Total de visualizações de página

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Virada Cultural, São Paulo 16 e 17/04 2011.


Vamos lá, se alguém não conhece a Virada Cultural é um evento anual realizado pela prefeitura da cidade de São Paulo, onde por vinte quatro horas vários atrações artísticas, principalmente musicais são oferecidas em palcos espalhados pela cidade( grande maioria no centro) gratuitamente para a população. Grande iniciativa com vários pontos positivos e alguns negativos, mas no geral um evento legal de presenciar.
Bem eu poderia começar esse texto escrevendo sobre quem não apareceu no local combinado comigo, e no horário combinado, mas deixa isso para lá, iria desviar os texto para outro lado e somente irritar o leitor, pelo menos das pessoas que combinaram uma apareceu, o Jefferson.
Eu já saí de casa com um planejamento, esse tipo de evento é melhor aproveitado dessa maneira, como são várias atrações ocorrendo ao mesmo tempo, você corre o risco de ficar andando de um lado para o outro e não assistir nada.
Chegamos na Praça Júlio Prestes pouco antes das vinte e duas horas, onde aconteceria a apresentação da Irmandade Do Blues junto com Lary MacCray.
Pontualmente a banda sobe ao palco, com um ótimo som e iluminação e um telão bem legal que fazia mesmo que estava longe do palco assistir sem problemas, ponto positivo para a organização. A banda competentíssima, com figuras carimbadas do Blues/Rock nacional entrou jogando para galera , com clássicos como Rock And Roll, Highway 49, Mercedez Bens e Boom Boom do mestre John Lee Hooker, bem azar de quem não compareceu, mas esse começo já valeu a ida ao evento.
Após essas músicas entre em cena o convidado Larry MacCray, que na aparência física lembra bastante o Tim Maia, mas no estilo de tocar nos remete à mestres como BB King e Albert King, além de em alguns momentos soar como o Blues moderno de Robert Cray.
Com solos inspirados repletos de feeling MacCray mandou ver em clássicos como Blues Is My Bussines e Soul Shine, agradando a grande maioria dos presentes, no final I Got The Blues fechou com chave de ouro a grande apresentação.
Hora de me dirigir ao palco da Estação Da Luz, bem próximo, mas sem antes me hidratar com um isotônico, afinal estava calor demais e além do mais eu já havia tomado várias doses de gin, que me fizeram perder um pouco de líquido, hidratado lá estava eu pronto para assistir ao Sepultura uma das minhas bandas favoritas com a Orquestra Experimental De Repertório, simplesmente não sabia o que imaginar.
Chegando ao local reparei que esse palco não tinha telão, dessa vez ponto negativo para a produção, uma vez que eu também estava bem longe do palco, e lá o som também não tinha a mesma potência, felizmente isso acabou interferindo pouco na diversão.
Mais uma vez pontualmente a orquestra entra em cena com uma introdução do mestre dos mestres Richard Wagner, pai do Heavy Metal, Die Meistersinger Von Nürnberg act 1, seguida pela aguardada Valtio, que soou bem diferente da versão original mas mesmo assim muito interessante.
Nesse momento somente entre o Sepultura no palco, já detonando com Inquisition Symphony, confesso que fiquei emocionado, pois nunca imaginei ouvir essa música ao vivo, ainda mais assim acompanhada por uma competente orquestra.
Uma introdução de cello deu as boas vindas ao clássico Refuse/Resist, muito bem recebida pelo público, que pena pareceu não reconhecer City of Dis, e principalmente The Ways Of Faith, do subestimado e para mim maravilhoso álbum Nation, essa era outra que nunca imaginava conferir ao vivo, mas que já valeria a ida ao concerto.
Kaiowas voltou a agitar o público, sendo na minha opinião a melhor da noite, e a orquestra encaixou direitinho, na sequência a esperada Ludwig Van, que também animou a plateia por conter trechos da obra de Beethoven.
No encerramento Roots Blood Roots foi como sempre bem recebida pelo público que agitou bastante, e para encerrar a infelizmente curta apresentação a banda tocou novamente Refuse/Resist, ficou um gosto de quero mais, mas a apresentação foi certeira.
Depois do Sepultura o Jefferson resolveu ir embora e fui sozinho assistir ao Misfits, cheguei meio hora antes Praça Júlio Prestes e pude perceber que o local estava bem lotado agora, diferente do show da Irmandade.
O clima deu uma esfriada pois quem foi passar o som do microfone foi o próprio Jerry Only, não tinham um roadie para isso?
Bem, antes do show foi legal ver o Zé Do Caixão sobrevoando o público em um caixão suspenso por cabos de aço, no mínimo inesperado.
Mais um vez pontualmente as duas da manhã o Misfits entram no palco. Um dos pontos fortes da banda sempre foi o visual, porém pareciam estar relaxados quando a isso, e logo era notado que Dez Cadena não combina em nada com a banda, e sinceramente Jerry Only é só um quebra galho como vocalista, deixando muito a desejar, principalmente nas músicas mais antigas.
Tudo bem que o punk seja um estilo despojado, mas não sei se por conta do som embolado, ou pela voz de Only, mas parecia que a banda estava mal ensaiada, atropelando na execução das músicas, tanto que foi difícil reconhecer a abertura com Halloween e Earth A.D.
O público era um show a parte, com agitação sem limites, incluindo invasões de palco e pessoas subindo na estruturas laterais do palco, e também em um “globo da morte” localizado na praça, e o mais legal era ver que na plateia existiam vários fãs reais da banda que cantavam todas as músicas, pena que no palco a coisa não andava muito bem.
Os vocais falhavam a todo momento, e as músicas eram tocadas de forma atropelada, mesmo assim mesmo a banda deixando de fora algumas de minhas músicas favoritas como London Dungeon, Hollywood Babylon e Last Caress, o show teve bons momentos como Horror Business, Teenagers From Mars e a melhor de todas Skulls, que soou bem legal ao vivo, no final Die, Die, My Darling encerrou de forma meio atropelada a apresentação.
Hora de ir para casa, mas antes tomar uma cervejinha no bar, e esperar que no ano que vem a organização do evento pense um pouquinho mais no Heavy Metal, colocando mais bandas do estilo na escalação do festival.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Iron Maiden - São Paulo 26/03/2011


