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domingo, 10 de abril de 2011

Halford, Carioca Clube, São Paulo 24/10/2010


Por ter perdido o show do grande Judas Priest em 2008 fiquei totalmente na obrigação de assistir a essa apresentação que a banda Halford faria por aqui no domingo dia 24, por isso logo que pude comprei meu ingresso para conferir o grande show.
Confesso que fiquei surpreso quando foi anunciada essa apresentação, nem imaginava que a banda estaria na ativa, mas fiquei contente por saber que poderia ouvir sons que nunca imaginei ao vivo, como aqueles do clássico e maravilhoso álbum Ressurection.
Carreguei meu mp3 player com álbuns do Halford e o clássico War Of Words do Fight, na expectativa de que algum material dessa obra prima também fosse apresentado ao vivo, confesso que nem me importaria se a banda não tocasse nada do Judas, uma vez que as músicas do Halford e fight são tão boas que já valeriam o show.
Chegou o domingão e lá vou eu para o Carioca Clube em Pinheiros, sozinho e com sede de Heavy Metal de grande qualidade.
Antes de ir até a casa de shows acabei me decepcionando com a goleada sofrida pelo Verdão diante do Corinthians (sim 1x0 contra eles é goleada), e quando cheguei na casa ainda fui obrigado a assistir um vt do jogo e sofrer com as piadinhas de todos, mas tudo bem, tudo se compensaria mais tarde.
Antes de entrar na casa de shows troquei o ticket pelo ingresso, de forma bem organizada( havia comprado pela internet), e fui a um boteco próximo para tomar uma dose de Gin, que por sinal estava muito bom, mesmo estando meio acima do preço.
Tomei o Gin e entrei no recinto, onde um pequeno público aguardava a apresentação, fiquei meio decepcionado, mas felizmente quando o horário foi chegando a casa se encheu, pena que o ar condicionado não funcionava bem, ou talvez nem funcionasse e o calor era sem dúvidas infernal para todos.
Com vinte minutos de atraso a banda sobe ao palco, e o começo do show foi uma das coisas mais legais que já vi, com o grande Metal God fazendo pose antes de iniciar o clássico Ressurrection, já emendada com Made In Hell para a alegria de todos os presentes.
Na seqüência veio Locked And Loaded, uma das melhores músicas já feitas pelo cara, e com certeza uma das melhores do show, hora de agitar pra caramba e cantar alto o refrão.
Na seqüência veio a obscura Drop Out, que confesso que não conhecia, e então a primeira do novo álbum da noite, Made Of Metal, que ficou bem legal ao vivo e foi um dos destaques do show.
Undisputed foi outra música legal do novo álbum da banda que contou com boa participação do público, mas a casa quase veio abaixo mesmo com Nailed To The Gun, classicão do Fight, que infelizmente foi a única da banda apresentada naquele show, mas valeu a pena.
Golgotha com seu peso trouxe mais agitação ao Carioca Clube a foi a única faixa do bom álbum Crucible apresentada.
Na seqüência a melódica Fire And Ice, abaixou um pouco os ânimos, que voltaram a incendiar-se quando o Metal God anunciou The Green Manalishi, música do Fleetwood Mac, regravada pelo Judas Priest.
Veio então Diamonds And Rust, com uma interpretação maravilhosa, que me vez lembrar o grande Unleashed In the East, um dos álbuns que mais gosto de Heavy Metal.
Por falar em gosto pessoal um dos meus favoritos do Judas é sem dúvida o Defenders Of Faith, e foi maravilhoso ver o Halford detonando em Jawbreaker com grande participação da platéia.
A banda, que é muito competente por sinal e agitava sem parar tocou então mais duas faixas novas, Like There’s No Tomorrow e Thunder And Lighting, que acabaram esfriando um pouco a audiência, depois do êxtase com os três clássicos seguidos.
Cyberworld trouxe devolta a agitação, em uma performance maravilhosa, acabou sendo outro grande destaque da noite, a banda sai do palco e em poucos minutos volta para bis.
Halford ressurge com uma bandeira do Brasil nas costas, meio clichê, porém uma homenagem sincera, e mais sincero ainda foi vê-lo pegando uma camiseta do mestre Dio no público e mostrando a todos, a casa veio abaixo em um grande momento da noite.
Para encerrar mais uma faixa do Judas dessa vês Heart Of A Lion, e Saviour, faixa que encerra o grande Ressurection.
Uma noite de puro Metal, feita por cinco caras que entendem da coisa, e um bom público que apesar do calor e dos que só fotografam o show inteiro se portou como uma boa platéia metálica, agitando e cantando as músicas.
Voltei para casa andando e ainda escutando Halford no mp3 player.

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