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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Killers - ...Fils De La Haine, 1985


Não, essa não é banda solo de Paul Dianno( que é bem legal por sinal, principalmente nos primeiros plays, qualquer dia comento aqui), também não é aquela banda meia boca chamada The Killers, aqui estou falando da talvez maior banda francesa de todos os tempos.
Eu sinceramente já ouvi outros álbuns da banda, mas nunca havia ouvido esse primeiro aqui, e logo de cara, vem uma decepção, a produção é muito tosca, até mesmo para a época que foi lançado, mas como a qualidade da banda é alta dá para passar por cima disso.
A banda sempre optou por cantar em seu idioma natal, o que talvez tenha impedido um pouco um sucesso maior, mas isso para mim até deixa o som mais interessante, pois o francês se encaixa perfeitamente ao Metal, assim como qualquer outro idioma, isso é realmente único do estilo, ou vai dizer que um samba cantado em latim soa bem? Ou quem sabe um tango em russo.
A faixa título abre o disco de maneira arrasadora, com peso e velocidade lembra bastante o clássico “Fast As A Shark” do Accept, principalmente por conta da levada de guitarra e bateria. “Sacrifice' não deixa a peteca cair mantendo o pique da primeira música.
Demora um tempo para se acostumar com “Rosalind” principalmente por conta das mudanças de andamento, mas até é uma música interessante, embora eu tenha achado a mais fraca do play. Surge então a pancada “Pense À Ton Suicide” com seu refrão animal que praticamente te convida a aprender francês para cantar junto, melhor do disco, e também uma das melhores da banda, se for tocada em shows deve ser matadora.
“Au Nom Du Rock and Roll” tem uma pegada bem Hard Rock, parece uma mistura entre AC/DC e Manowar, também tem um refrão legal para ser cantado junto em um show, eis que então surge a faixa “Killers” grande clássico da banda, que mais uma vez remete ao que o Accept faz tão bem, ou seja aquele Heavy um pouco mais veloz, quase Thrash.
“Mercenaire” é um pouco mais melódico, dando uma pista de como seriam alguns trabalhos posteriores da banda, é hora então da instrumental “Le Magicien d'Oz” que nos remete aos anos 80 época em que várias bandas apostavam em faixas assim.
Com um título como “Heavy Metal” não teria como essa música ser ruim, é um outro grande destaque do álbum, cadenciada que mais uma vez nos faz querer aprender como cantar junto, totalmente recomendada.
No final “Chavaliers Dù Deshonneur” encerra com chave de ouro em mais uma faixa rápida, ainda existe uma última faixa chamada “Ahachtachta Chtilabeh!!!” que se trata de uma Backward Message, não acrescenta muito.
No geral o disco é bem legal, mas produção estraga um pouco por ser precária, talvez exista alguma versão remasterizada com um áudio melhor, mesmo assim para quem não conhece a banda eu aconselho começar por outro álbum, como “Cités Interdites” de 1992 ou Habemus Metal de 2002 que são matadores, qualquer dia desses comento sobre eles aqui.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dio - Master Of The Moon, 2004


Esse é um daqueles discos do Dio que acabaram sendo meio esquecidos no meio da discografia dele, talvez por conta do Holy Diver Live que veio em seguida, talvez por conta do Heaven And Hell, a verdade é que pouca gente escutou esse álbum, e como eu era um deles resolvi dar uma escutada durante essa semana que passou, e digo uma coisa não me arrependi nem um pouco, aqui temos material de grande qualidade como tudo que envolve o baixinho.
O álbum já abre com a empolgante “One More For The Road” que une velocidade, peso a a maior voz que já pisou na face da terra, na sequencia a faixa título é um pouco mais cadenciada, mas nem por isso menos empolgante, com um refrão que já gruda na cabeça na primeira audição.
“The End Of The World” tem um riff inicial que lembra bastante “Back In Black” do AC/DC, nela também temos mais um show de interpretação do baixinho e uma letra bem legal e ao mesmo tempo pessimista. “Shivers” é outra calcada pela velocidade, e peso absurdo principalmente da cozinha com Simon Wright (bateria) e Jeff Pilson (baixo).
“The Man Who Would Be King” começa lenta e vai crescendo, é para mim a melhor música do álbum, principalmente pela grande interpretação de Dio, pena que acabou não sendo executada ao vivo eu imagino, pois soaria muito bem no palco. Depois temos “The Eyes” um pouco mais lenta e com um som de phaser que repete o nome da música que chega as vezes a soar até um pouco engraçado, poderia ter sido retirado, mas mesmo assim não chega a estragar nada, somente soa meio estranho.
A velocidade volta com “Living A Lie” outra que talvez se sairia bem ao vivo caso fosse executada, o peso volta com tudo em “I Am” música que lembra bastante o trabalho do Heaven And Hell talvez seja a mais “Sabbática” dentre as músicas do play.
“Death By Love” e “In Dreams” encerram o álbum mantendo a grande qualidade marca característica da banda, infelizmente esse foi o último álbum gravado pela banda antes do falecimento do mestre, mas felizmente fica o registro que tenho certeza irá continuar animando os Bangers ao redor do mundo, não seja perto dos álbuns clássicos do baixinho, mas mesmo assim como tudo na carreira dele vale muito a pena ser ouvido.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Kiss - Lick It Up, 1983