Bem para ser sincero eu não curto muito shows em estádio não, principalmente esse estádio onde o Iron Maiden tocou, fica longe de casa e a plateia fica distante demais do palco, mas fazer o quê? Como fã da banda decidi ir assim mesmo.
Acabei demorando para comprar ingresso, e por isso não consegui a meia entrada para a pista premium, comprei a pista comum e já meio meio que condenado a não ver muita coisa.
Essa seria a primeira vez que assistiria ao Maiden após a tour em que tocaram somente clássicos (maravilhosa), então estava mesmo afim de ouvir coisas novas, principalmente do álbum A Matter Of Life And Death, que é o meu favorito desde a volta de Bruce Dickinson, aos vocais da banda.
Como eu tinha morrido uma grana no show do Rush que aconteceu nesse mesmo local alguns meses atrás, com estacionamento e van até o local, decidi que dessa vez iria de transporte coletivo mesmo que para isso eu tivesse que voltar a pé para casa.
Uma semana antes do show fui até o estádio treinar o caminho, eram cerca de 10km, e fiz o percurso em duas horas, nada mal, daria para assistir o show e voltar a pé sem problemas.
No dia saí cedo de casa, queria assistir a abertura que seria o Cavalera's Conspiracy, seria a primeira vez que veria Max Cavalera ao vivo.
Coloquei algumas barras de cereal no bolso para a volta e fui até o ponto de ônibus, esperei cerca de dez minutos e lá estava eu mais uma vez a caminho do Iron Maiden. Dentro do coletivo pude conversar um pouco com algumas pessoas que iriam ao show eram de Salvador e estavam meio perdidas, mas quarenta e cinco minutos depois chegamos ao local sem maiores problemas, o trânsito até que estava sossegado, para a alegria de todos.
Me despedi dos soteropolitanos que assistiriam ao show em outro setor e fui para minha fila, que felizmente estava vazia, mas eram tantas voltas em grades até chegar a entrada que acabei perdendo o começo do show do Cavalera's, quando entrei eles tocavam Inflikted de seu primeiro álbum.
O show seguia meio morno, por conta do público totalmente parado e de um som não tão potente, mesmo em clássicos do Sepultura como Troops Of Doom( a melhor do show) ou Territory, o público somente esboçou alguma reação na última música do show Roots Bloody Roots, uma pena pois eu esperava um pouco mais da banda, que tem dois álbuns bem legais, talvez em um show só deles seja diferente.
Eram nove horas em ponto quando bem baixinho começa a tocar nos PAs Doctor, Doctor som do grande UFO, era chegado o momento, e logo as luzes se apagaram e começou a interessante introdução de Satellite15...The Final Frontier, foi a deixa para o público começar a cantar cada nota, a animação seguiu em El Dorado, uma das melhores da noite e 2 Minutes To Midnight, classicão sempre recebido com entusiasmo paelo público.
Porém a banda deu uma errada no set list dessa vez, Talisman é até uma música legal, mas deu uma esfriada legal no público que em sua maioria parecia não conhecer a música, a frieza continuou em Coming Home, uma pena, uma vez que o público é grande responsável por fazer o show decolar.
Dance Of Death apesar de muito bem executada e ter me agradado bastante, pareceu não animar os demais presentes, muito preferiam até ficar mandando mensagens no celular, eu me irritei profundamente quando vi um japonês no meu lado atualizando o twitter ( estou no show do Iron, escreveu ele) porra isso é hora?? Aliás meus “vizinhos” de show eram terríveis, eu tinha esse japonês do meu lado esquerdo, um gordão que ficava se apoiando em mim do lado direito e um cara que parecia um poste a minha frente, o cara não se movia para nada, nem mesmo nos clássicos demonstrou reação alguma.
Falando em clássicos paracia que era só isso mesmo que o público queria ouvir, uma vez que nos primeiro acordes de The Trooper o local veio abaixo, e continuou animado em The Wicker Man, pena que voltou ao marasmo durante Blood Brothers e When The Wild Wind Blows, que por sinal ficou bem legal ao vivo, mas é ruim assistir um show com um bando de zumbis ao seu lado.
Dessa vez nem mesmo uma das melhores músicas do Maiden conseguiu incendiar a plateia, The Evil That Man Do foi recebida com certa frieza, mudando somente em Fear Or The Dark, onde todos cantaram nota por nota. E para encerrar a primeira parte Iron Maiden, com direito a um Eddie gigante, o mais legal que eu já vi pelo menos.
Quando acabou essa primeira parte eu não acreditava no que via, um desânimo total, pessoas falando ao celular tirando foto, tuitando, mandando sms, porra é assim que elas se divertem em um concerto de Metal?
No bis a banda volta com The Number Of The Beast, felizmente bem recebida( como todo o show deveria ser), Hallowed Be Thy Name e o maravilhoso final com Running Free, que mais uma vez me fez lembrar da minha época de moleque, deu pra perder a voz nessa aí.
No final como acabou cedo, e acabei conseguindo um ônibus para voltar para casa, não sem antes passar no boteco e tomar umas cervejas.
O show foi legal, a banda é impecável no palco, mas poderia ter sido bem melhor, com uma maior participação do público, espero que não assista mais shows com tanta gente parada assim, juro que já assisti concertos de música clássica onde a plateia era bem mais animada. Pena também não ter escutado nada do A Matter Of Life And Death, fica para a próxima.

