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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Marcos Ottaviano – Sesc Vila Mariana, São Paulo 17/01/2012.


O dia não poderia estar mais propício para um show de Blues, uma terça-feira chuvosa e nublada em pleno verão brasileiro.
Saí do serviço um pouco mais tarde que de costume, pois eu teria bastante tempo para chegar até o local do show com tranquilidade, parei no boteco e comi um hambúrguer com um suco, pois infelizmente estava tomando remédio então nada de álcool, e por sorte peguei o metrô vazio, mesmo com a chuva e horário, confesso que até estranhei.
Cheguei ao Sesc e não havia muita gente por lá ainda, somente os frequentadores habituais, como estava cedo, tive tempo de ir para a sala de leitura onde pude ficar em um sofá confortável lendo um livro, até o momento do show.
Eram oito e quinze quando cheguei à porta no auditório, o público era muito pequeno, entrei e sentei no lugar reservado. O horário do show se aproximava e nada do local encher, cheguei mesmo a imaginar que seria aquele o público total, o que seria uma decepção, eram oito e vinte e cinco, e faltando cinco minutos para o show em minha fileira por exemplo havia somente eu e mais uma pessoa, por sorte em um piscar de olhos os assentos foram sendo ocupados, e quando percebi o auditório estava com sua capacidade quase total.
Com cerca de cinco minutos de atraso Marcos sobe ao palco e explica como seria o show, um apanhado sobre a história da guitarra no Blues, começando lá nos anos vinte, e convida o guitarrista Amleto Barboni e ambos com violões iniciam os primeiros acordes de “I’m So Glad” e o clássico de Robert Johnson “Love In Vain”.
A princípio eu não gostei do vocal de Barboni, parecia não combinar com aquelas melodias, porém com o tempo confesso que ele melhorou e sua voz combinou mais com o Blues elétrico.
Os dois são excelentes guitarristas, e para completar o time surge primeiro o baterista Humberto Zigler, com uma bela pegada e que demonstra tocar com muito feelin’ e depois o baixista Andrei Ivanovic, uma figuraça, mas que manda muito bem no comando das quatro cordas.
É até difícil destacar algo entre os clássicos tocados, “Little Wing”, ‘I Can’t Be Staisfield”, “Stormy Monday” ou “Killing Floor” essa para mim a melhor da noite, todas elas tocadas com perfeição uma homenagem perfeita a mestres do Blues como T-Bone Walker e Elmore James.
Durante as músicas os guitarristas trocavam constantemente de instrumentos, utilizando guitarras míticas como Telecaster e Stratocaster, mas isso em nada atrapalhava a dinâmica do espetáculo, visto que cada solo animava mais o público, que aplaudia intensamente ao final de cada música.
Infelizmente o show foi meio curto, com pouco mais de uma hora de duração, mas o final com a banda executando “Talk To Your Daughter” já valeria o ingresso, no final ficou a certeza de que nada é tão legal quanto assistir a um show de Blues depois do serviço, confesso que ficou faltando somente uma dose de uísque para a noite ficar perfeita.

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