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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Iron Maiden - São Paulo 26/03/2011
Bem para ser sincero eu não curto muito shows em estádio não, principalmente esse estádio onde o Iron Maiden tocou, fica longe de casa e a plateia fica distante demais do palco, mas fazer o quê? Como fã da banda decidi ir assim mesmo.
Acabei demorando para comprar ingresso, e por isso não consegui a meia entrada para a pista premium, comprei a pista comum e já meio meio que condenado a não ver muita coisa.
Essa seria a primeira vez que assistiria ao Maiden após a tour em que tocaram somente clássicos (maravilhosa), então estava mesmo afim de ouvir coisas novas, principalmente do álbum A Matter Of Life And Death, que é o meu favorito desde a volta de Bruce Dickinson, aos vocais da banda.
Como eu tinha morrido uma grana no show do Rush que aconteceu nesse mesmo local alguns meses atrás, com estacionamento e van até o local, decidi que dessa vez iria de transporte coletivo mesmo que para isso eu tivesse que voltar a pé para casa.
Uma semana antes do show fui até o estádio treinar o caminho, eram cerca de 10km, e fiz o percurso em duas horas, nada mal, daria para assistir o show e voltar a pé sem problemas.
No dia saí cedo de casa, queria assistir a abertura que seria o Cavalera's Conspiracy, seria a primeira vez que veria Max Cavalera ao vivo.
Coloquei algumas barras de cereal no bolso para a volta e fui até o ponto de ônibus, esperei cerca de dez minutos e lá estava eu mais uma vez a caminho do Iron Maiden. Dentro do coletivo pude conversar um pouco com algumas pessoas que iriam ao show eram de Salvador e estavam meio perdidas, mas quarenta e cinco minutos depois chegamos ao local sem maiores problemas, o trânsito até que estava sossegado, para a alegria de todos.
Me despedi dos soteropolitanos que assistiriam ao show em outro setor e fui para minha fila, que felizmente estava vazia, mas eram tantas voltas em grades até chegar a entrada que acabei perdendo o começo do show do Cavalera's, quando entrei eles tocavam Inflikted de seu primeiro álbum.
O show seguia meio morno, por conta do público totalmente parado e de um som não tão potente, mesmo em clássicos do Sepultura como Troops Of Doom( a melhor do show) ou Territory, o público somente esboçou alguma reação na última música do show Roots Bloody Roots, uma pena pois eu esperava um pouco mais da banda, que tem dois álbuns bem legais, talvez em um show só deles seja diferente.
Eram nove horas em ponto quando bem baixinho começa a tocar nos PAs Doctor, Doctor som do grande UFO, era chegado o momento, e logo as luzes se apagaram e começou a interessante introdução de Satellite15...The Final Frontier, foi a deixa para o público começar a cantar cada nota, a animação seguiu em El Dorado, uma das melhores da noite e 2 Minutes To Midnight, classicão sempre recebido com entusiasmo paelo público.
Porém a banda deu uma errada no set list dessa vez, Talisman é até uma música legal, mas deu uma esfriada legal no público que em sua maioria parecia não conhecer a música, a frieza continuou em Coming Home, uma pena, uma vez que o público é grande responsável por fazer o show decolar.
Dance Of Death apesar de muito bem executada e ter me agradado bastante, pareceu não animar os demais presentes, muito preferiam até ficar mandando mensagens no celular, eu me irritei profundamente quando vi um japonês no meu lado atualizando o twitter ( estou no show do Iron, escreveu ele) porra isso é hora?? Aliás meus “vizinhos” de show eram terríveis, eu tinha esse japonês do meu lado esquerdo, um gordão que ficava se apoiando em mim do lado direito e um cara que parecia um poste a minha frente, o cara não se movia para nada, nem mesmo nos clássicos demonstrou reação alguma.
Falando em clássicos paracia que era só isso mesmo que o público queria ouvir, uma vez que nos primeiro acordes de The Trooper o local veio abaixo, e continuou animado em The Wicker Man, pena que voltou ao marasmo durante Blood Brothers e When The Wild Wind Blows, que por sinal ficou bem legal ao vivo, mas é ruim assistir um show com um bando de zumbis ao seu lado.
Dessa vez nem mesmo uma das melhores músicas do Maiden conseguiu incendiar a plateia, The Evil That Man Do foi recebida com certa frieza, mudando somente em Fear Or The Dark, onde todos cantaram nota por nota. E para encerrar a primeira parte Iron Maiden, com direito a um Eddie gigante, o mais legal que eu já vi pelo menos.
Quando acabou essa primeira parte eu não acreditava no que via, um desânimo total, pessoas falando ao celular tirando foto, tuitando, mandando sms, porra é assim que elas se divertem em um concerto de Metal?
No bis a banda volta com The Number Of The Beast, felizmente bem recebida( como todo o show deveria ser), Hallowed Be Thy Name e o maravilhoso final com Running Free, que mais uma vez me fez lembrar da minha época de moleque, deu pra perder a voz nessa aí.
No final como acabou cedo, e acabei conseguindo um ônibus para voltar para casa, não sem antes passar no boteco e tomar umas cervejas.
O show foi legal, a banda é impecável no palco, mas poderia ter sido bem melhor, com uma maior participação do público, espero que não assista mais shows com tanta gente parada assim, juro que já assisti concertos de música clássica onde a plateia era bem mais animada. Pena também não ter escutado nada do A Matter Of Life And Death, fica para a próxima.
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