Anvil & Primal Fear - Carioca Clube, São Paulo 27/02/2011


No princípio esse seria um show somente do Primal Fear, e confesso que não estava muito animado para assistir devido a outros shows que aconteceriam na cidade, esse ano temos vários shows e realmente falta grana para ir em todos, então é necessária uma pré seleção mesmo.
Quando foi anunciado o Anvil não tive dúvidas, no dia seguinte comprei o ingresse, afinal já fazia bastante tempo que eu estava a fim de ver a banda ao vivo, e imaginei que seria meio difícil a vinda deles para cá, por infelizmente não serem uma banda tão popular, mas bem ingresso comprado era hora de esperar o show.
Eu até gosto do Primal Fear, principalmente em seus álbuns mais antigos, como o primeiro que para mim é perfeito e o Nuclear Fire, que merece uma audição sempre, mas a minha vontade aquele dia era mesmo de assistir o Anvil, mas poxa comprei um ingresso e ganhei dois shows, poderia acontecer mais vezes.
Chegou o dia, um domingão e lá estava eu todo animado, quando desaba uma chuva torrencial na cidade, fiquei preocupado inclusive com um possível cancelamento, uma vez que choveu demais mesmo a ponto de atrasar o jogo do verdão que aconteceria aquele dia. Aliás minha programação foi para o saco, pois eu havia planejado sair após a partida, e tive que sair durante ela.
Eram seis da tarde quando a chuva deu uma diminuída, hora de ir embora, peguei meu tocador de arquivos digitais e coloquei na função rádio para continuar ouvindo a partida, que por sinal o Verdão perdia.
Peguei o ônibus vazio, e desci no Largo da Batata, próximo ao Carioca clube onde aconteceria o show, quando percebi algo que me deixou preocupado, várias ruas estavam sem energia elétrica, seria o show cancelado?
Cheguei a porta do Carioca e mais preocupação, o local ainda não estava aberto, e pelo horário já deveria estar, mas pelo menos havia energia, o que aliviava a situação.
Fiquei um tempo na fila escutando o jogo e tomando chuva, por sorte estava com uma capa velha, que antes de entrar até joguei no lixo. O Verdão continuava perdendo apesar de dominar o jogo, até quando saiu o gol de empate, marcado por Adriano Michael Jackson, eu deu um grito para comemorar que acabou assustando uns bolhas que estavam na minha frente na fila, e parecia combinado pois assim que a partida acabou os portões do Carioca foram abertos para nossa entrada.
Entrei no local que estava meio vazio e fiquei trocando ideia com um velha guarda, que estava levando os filhos para o show, fiquei feliz com a atitude dele, embora preocupado pois segundo ele havia deixado de pagar a pensão para comprar os ingressos, e nesse país sabe como é... deixou pensão é cadeia, matar não, roubar não, mas deixar a pensão é cadeia, mas bem deixa isso pra lá, o legal é que o cara era gente fina.
Com um atraso as luzes finalmente se apagaram e as cortinas se abriram e lá estavam Glenn Five, Rob Reiner e a figuraça do Lips, que por sinal inicia o show indo para a frente do palco e falando dentro de sua Flying V , começava o massacre com a clássica March Of The Crabs.
Som com grande qualidade, plateia e bandas animadas e agitando bastante o show segue com outro clássico do álbum Metal On Metal (obra prima), dessa vez 666.
Lips então visivelmente emocionado troca algumas palavras com a plateia e emenda School Love, fazendo o Carioca quase vir abaixo, era nítido como a banda curtia estar tocando ali, e nessa faixa todos agitaram demais.
Chega a vez de Winged Assasins do clássico Forged In Fire, e Lips dá suas famosas desafinadas, mas afinal quem se importa com isso? O cara agita bastante e toca e canta com amor, coisa qe devia acontecer com todos os músicos de todos os estilos musicais, aliás ver Lips e o resto da banda tocando é entender o que significa o termo Heavy Metal, sem dúvida alguma.
