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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Golpe De Estado - Sesc Ipiranga , São Paulo 16/07/2011


Quando eu comprei o ingresso para esse show do Golpe, confesso que nem sabia que a banda havia mudado de formação, a última vez que havia assistido uma apresentação deles foi em 2007, e desde de então não tive muita informação sobre o que se passava com a banda.
Essa então seria uma noite de primeiras vezes, a primeira vez que iria no Sesc Ipiranga, e a primeira vez que assistiria a nova formação do Golpe, então dei uma pesquisada no mapa e lá fui eu rumo ao Sesc para o show.
Na tarde daquele sábado, eu havia andado bastante pelo centro da cidade procurando uma coisa que precisava comprar, então estava meio cansado, mas mesmo assim nada de desanimar.
Saí de casa e fui rumo a estação de metrô aqui próxima, desci na estação Sacomã já sabendo que encararia dois quilômetros de caminhada, o que eu não esperava era que esse percurso fosse uma subida.
O tempo estava bem seco, o que tornava a subida pior, para completar começou a me doer as costas, a idade é mesmo implacável, por sorte encontrei um supermercado aberto no meio do caminho e pude me reidratar uma vez que por causa do tempo seco eu já estava com uma sede infernal.
Cheguei ao Sesc e fui verificar o ambiente, achei um local agradável, como costumam ser todas as unidades que conheço, e logo me joguei em uma poltrona na sala de leitura pois ainda faltava meia hora para o início do espetáculo.
Os portões foram abertos e logo estávamos todos acomodados, o teatro é bem confortável e pequeno, trazendo uma proximidade com a banda o que torna o clima bem legal, pena somente seria mais uma vez assistir a um show de Rock sentado, mas essas coisas acontecem.
A banda entra no palco e logo de cara percebo que Dino Rocker o novo vocalista é uma figuraça, com um visual bem Rock n' Roll, com direito a óculos escuros e tudo mais.
Todos em seus lugares começa então o show com uma dobradinha do álbum “Quarto Golpe”, “Dias De Glória” e “Mal Social”, por esse começo já deu para perceber que a banda escolheu os caras certos, Dino canta muito e agita sem parar e o batera Roby Pontes segura bem as pontas com uma pegada que deixou as músicas até mais pesadas, ponto para a banda.
O show segue dessa vez com uma trinca do álbum “Nem Polícia Nem Bandido, “Filho De Deus”, “Velha Mistura” e o clássico “Paixão” cantada por todos os presentes, aliás a participação do público em todo o show foi bem legal, é sempre bom assistir uma apresentação onde a maioria é fã da banda e conhece todas as músicas.
Era hora de apresentar uma nova música, que não sei o nome, mas me pareceu bem legal, parece retomar os primeiros discos, o que é bem legal, visto que infelizmente não gostei muito do último álbum de estúdio da banda “Pra Poder”, que por sinal não teve nenhuma música tocada naquela noite.
“Todo Mundo Tem Um Lado Bicho” mostrou como a voz de Dino combina com a banda, e ficou mais rápida que a versão de estúdio, tocada com a já competência de um dos melhores guitarristas nacionais, Hélcio Aguirra.
Anunciada por Nélson Brito como a música ecológica da banda “Caso Sério” fez mais uma vez o público cantar junto, falando em Nélson, ele foi também o outro grande destaque do show, é um grande baixista que sempre é esquecido nas listas de melhores, mas toca muito, principalmente ao vivo, e tem um timbre clássico e pesado, que soa poderoso ao vivo.
Era a hora de “Zumbi” única do álbum de mesmo nome apresentada, que foi seguida por um solo de bateria onde Roby pode demonstrar que o grande Paulo Zinner não fará falta, as baquetas do Golpe estão em boas mãos.
Mais um música nova foi apresentada, “Rock Star”, essa bem legal até mais que a primeira, e com Dino agitando demais como fez em todo o show, inclusive essa música parece ter agradado bastante a plateia. Na sequência mais duas antigas “Janis” e “Forçando a Barra”, que para mim foi uma das melhores da noite.
O show passava muito rápido, mas já chegava perto do fim, faltava porém algo do primeiro disco, e veio uma agradável surpresa, “Sem Ser Vulgar”, música que eu nunca tinha conferido ao vivo, no final o clássico “ Nem Polícia Nem Bandido” mais uma vez cantada em uníssono e a banda deixa o palco.
Com um breve intervalo os caras voltam com mais uma do “Quarto Golpe”, dessa vez a inesperada “Retorno” que soou muito bem ao vivo.
Nélson então pergunta o que o público queria ouvir, e atendendo aos pedidos a banda manda “Não É Hora” que teve um final improvisado, mostrando que não era uma música programada e sim um verdadeiro pedido do público, bem legal.
Soam então os primeiros acordes de “Noite De Balada” e finalmente o público levanta para mais uma vez cantar junto, ainda para minha agradável surpresa “Libertação Feminina”, uma das minhas favoritas da banda fechou a apresentação em grande estilo.
A dor nas costas tinha passado, e os dois quilômetros de volta para a estação pareceram bem mais curtos dessa vez, o melhor show do Golpe que eu já vi, a nova formação está aprovada.

4 comentários:

  1. Dino canta muito ?! Devo ter ido a outro show então ! A banda continua boa, agitando como sempre, Helcio Aguirra é um dos melhores guitarristas do Brasil e do mundo, Dino está mais a vontade no palco, pela primeira vez consegui ouvir sua voz em um show, nos outros 9 paracia banda instrumental, as músicas são ótimas como sempre, desta vez Dino não comprometeu,mas dai a falar que ele canta muito esta Forçando a barra!!

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  2. Bem esse é o primeiro show da banda que vejo com o Dino, achei o cara bem a vontade no palco, e não vi nenhuma desafinação monstruosa. Achei que a voz dele combinou bem com as músicas antigas, a primeira impressão foi boa. Faço a comparação com a época do Kiko, que não minha opinião não combinava muito com o Golpe. Não dá para comparar o Dino com o Catalau realmente por exemplo, mas infelizmente o Catalau está em outra. Assistirei com certeza mais shows do Golpe e colocarei aqui o comentário, mas a princício achei a escolha certa para a banda.Realmente tecnicamente o Dino não é um Ronnie James Dio, mas pelo menos nesse show não vi comprometer. O termo cantar talvez tenha sido exagerado, mas se você perceber nos meus outros textos eu utilizo bastante do exagero, mesmo porque não tenho compromisso jornalístico. Mas o mais legal daquele show é que acho que todo mundo se divertiu, continuo só lamentando ter visto sentado, mas tudo bem. Valeu pela visita e o comentário, críticas são sempre bem vindas

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  3. O show foi muito legal. Tenho acompanhado o Golpe nas suas últimas apresentações e o Dino tem dado conta do recado.
    O estilo do Dino e do Kiko são muito diferentes, todos são muito bons, cada um na sua "praia".
    Particularmente gosto muito do vocal do Dino e julgo que o cara tem cacife para continuar a escrever as páginas do livro Golpe de Estado.
    O Robby toca muito também, dos outros músicos não há nem o que comentar... é GOLPE NA VEIA!!!

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  4. Eu vi o mesmo show na livraria da esquina junto com o MERLIM no ultimo sabado (23), Achei q o Dino mandou muiito sim e q se marcar, ele tah melhor q os ultimos q eu vi do Catalau (sim, sou dessa epoca e vi vaaarios...). Acho muiito bom q eles se reciclaram e estao na ativa com essa qualidade sonora. AVE GOLPE!! Q sejamos presenteados com mais 25 anos dessa banda paulistana...

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