegar ao local, a primeira surpresa foi notar que o festival se parece com um Wacken em miniatura, e o mais legal é que toda a estrutura funciona perfeitamente, há bastante comida com preços praticáveis (só o x-salada era bem caro, mas o restante das coisas dava para comer na boa), e também as bebidas tinham um preço legal.
Falando em bebida, só achei estranho não haver pinga, afinal estava em Minas Gerais, seria aliás até interessante se houvesse uma pinga oficial do festival.
Ainda sobre a estrutura, havia uma lojinha também com merchandise das bandas, por preços honestos. Ao comprar o ingresso eu optei por um pacote que incluía além do ingresso um DVD e uma camiseta, ambos muito interessantes, porém seria legal se fossem entregues antes de entrarmos no festival, pois assim não haveria necessidade de ficar segurando aquilo.
Bem, como podem ver aprovei bastante a estrutura, mas agora era o momento de assistir aos shows, aí vem mais uma surpresa agradável, o som estava muito bom em todas as apresentações, legal notar que a bandas nacionais não foram desrespeitadas, uma ótima sacada da produção foram os dois palcos, pois assim que uma banda terminava o set, a outra já começava a apresentação, o que deixava o festival sempre animado.
A primeira banda que assisti, foi o Ossos do Baquete, fazem um som legal, algo como um Rock’n’Roll mais pesado com letras em português, achei bem interessante. Na sequência veio o Aneurose, com um Thrash moderno que lembra bastante o Pantera, a banda também é muito competente, e mais uma vez parabéns à produção, pois com um palco e sons descentes, podemos perceber como as bandas nacionais estão com alto padrão de qualidade, mesmo as mais underground.
O Drowned era uma banda que eu queria realmente assistir, já os havia visto em outra oportunidade, a mais uma vez fizeram um grande show, tocando Death Metal clássico. Estava curioso para assistir ao Cólera, não sou um grande fã de Punk, mas gosto de algumas coisas, porém não gostei do show, o vocal não me agradou, pelo menos deu tempo para tomar umas cervejas e conversar um pouco, isso me lembra outra coisa legal, o público do festival respeitou todas as bandas, e além do mais agitou bastante, lógico tinha um pessoal bêbado caindo, mas mesmo assim não incomodavam ninguém.
O Nervochaos foi outra banda que fez um grande show, é incrível o peso deles ao vivo, nem precisa dizer que o público agitou bastante, e começaram a surgir vários circle pits na plateia. Na sequência veio o Motoserra Truck  Clube, bem eu não curto muito o estilo da banda, mas não dá para dizer que eles não são competentes naquilo que fazem, além do mais o Hino do festival ficou legal na versão apresentada. O mesmo pode ser dito do Malefector, não curto o estilo da banda, mas os caras são realmente competentes ao vivo, e fizeram um show correto.
Um banda que me surpreendeu bastante foi o Cracker Blues, puta merda o show foi realmente muito legal, a banda mais legal entre as nacionais sem dúvida nenhuma, eles tocam um blues pesado com pitadas de classic rock, e mais uma vez foi legal ver o pessoal do Metal Extremo e Punks respeitando a apresentação, nota dez para o público também.
Após o grande show do Cracker Blues, era o momento de assistir aos Orphaned Land, uma banda que eu estava bem curioso para assistir, foi quando veio a decepção. Não sei por qual motivo esse foi o primeiro show que atrasou, a banda demorou bastante para subir ao palco, a quando entraram em cena o som não estava legal, além do mais o vocalista desafina demais, veja bem a música deles é bem interessante em estúdio, mas pelo menos para mim não funcionou ao vivo, principalmente em um festival.
Após essa pequena decepção foi legal assistir a mais uma surpresa o Devon, que lembra bastante o Primal Fear, principalmente por conta do vocalista que se parece até fisicamente com Ralf Scheepers, aliás uma curiosidade, essa foi a primeira banda a tocar covers no festival, é muito bom saber que as bandas nacionais estão cada vez mais investindo em sons próprios de qualidade.
Chegou então a hora da banda que eu mais esperava, uma das minhas favoritas o Grave Digger, e os caras não decepcionaram, primeiro pela humildade, pois antes do show lá estavam os músicos passando o som no palco, e depois pela apresentação, que se não foi a melhor que já assisti da banda, foi novamente acima da média, e o set list funcionou muito bem, embora pudessem ter começado com outra música que não “Clash Of The Gods” que não é ruim, mas não fica legal no começo do show, no mais é difícil não se empolgar com clássicos como “Excalibur” ou “Heavy Metal Breakdown”, ainda mais foram tocadas duas que eu não esperava, “Killing Time” e “The Last Supper”, pena que não pude assistir a banda no dia seguinte em São Paulo.
Quando Martin Walkyer & Thuatha De Danann entraram no palco, estava bem frio, o show começou bem animado, porém o cansaço já batia forte e decidirmos ir embora, pois no dia seguinte pela manhã pegaríamos a estrada, foi uma pena perder o show e o restante do festival, mas mesmo assim tudo valeu muito a pena, se você nunca foi ao Roça’n’Roll e puder, vá, o festival realmente foi aprovado, e estarei de volta com certeza.