This is Thirteen é mais lenta, mas mesmo assim não não deixou a peteca cair, nessa música comecei a perceber como o baixista Glenn Five toca muito ao vivo, sem dar descanso os primeiro acordes de Mothra trazem novamente o Carioca Clube abaixo, durante a música o já conhecido e hilário solo de guitarra de Lips usando um vibrador como slide.
A sabbatica Thumb Hang foi justamente dedicada ao mestre Dio, e bem recebida pelo público que agitou bastante e cantou o refrão junto com a banda.
Um grande surpresa para mim foi a banda ter colocado no set a instrumental White Rhino do álbum Still Going Strong, a música ficou bem legal ao vivo, servindo para Rob demosntrar toda sua técnica em um curto solo de bateria, antes da música Lips ainda fez umas graças ao trocar de guitarra, o cara é simplesmente o dono do palco e agita demais.
Chegou um dos momentos mais esperados por mim, quando Lips anunciou que seria tocada uma faixa de terceiro álbum da banda, era o momento de uma das melhores músicas já escritas na humanidade, Forged In Fire, simplesmente perdi a voz nesse momento cantando junto, só ela valeria todo o show.
A plateia estava em êxtase, bem pelo menos os fãs do Anvil, alguns fãs do Primal Fear ficavam quietos, outros agitavam, mas tudo corria em paz, exceto por alguns bêbados que ficavam xingando o Primal Fear, mas nada de mais grave.
O show segue com mais um clássico, dessa vez Mad Dog, que foi emendada com o hino máximo Metal On Metal, eu continuo achando que quem nunca ouviu essa música não sabe o que é Heavy Metal, e ouvir ao vivo é uma sensação sem igual, um grande final.
Pena que o show tenha sido bem curto, e eles tenham deixado vários álbuns de fora, como o Pound For Pound, mas tudo bem, foi maravilhoso mesmo assim.
Poxa depois desse grande show, eu não sabia o que esperar do Primal Fear, seria difícil superar a performance do Anvil, mas como eu estava lá, o ideal era curtir mais essa grande banda.


Com um intervalo relativamente longo as luzes se apagam e começa a introdução curta, log lá estava o Primal Fear no palco com Sign Of Fear, ementada com as clássicas Chainbreaker a Batalions Of Hate do primeiro álbum, já fiquei bem animado com o começo.
Eu havia assistido o Primal Fear em 1999, e como a banda evoluiu, era outra no palco, bem mais segura e coesa, isso era nítido, pelo menos o começo do show me deixaria arrependido de não ter ido.
Os primeiros acordes de Rollercoaster trazem de novo a casa abaixo, grande música e grande participação do público, mais uma vez a banda estava bem animada com receptividade de todos, e agitava sem parar.
Seven Seals foi cantada em uníssono pela plateia e nela dá pra perceber como canta o Ralf Scheepers, e além de cantar muito interpreta a música e tem grande simpatia e presença de palco.
A veloz Nuclear Fire voltou a incendiar a audiência, que não parou também em Six Times Dead (16.6) uma faixa do bom último disco da banda.
O solo de bateria deu uma esfriada no público, apesar da grande técnica de Randy Black, mas assim que a banda voltou com Blood On Your Hands o local voltou a ficar animado.
A longa Fighting The Darkness, embora tenha agradado a vários fãs, deu novamente uma esfriada no show, foi o momento mais fraco, mesmo assim não pode ser considerado ruim, por sorte Riding The Eagle novamente fez todos agitarem.
O clássico Final Embrace anunciava que o show estava perto do fim, e banda sai do palco após que Metal Is Forever, que não teve tanto impacto tocada ao vivo quanto a versão de estúdio, mas mesmo assim foi muito bem recebida.
No bis Angel In Black e a clássica Running With The Dust, esse show que me surpreendeu bastante pela grande qualidade, valeu totalmente a pena ter ido, e pude assistir dois belos shows pelo preço de um, e ainda tive sorte de não estar mais chovendo na hora de ir embora, deu para pegar um ônibus sossegado e voltar para cara, para trabalhar no dia seguinte.