Fazia um tempão que eu não ouvia Kiss, então nada mais justo que pegar um dos discos mais legais deles e ouvir como álbum da semana, sempre é bom ouvir um pouco de clássicos.
O play já começa com uma cacetada chamada “Exciter', música que dá uma animada e prepara para o que vem em seguida. “Not For The Innocent” é bem pesada, e me lembra o clássico “War Machine” do álbum “Creatures Of The Night” só não tem o mesmo riff, mas a estrutura de ambas são parecidas, com o ótimo vocal como sempre de Gene Simmons.
A faixa título creio eu que todos conheçam, é aquela putaria bem típica de Kiss, e tem um dos piores clipes de toda a história, é simplesmente constrangedor e pode ser visto aqui: http://www.youtube.com/watch?v=bXB7G3c0Hnc porém a música é bem legal, e anima os shows sempre que executada.
“Lick It Up” é para mim um dos álbuns mais pesados do Kiss, junto com “Creatures Of The Night” e “Revenge”, e isso pode ser conferido na quase Heavy “Young And Wasted” e também na pesada “Gimme More” onde brilha a bateria de Eric Carr, em um dos melhores timbres do instrumento já conseguidos em estúdio, bem pesada mesmo( pelo menos para os padrões do Kiss).
“All Hell Breakin' Loose” é cadenciada, mas não deixa de ser pesada, e tem partes em que a letra é narrada, tornando a faixa bem interessante, com um refrão que gruda fácil na cabeça, não a toa foi utilizada como um dos singles do álbum.
“A Million To One” é a balada do play, mesmo assim ela é até um pouco menos pop que outras já feitas pela banda, serve como descanso para um dos pontos altos que vem a seguir, “Fits Like a Glove” rápida, pesada e com um baixo bem legal, com menos velocidade, mas o mesmo peso vem “Dance All Over Your Face” onde mais uma vez a banda flerta com o Heavy Metal, destauqe novamente para o baixo e a bateria.
O melhor veio para o fim, pois o álbum fecha em grande estilo com a melhor de todas “And On The 8th Day”, uma música bem no estilo Kiss, com os inconfundíveis vocais de Paul Stanley, que deveria ser mais tocada ao vivo, além do mais tem uma letra bem divertida.
“Lick It Up” é sem dúvida nenhuma um dos melhores discos do Kiss, e porque não dizer também do Hard Rock, visto que a banda é um seus grandes expoentes. Se nunca escutou, não perca tempo recomendadíssimo, existe somente um defeito, a capa poderia ser melhor, como dá para reperar é horrível, principalmente para quem fez capas tão legais com “Destroyer” e “Creatures of The Night”

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ghost - Opus Eponymous, 2010


Depois de assistir ao show do Ghost no Wacken Open Air fiquei realmente curioso de ouvir o som da banda, então decidi que esse seria o álbum da semana, e realmente o álbum é muito bom.
É meio complicado descrever o som da banda, o que mais me pareceu foi um Mercyful Fate sem os vocais do King Diamond, porém em alguns momentos é mais lento, e menos pesado que o Marcyful Fate, lembrando em outros momentos Candlemass, Black Sabbath, Pentagram e até algumas coisas rock and roll mesmo.
O álbum começa com uma introdução instrumental chamada “Deus Culpa” e logo o baixo anuncia uma das melhores do play, “Con Clavi Con Dio” em que todos os elementos da banda podem ser ouvidos, destaque total para o vocal, que combina perfeitamente com o instrumental. “Ritual” vem na sequência com uma introdução que lembra bandas de rock alternativo, mas logo se transforma em uma faixa pesada com algum acento pop.
“Elizabeth” é sem dúvidas a melhor do disco, com um refrão matador, e um instrumental que lembra demais Mercyful Fate da fase mais nova da banda, como nenhum integrante do Ghost tem o nome divulgado, eu começo a pensar se não existe ninguém do Mercyful Fate no meio.
“Stand By Him” traz um refrão que gruda automaticamente na cabeça, e realmente demora a sair, é um dos destaques também do álbum, que segue com “Satan Prayer” uma das mais pesadas.
“Death Knell” também junta os melhores elementos da banda, o instrumental pesado aliado ao vocal criativo e um grande refrão, na sequência Prime Mover é também calcada pelo peso, lembrando bastante novamente Mercyful Fate e Candlemass.
O álbum, que só tem um defeito, é muito curto encerra com “Genesis” uma faixa instrumental, e algumas versões trazem um bônus que deveria constar na versão original, um dos melhores covers que já vi na vida para uma música dos Beatles, no caso “Here Comes The Sun”, que ficou muito macabra aqui.
Totalmente recomendável e viciante demais esse álbum. E além do mais tem uma capa bem legal. Tudo perfeito.