domingo, 4 de agosto de 2013

Jethro Tull – Roots To Branches, 1995




Eu conheço algumas pessoas que curtem o Jethro Tull, e constatei algo incrível, a maioria está “vivendo no passado”, pois nenhum deles havia escutado esse play da banda, ou sequer algo que tenha saído depois de 1982, uma pena pois embora alguns lançamentos recentes da banda não sejam tão legais, isso não se aplica ao álbum em questão.
 A faixa de abertura que leva o título do álbum é simplesmente uma das melhores já gravadas pela banda, traz vários elementos dos anos setenta e também uma certa influência de fusion, muito bem vinda, além do mais a música e densa e pesada, lógico levando em conta que o Jethro não é uma banda de Metal (embora o pessoal do Grammy pense assim)
 “Rare And Precious Chain” tem um clima meio oriental, com direito a instrumentos de percussão, mas em momento algum deixa de ser caracterizada como uma faixa da banda, aliás novamente o peso das guitarras fala alto aqui. “Out Of The Noise” talvez seja a faixa que mais irá agradar os fãs mais antigos da banda, porque ela parece vinda de álbuns como “Aqualung” ou “Stand Up” é um dos pontos altos do disco.
 Eu gostei bastante de “This Free Will” a flauta de Ian Anderson casa perfeitamente com as guitarras, além do mais a música tem novamente um clima meio oriental, misturado com um progressivo um pouco mais pesado. E falando em peso ele aparece novamente em “Valley” essa sim é totalmente progressiva, novamente lembrando trabalhos antigos da banda.
 A introdução de flauta de “Dangerous Veils” realmente vale a faixa, mas ela não é só isso, pois tem um riff bem legal e pesado de guitarra e e um solo totalmente inspirado, aliás Martin Barre é um dos maiores guitarristas do mundo, pena que seja pouco citado.
 “Beside Myself” é uma canção acústica, não é ruim, mas pelo menos na minha visão fica meio deslocada no álbum, é o ponto fraco, mesmo assim não é uma música ruim. A coisa muda em “Wounded, Old and Treachrous”, essa totalmente progressiva, com muitas variações.
 “At Least Forever” é uma balada muito bonita, lembra bastante o que Ian faz em sua carreira solo, daria para tocar no rádio na boa, até em estações não roqueiras. O mesmo da para dizer de “Stuck In The August Rain”, essa um pouco mais densa, mas mesmo assim perfeita para a radiodifusão.
 E o disco termina com outra balada, “Another Harry’s Bar” e nessas músicas que você percebe como todos os músicos da banda são muito competentes.
 Esse álbum não é tão legal quanto aqueles lançados na década de setenta, tenho que confessar, mas se você for fã da banda vale a pena ouvir, garanto que vai dar vontade de ouvir mais uma vez com certeza.