domingo, 10 de abril de 2011

Halford, Carioca Clube, São Paulo 24/10/2010


Por ter perdido o show do grande Judas Priest em 2008 fiquei totalmente na obrigação de assistir a essa apresentação que a banda Halford faria por aqui no domingo dia 24, por isso logo que pude comprei meu ingresso para conferir o grande show.
Confesso que fiquei surpreso quando foi anunciada essa apresentação, nem imaginava que a banda estaria na ativa, mas fiquei contente por saber que poderia ouvir sons que nunca imaginei ao vivo, como aqueles do clássico e maravilhoso álbum Ressurection.
Carreguei meu mp3 player com álbuns do Halford e o clássico War Of Words do Fight, na expectativa de que algum material dessa obra prima também fosse apresentado ao vivo, confesso que nem me importaria se a banda não tocasse nada do Judas, uma vez que as músicas do Halford e fight são tão boas que já valeriam o show.
Chegou o domingão e lá vou eu para o Carioca Clube em Pinheiros, sozinho e com sede de Heavy Metal de grande qualidade.
Antes de ir até a casa de shows acabei me decepcionando com a goleada sofrida pelo Verdão diante do Corinthians (sim 1x0 contra eles é goleada), e quando cheguei na casa ainda fui obrigado a assistir um vt do jogo e sofrer com as piadinhas de todos, mas tudo bem, tudo se compensaria mais tarde.
Antes de entrar na casa de shows troquei o ticket pelo ingresso, de forma bem organizada( havia comprado pela internet), e fui a um boteco próximo para tomar uma dose de Gin, que por sinal estava muito bom, mesmo estando meio acima do preço.
Tomei o Gin e entrei no recinto, onde um pequeno público aguardava a apresentação, fiquei meio decepcionado, mas felizmente quando o horário foi chegando a casa se encheu, pena que o ar condicionado não funcionava bem, ou talvez nem funcionasse e o calor era sem dúvidas infernal para todos.
Com vinte minutos de atraso a banda sobe ao palco, e o começo do show foi uma das coisas mais legais que já vi, com o grande Metal God fazendo pose antes de iniciar o clássico Ressurrection, já emendada com Made In Hell para a alegria de todos os presentes.
Na seqüência veio Locked And Loaded, uma das melhores músicas já feitas pelo cara, e com certeza uma das melhores do show, hora de agitar pra caramba e cantar alto o refrão.
Na seqüência veio a obscura Drop Out, que confesso que não conhecia, e então a primeira do novo álbum da noite, Made Of Metal, que ficou bem legal ao vivo e foi um dos destaques do show.
Undisputed foi outra música legal do novo álbum da banda que contou com boa participação do público, mas a casa quase veio abaixo mesmo com Nailed To The Gun, classicão do Fight, que infelizmente foi a única da banda apresentada naquele show, mas valeu a pena.
Golgotha com seu peso trouxe mais agitação ao Carioca Clube a foi a única faixa do bom álbum Crucible apresentada.
Na seqüência a melódica Fire And Ice, abaixou um pouco os ânimos, que voltaram a incendiar-se quando o Metal God anunciou The Green Manalishi, música do Fleetwood Mac, regravada pelo Judas Priest.
Veio então Diamonds And Rust, com uma interpretação maravilhosa, que me vez lembrar o grande Unleashed In the East, um dos álbuns que mais gosto de Heavy Metal.
Por falar em gosto pessoal um dos meus favoritos do Judas é sem dúvida o Defenders Of Faith, e foi maravilhoso ver o Halford detonando em Jawbreaker com grande participação da platéia.
A banda, que é muito competente por sinal e agitava sem parar tocou então mais duas faixas novas, Like There’s No Tomorrow e Thunder And Lighting, que acabaram esfriando um pouco a audiência, depois do êxtase com os três clássicos seguidos.
Cyberworld trouxe devolta a agitação, em uma performance maravilhosa, acabou sendo outro grande destaque da noite, a banda sai do palco e em poucos minutos volta para bis.
Halford ressurge com uma bandeira do Brasil nas costas, meio clichê, porém uma homenagem sincera, e mais sincero ainda foi vê-lo pegando uma camiseta do mestre Dio no público e mostrando a todos, a casa veio abaixo em um grande momento da noite.
Para encerrar mais uma faixa do Judas dessa vês Heart Of A Lion, e Saviour, faixa que encerra o grande Ressurection.
Uma noite de puro Metal, feita por cinco caras que entendem da coisa, e um bom público que apesar do calor e dos que só fotografam o show inteiro se portou como uma boa platéia metálica, agitando e cantando as músicas.
Voltei para casa andando e ainda escutando Halford no mp3 player.

