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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Destruction - Carioca Clube, São Paulo 27/08/2011


Esse show estava marcado para abril, exatamente no dia do meu aniversário, mas acabou sendo transferido para agosto, como eu já havia comprado o ingresso era só esperar o dia.
Bem, era o primeiro show que eu iria assistir aqui depois do Wacken Open Air, e confesso que minha expectativa não era das maiores, visto que vi shows maravilhosos no festival, mas por sorte acabei me enganando e visto um grande show naquela noite no Carioca Clube.
Durante o sábado fez sol o dia inteiro, o que anunciava que teríamos calor no local, por conta do clima e também da banda e seus fãs, que costumam agitar bastante, como eu já havia conferido em outras oportunidades.
O horário do show era as 20:00hs, na minha opinião horário perfeito para a grande maioria das pessoas, aqueles que dependem de transporte coletivo podem sair do show sossegados, e aqueles que querem dar uma esticada tem a noite inteira para isso, não era meu caso, mas foi legal sair cedo e ir para casa tranquilo depois do grande show.
Quando cheguei ao local a banda de abertura Red Front já estava tocando, e o local estava bem vazio, fiquei imaginando se mais alguém apareceria pois faltava uma hora para o show e as ruas em volta estavam vazias.

Era a primeira vez que eu assistia ao Red Front, e mesmo com o som meio embolado eu gostei do show, a banda é bastante eficiente no tipo de som que escolheram e sabem investir no marketing, um dos momentos legais foi a malhação do boneco do Bello( o pagodeiro), foi bem engraçado ver aquilo dentro do Carioca Clube, um reduto do samba. No final eles tocaram “Circle Of Hate”, que foi o grande destaque das músicas que ouvi, provavelmente irei assistir a banda em outras oportunidades pois eles têm qualidade de sobra.

Com quase meia hora de atraso, e com a casa um pouco mais cheia, começa a introdução no P.A., era o anúncio que o massacre estava começando com “Curse The Gods” e emendada na sequência o hino “Mad Butcher” com todo o público cantando junto e agitando sem parar, com o perdão do trocadilho, começava a destruição.
As novas “Armaggedonizer' e “Hate Is My Fuel” soaram destruidoras ao vivo, pena que não foi executada “The Price” ou “Sorcerer Of Black Magic”, mas a banda tem vários clássicos e deve ser difícil escolher o melhor set list.
Schmier cantava com a qualidade de sempre, mas parecia meio nervoso, aparentemente por falta de retorno no palco, chegou até a arremessar um dos microfones para fora do palco, e a todo instante pedia mais volume para os técnicos, problema que deve ter sido contornado durante o show, pois ele parecia mais calmo após um tempo.
O massacre segue com “Eternal Ban” e a clássica “Life Without Sense” com grande resposta do público, que não parava um minuto sequer, chegando a haver até invasões de palco,e muito “ crowd surfing”, o que aumentava cada vez mais a temperatura da casa, logo eu já estava transpirando bastante, mas o jeito era me divertir com tudo isso.
D.E.V.O.L.U.T.I.O.N soou muito melhor ao vivo que sua versão de estúdio, quando então a intro “Days Of Confusion” anunciava que estava por vir uma das maiores músicas já compostas na face na terra, “Thrash Till Death”, esse é daquelas músicas que mesmo que você não goste, ou não queira tem que agitar, e agitar bastante, ao ponto de quase ter um AVC por exemplo, só ela vale o show.
A peteca não cai com “Nailed To The Cross” também do perfeito álbum “The Antichrist” um dos melhores da banda e do Metal em geral, pelo menos na minha opinião. “Metal Discharge” foi para mim uma bem vinda surpresa, e foi legal rever essa música poderosa ao vivo.
Um pequeno solo de bateria foi a introdução de outra surpresa da noite “Tormentor” onde a velha guarda pode agitar bastante, o mesmo acontecendo com “Death Trap”, que ao vivo é ainda mais brutal que em estúdio.
Nesse momento Schmier pergunta se existe algo que o público queria ouvir, e atendendo aos pedidos( ou não, nunca se sabe se isso já não está programado) a banda manda o clássico “Invicible Force” mais uma vez o Carioca Clube quase vinha a baixo, “Tears Of Blood” um pouco mais lenta fechou a primeira parte da noite.
Alguns minutos de espera e começa a intro de “Total Desaster” mais uma vez com grande participação de todos os presentes( Como é bom ver shows em locais pequenos onde só os fãs da banda estão presentes, torna tudo bem mais legal), na sequência “The Butcher Strikes Back” como sempre totalmente brutal.
O encerramento não podia ser outro senão “Bestial Invasion” outra música perfeita, pena que o som deu umas falhadas nessa faixa, principalmente na guitarra, mas mesmo assim o que se viu foi um massacre, com todos sorridentes ao final do show.
Eu havia estado gripado na semana do show, mas acho que me curei totalmente depois dessa, depois do show deu para voltar a pé até em casa sossegado, e ainda comprar uma cervejinha no supermercado porque ninguém é de ferro.

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