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domingo, 4 de agosto de 2013

Jethro Tull – Roots To Branches, 1995




Eu conheço algumas pessoas que curtem o Jethro Tull, e constatei algo incrível, a maioria está “vivendo no passado”, pois nenhum deles havia escutado esse play da banda, ou sequer algo que tenha saído depois de 1982, uma pena pois embora alguns lançamentos recentes da banda não sejam tão legais, isso não se aplica ao álbum em questão.
 A faixa de abertura que leva o título do álbum é simplesmente uma das melhores já gravadas pela banda, traz vários elementos dos anos setenta e também uma certa influência de fusion, muito bem vinda, além do mais a música e densa e pesada, lógico levando em conta que o Jethro não é uma banda de Metal (embora o pessoal do Grammy pense assim)
 “Rare And Precious Chain” tem um clima meio oriental, com direito a instrumentos de percussão, mas em momento algum deixa de ser caracterizada como uma faixa da banda, aliás novamente o peso das guitarras fala alto aqui. “Out Of The Noise” talvez seja a faixa que mais irá agradar os fãs mais antigos da banda, porque ela parece vinda de álbuns como “Aqualung” ou “Stand Up” é um dos pontos altos do disco.
 Eu gostei bastante de “This Free Will” a flauta de Ian Anderson casa perfeitamente com as guitarras, além do mais a música tem novamente um clima meio oriental, misturado com um progressivo um pouco mais pesado. E falando em peso ele aparece novamente em “Valley” essa sim é totalmente progressiva, novamente lembrando trabalhos antigos da banda.
 A introdução de flauta de “Dangerous Veils” realmente vale a faixa, mas ela não é só isso, pois tem um riff bem legal e pesado de guitarra e e um solo totalmente inspirado, aliás Martin Barre é um dos maiores guitarristas do mundo, pena que seja pouco citado.
 “Beside Myself” é uma canção acústica, não é ruim, mas pelo menos na minha visão fica meio deslocada no álbum, é o ponto fraco, mesmo assim não é uma música ruim. A coisa muda em “Wounded, Old and Treachrous”, essa totalmente progressiva, com muitas variações.
 “At Least Forever” é uma balada muito bonita, lembra bastante o que Ian faz em sua carreira solo, daria para tocar no rádio na boa, até em estações não roqueiras. O mesmo da para dizer de “Stuck In The August Rain”, essa um pouco mais densa, mas mesmo assim perfeita para a radiodifusão.
 E o disco termina com outra balada, “Another Harry’s Bar” e nessas músicas que você percebe como todos os músicos da banda são muito competentes.
 Esse álbum não é tão legal quanto aqueles lançados na década de setenta, tenho que confessar, mas se você for fã da banda vale a pena ouvir, garanto que vai dar vontade de ouvir mais uma vez com certeza.

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