Rush, São Paulo 08/10/2010



Caramba se passaram oito anos e parece que foi ontem que eu fui até o estádio redondo para assistir o grande Rush.
Felizmente para os fãs e desespero de todos os “modernos” e “indies”, a banda voltou ao Brasil, cada dia melhor e mais produtiva, vide os últimos lançamentos de qualidade, hoje talvez o Rush seja a maior banda de Rock And Roll em atividade do planeta, pelo menos para mim é.
Como de costume dediquei um bom tempo para fazer aquecimento para o show, um mês antes já enchi meu mp3 player com músicas do trio e fiquei ouvindo direto aguardando o grande momento de poder conferir tudo ao vivo.
Comprei meu ingresso no primeiro dia de vendas, e dessa vez, diferente de 2002 reasolvi comprar a tal pista premium, mesmo não concordando muito com isso era o melhor meio de assistir ao show de um local mais próximo, pelo menos dessa vez não haviam cadeiras na pista.
Li várias resenhas em jornais e fóruns internacionais, e todos eram unânimes em dizer que a banda estava afiadíssima, coisa que realmente eu nem teria como duvidar, visto a qualidade dos últimos dvds lançados pela banda.
A notícia que agradou a todos era de que a banda tocaria o álbum Moving Pictures na íntegra, mesmo não sendo meu favorito adoro esse play, e seria a minha primeira oportunidade de conferir um álbum inteiro tocado na íntegra.
Depois de muita espera finalmente chegava o dia especial, eu já sabia que perderia uma prova na universidade, mas a vida é dura, e valeria a pena o zero para poder assistir ao grande trio canadense.
Durante toda a semana choveu bastante, a previsão era de chuva no dia, mas nem isso me tirava o entusiasmo, aliás, até achei que seria interessante assistir ao show na chuva pois isso afastaria “turistas” do show, o que é sempre uma boa coisa.
No dia acabou não chovendo e a temperatura subiu bastante, foi até difícil me concentrar no serviço sabendo que mais tarde estaria diante de uma d minhas bandas favoritas, mas eu acabei fazendo tudo certinho como manda o script.
Saí do serviço e peguei o metrô desesperado até em casa, logicamente não deixei de escutar a banda um minuto sequer. Cheguei em casa onde meu irmão já estava aguardando, e fui tomar um banho rápido enquanto o Boninha não chegava, assim que chegou comi alguma coisa, enchi uma garrafinha de uísque e vesti minha camisa com estampa de cervejinhas, estava tudo pronto.
Pegamos o carro esperando por um trânsito infernal, que graças a astúcia do
Boninha em cortar o caminho acabou não acontecendo, durante o caminho escutávamos um pouco mais de Rush, e conversávamos sobre outros shows legais que havíamos assistido.
Chegamos a um hotel na região do estádio de onde sairiam umas vans com destino ao show, lógico que escolha do local foi infeliz, uma vez que é longe e não existe nem transporte público e nem vagas de estacionamento, mas o que se pode fazer? O jeito é esquecer tudo e curtir.
Ao chegar na porta do estádio, aproveitamos para tomar uma cerveja, já que ainda era cedo e faltava uma hora para o início do espetáculo.
Tomamos tranqüilamente a cerveja e tiramos algumas fotos na entrada, para então sem fila e com tranqüilidade entrarmos no recinto.
Uma vez lá dentro, reparei que o estádio não estava totalmente lotado como da outra vez, azar de quem não foi, e também é sempre melhor um local mais vazio para curtir o show, principalmente quando está cheio de reais fãs da banda, e não turistas que mal sabem o que fazem por ali.
Olhando em volta fiquei feliz em ver um público animado, felizmente um outro festival em outra cidade havia atraído os turistas de show, e deixaram o estádio redondo repleto de reis fãs da banda.
Tomamos mais algumas cervejas, que eram vendidas em grande escala, por um preço até justo. Para desespero dos críticos o local não estava repleto de fãs “nerds”, mas sim roqueiros reais e animados, talvez os “nerds” estivessem todos no outro festival assistindo a bandas mais “modernas”.
Pontualmente as 21:30 as luzes do estádio se apagam, e começa a introdução do show que trazia um vídeo engraçadíssimo onde os integrantes da banda simulavam estar em uma salsicharia, muito bom.
