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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Alice Cooper – School’s Out, 1972.
Eu posso dizer sem dúvida que esse álbum mudou minha, estranho dizer isso, mas na primeira vez que o escutei em 1995 eu comecei a me interessar por Jazz, e gosto do estilo até hoje, então de certa forma essa play foi minha porta de entrada.
O legal de School’s Out já começa pela capa, muito criativa reproduz uma antiga carteira de escola, com algumas assinaturas, dos membros da banda, mas o que interessa mesmo é a música, e tudo começa com um dos maiores clássicos da carreira da banda, a faixa título, que imagino que dispense comentários, visto que está até em um dos jogos da série Guitar Hero, e tenho certeza que você já escutou alguma vez na vida.
“Looney Tune”é uma típica faixa do Alice Cooper’s Group, com uma interpretação bem legal de Alice, que pode não ser técnico, nem ter uma voz maravilhosa, mas com certeza é um grande intérprete que sabe contar uma história em forma de música.
“Gutter Cat Vs. The Jets” é simplesmente uma obra, prima, uma das músicas mais legais que conheço, começa com uma introdução genial de baixo, do grande Dennis Dunaway, que não é muito conhecido do grande público, mas para mim é um dos melhores e mais inventivos baixistas do Rock, a música então vai criando um clima muito bom, com variação de temas, e uma letra bem interessante narrada como se fosse a descrição de um conflito prestes a ocorrer, a frase de teclado é uma coisa que também fica na cabeça depois que se ouve, só ela já valeria a pena.
“Street Fight” é um pequeno solo de baixo, com uns sons de briga ao fundo, é o complemento natural da faixa anterior, temos então “Blue Turk” que nada mais é do que um Jazz, esse é outro grande destaque do disco uma música surpreendente, com direito até a solo de metais, por conta dela hoje costumo ouvir Jazz também.
“My Stars” começa tranquila com uma introdução de piano, mas logo explode em mais uma grande interpretação de Alice Cooper, na sequencia “Public Animal #9” é mais uma Rock And Roll total, com um refrão que entra fácil na cabeça.
“Alma Matter” tem cara de música dos anos 20, principalmente por conta do efeito utilizado na voz, é outra música que tem algumas variações no seu decorrer, e também um dos destaques do álbum, novamente com linhas de baixo geniais de Dunaway, infelizmente após temos “Grand Finale” que fazendo jus ao título encerra o álbum em grande estilo com um clima progressivo, essa faixa é instrumental e nela podemos ver a grande competência de toda a banda.
Uma pena que o álbum seja muito curto, menos de quarenta minutos, mas é daqueles que se você escutar uma vez vai ter vontade de escutar sempre. Um dos melhores álbuns de todos os tempos para mim, sem dúvida.
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