A banda entre no palco já detonando com Spirit of The Radio, com animação total de toda a platéia, começo simplesmente perfeito. Na seqüência vem Time Stands Still, música maravilhosa com uma letra linda, confesso que foi difícil conter as lágrimas nesse momento, e já na segunda canção eu já havia perdido totalmente a voz.
Presto veio na seqüência e foi um das grandes surpresas da turnê, onde o genial Alex Lifeson começou seu show particular de técnica e bom gosto, porra como toca esse cara!
Falando em tocar bem, o show agora ficava por conta de Geddy Lee, para mim o melhor baixista do mundo, com a pesada Stick It Out, que fez o público por vezes soar mais alto que os autofalantes do estádio.
Veio à cadenciada Working Them Angels, com imagens de um anjo no telão gigante do palco, aliás, falando em palco tudo era perfeito no show, o palco, iluminação, som, sem contar é lógico a grande qualidade técnica da banda, comentar isso é chover no molhado.
A instrumental Leave That Thing Alone fez todos viajarem, com direito a um show particular de Geddy Lee no baixo mais uma vez. Durante Faithless as cervejas começaram a dar efeito colateral então tive que ir ao banheiro e acabei somente escutando de lá a nova faixa BU2B.
Voltei a tempo de conferir Freewill, com um coro gigantesco do público, e a emocionante Marathon, com uma explosão legal durante a execução.
A última música da primeira parte do show foi a maravilhosa Subdivisions, poderia ficar o dia inteiro escrevendo de como a letra dessa música teve a ver comigo em certo momento, ou como a melodia é grandiosa, mas vou dizer somente uma coisinha, foi a melhor da primeira parte e uma das melhores músicas que já vi ao vivo na minha vida inteira, e olha que já vi show pra cacete.
Um breve intervalo, tempo para mais cervejas e mais banheiro, com direito a uma furada de fila fenomenal (não façam isso, só fiz porque além de ser imbecil iria acabar explodindo), e em poucos minutos mais um videozinho engraçado para introduzir a segunda parte do show.
Tom Sawyer veio com tudo, com macacos tocando instrumentos o telão e grande participação do público, que não deixou de agitar na maravilhosa Red Barchetta.
YYZ foi outro grande momento do show, com a platéia cantando a melodia principal da música para a alegria da banda, que não continha o sorriso e pulavam como crianças no palco.
Limelight trouxe mais emoção ao show, principalmente pelo solo maravilhoso de Lifesson, um dos melhores da história da música mundial em todos os tempos, sem exagero.
Uma das músicas mais esperadas por mim era The Câmera Eye, e a banda não decepcionou de forma alguma, fazendo desses dez minutos outro grande momento do show.
A macabra Witch Hunt, com fogo no palco e a viajante Vital Signs com todo estádio iluminado de luzes verdes encerraram a execução do clássico Moving Pictures, como prometido.
Só isso já estaria bom, mas tinha mais um pouco ainda, quando veio a nova e maravilhosa Caravan com todo seu peso e técnica, grande música.
Somente Neil Peart consegue fazer um solo de bateria como aquele, eu não sou fã desses solos, mas esse já valeria o ingresso, sem palavras, mesmo estando meio fora de forma o cara arrebenta.
Um pequeno solo de violão introduziu o clássico Closer To The Heart, cantada em uníssino pelo estádio inteiro mais uma vez e foram às luzes se apagarem e sons espaciais anunciarem 2112, para o estádio vir novamente abaixo, grande música onde deu para agitar bastante, por todo lado que eu olhasse somente via sorrisos estampados nos rostos de todos.
Far Cry encerrou em grande estilo mais essa parte do espetáculo, a banda então sai do palco por breves minutos e retorna com a instrumental La Villa Strangiato, sem dúvida a melhor do show, o modo como tocam essa complicada música chega mesmo a emocionar, mais uma que sozinha valeria o dobro do que paguei pelo caro ingresso.
No final Working Man, com direito a uma introdução reggae, e mais um videozinho bem legal, com muito bom humor no final, ne precisa dizer que voltei para casa feliz da vida, como acho que todos os presentes naquela noite mágica, espero que a banda não demore mais oito anos para voltar.

Celso Blues Boy, Teatro Popular Do Sesi 01.07.2010


Às vezes deixamos algumas lacunas na vida que é difícil explicar, eu, por exemplo, já fui a inúmeros shows de bandas de blues nacional, aliás vale ressaltar que o blues nacional é foda, mas nunca havia assistido a uma apresentação do grande mestre Celso Blues Boy, bem pintou a chance de corrigir esse erro no dia primeiro de julho. Uma semana antes fui assistir uma peça no teatro popular do Sesi com um amigo e aproveitei para comprar o ingresso para o show, pagando a quantia justa de cinco paus. Bem comprado o ingresso era só esperar chegar o dia do show, e como sempre abasteci meu mp3 player com sons do Celsão pra ir entrado no clima. Chega o dia, e após sair do trabalho ainda dá tempo de passar em casa, comer um pão tomar um banho e rumar para a avenida Paulista, mas antes lógico uma parada estratégica no boteco para um conhacão, pena que estamos tendo um inverno quente de novo, que merda, nos fones lógico Celso Blues Boy. Cheguei ao local as sete e meia, o show estava marcado para as oito, e infelizmente me decepcionei com o público, naquele instante literalmente uma meia dúzia de pessoas aguardavam na porta do teatro, bem com muita ou pouca gente, foda-se lá estava eu e fiquei no meu cantinho quieto esperando a abertura do portão. Quinze minutos depois, o público era um pouco maior, porém ainda muito pequeno, escolhi uma poltrona no fundo do teatro, para não me encherem o saco, uma vez que o teatro do Sesi tem visibilidade de qualquer lugar. Poucos minutos antes de começar o público aumentou um pouco, mas não completou os 450 lugares da casa, infelizmente, do meu lado esquerdo um gordão e do direito um cara comendo salgadinhos fedidos, ou vocês acham que sentaria alguma modelo? Hehehe. O teatro do Sesi é um lugar legal já assisti algumas peças por lá e alguns shows, na maioria de blues, coisas maravilhosas como Magic Slim, Nuno Mindelis e Blues Etílicos, mas bem agora era hora de ver o Celsão. Pontualmente as oito a banda entra em cena, se colocam nos devidos lugares, até que o baixista anuncia a entrada do mestre, que por sinal entra detonando tudo com um som altíssimo e o clássico Tempos Difíceis, belo início. O show segue com outro clássico, dessa vez Marginal, que tem nos vocais da gravação de estúdio Cazuza, aqui substituído a altura pelo batera, que canta pra cacete. Vale lembrar que Celso Blues Boy acompanhou Cazuza e Raul Seixas em sua carreira. Então começa a parte mais blues do show, com Onze Horas Da Manhã. Durante a execução de Damas Da Noite me transporto para ainda desconhecida por mim Vila Mimosa, lugar que Celsão deve ter freqüentado para se inspirar e escrever versos como:“Homens perdidos procurando alguém, se esgueirando nas calçadas, alucinados por prazer, a noite chega, e elas vem, não se sabe de onde vem”, não teve como não se identificar cantar o refrão junto com o cara dos salgadinhos fedidos e ficar com vontade de descer para os CDMs da Consolação. Celso toca todos os solos com muita emoção e técnica, coisa que só anos de palco trazem, mas começo a me assustar quando chegam os primeiros acordes de Fumando Na Escuridão, grande clássico com uma letra que fala de solidão urbana, infelizmente era o anúncio que o fim estava próximo. Logo na introdução de Amor Vazio, fica a vontade de invadir o palco pra cantar junto o hino da solidão, puro blues “ Em algum quarto escuro, ela deve estar, entre vinhos e rosas inebriada de prazer, e eu estou aqui enchendo o vazio, sentindo calor morrendo de frio” porra que falta faz uma dose de uiscão nessa hora, só essa já valeria a noite, mas ainda teve um bis com uma versão matadora do Hino Nacional na guitarra emendada com o maior dos clássicos, Aumenta Que Isso Aí É Rock And Roll, nem precisa dizer o local quase pega fogo na hora, maravilhoso. Tá bom foi curto só uma hora de duração, faltaram algumas coisa que queria ouvir como Nuvens Negras Choram, Ou Blues Motel, mas valeu a pena, a única coisa ruim foi ter que voltar animado pra casa sem grana para antes visitar as Damas Da Noite, mas mesmo assim tá valendo.

Apresentação.

Bem graças ao inesperado sucesso do meu livro "Expectador Ativo", resolvi escrever um blog com o mesmo formato do livro, ou seja uma forma original de fazer resenhas de shows, de forma não jornalística, mais uma visão de fã mesmo. Para quem conhece o livo o blog segue o mesmo formato, com uma resenha totalmente livre, onde tudo é minha própria opnião. O livro está a venda na www.amazon.com, no www.clubedeautores.com.br e pode ser baixado gratuitamente em vários formatos no site www.smashwords.com, além de poder ser lido online em www.myebook.com, ou www.bookess.com nesses sites também vocês podem encontrar meus outros livros. Vou escrever aqui sobre todos os shows que eu assistir, enquanto tiver saco pra isso, e enquanto o blog for acessado, todos os textos aqui presentes estarão no Expectador Ativo 2 que já está em fase de planejamento e vai ter umas surpresinhas também, coisas que acho que nunca fizeram, pelo menos eu nunca vi, como foi com a primeira parte do livro. Bem espero que apreciem o blog como apreciaram o livro e deixem uns comentários construtivos ou destrutivos, assim eu consigo saber o que as pessoas acham dos textos e da minhas humildes opiniões.