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domingo, 23 de dezembro de 2012

Exciter – Heavy Metal Maniac, 1983.



                Mais uma vez é meio complicado resenhar um clássico, creio que a maioria das pessoas que gosta de Heavy Metal deve ter escutado pelo menos uma vez na vida o “Heavy Metal Maniac”, pode até não gostar, mas é difícil que não tenha ouvido.
                Vamos começar pela capa, que é sem dúvida uma das mais legais da história do Metal, simples, porém marcante, é aquele tipo de capa que você olha e fica com vontade de escutar o play.
                Agora partindo para a música, o álbum até começa lento com uma introdução instrumental chamada “The Holocaust”, mas logo de cara duas pedradas não deixam seu pescoço descansar: “Stand Up And Fight” e a faixa título são simplesmente perfeitas, tudo funciona bem, o refrão, o ritmo acelerado e o grande vocal do batera Dan Beehler, tudo muito simples e funcional.
                “Iron Dogs” é um pouco mais cadenciada, até para dar uma descansada no pescoço, mas é simplesmente impossível não agitar ouvindo esse som, praticamente sua cabeça ou pés se movem sozinhos, e andando na rua com fone provavelmente você cantará o refrão junto também.
                A velocidade retorna em “Mistress Of Evil” que tem um vocal novamente bem legal, aliás, a produção do play é algo que chama atenção, o som é meio tosco e isso dá um clima perfeito para as músicas, mesmo essa versão remasterizada que tenho continua com o som bem parecido ao do vinil, só um pouco mais polido.
                “Under Attack” é novamente uma música que fica difícil escutar sem querer agitar junto, e a letra é bem divertida, nesse som dá para perceber como John Ricci criava uns riffs bem legais, simples e altamente funcionais.
                “Raising Off The Dead” é uma das minhas favoritas não só do disco como da banda também, é uma música que é a cara do Exciter, veloz, com refrão para cantar junto e riff de guitarra que não te deixa com a cabeça quieta.  O começo de “Black Witch” até espanta, tudo começa com um dedilhado de violão e um vocal suave, mas logo a música se torna um épico pesado, é sem dúvida um dos grandes clássicos da banda.
                Quando você menos espera vem à última faixa do play "Cry of the Banshee", novamente com muita velocidade e um vocal perfeito de Dan, essa versão que peguei ainda tem dois bônus que não estavam no vinil “Word War III” e “Evil Sinner” as duas são bem legais e velozes, principalmente a segunda, porém a produção é nitidamente diferente do restante do play, mesmo assim merece uma ouvida legal.
                Bem, vou dar pequenas férias para o blog, volto a escrever aqui no final de janeiro, desejo boas festas a todos os leitores, e aproveitem o natal para ouvir esse play, a diversão é garantida.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Golpe De Estado – Sesc Belenzinho, São Paulo 14/12/2012.



Porra nessa sexta feira realmente choveu pra caramba, enquanto fui de casa até a estação de metrô aqui próxima estava até ok, mas não teve jeito, chegando ao Belém tomei uma chuva, mas valia a pena para ver o Golpe novamente.
Antes de entrar no Sesc, passei no boteco para tomar um conhacão e dar uma esquentada, e quando cheguei à entrada foi bem tranquila, aliás, é bem legal assistir shows no Sesc, sempre começam no horário, tem locais confortáveis e preços justos, deveria haver mais shows de Heavy e Hard Rock nas unidades.
Quase às nove e meia em ponto, com um público até legal que se não lotou o Sesc, pelo menos não fez feio começou a rolar no telão o novo clipe da banda Rockstar, música bem legal por sinal.
A banda entra em cena com “Feira Do Rato” música do novo play, que por sinal ficou bem legal ao vivo, ainda não ouvi o álbum, mas no próximo show da banda vou comprar uma cópia, já que dessa vez estava meio quebrado.
O show começa a esquentar bastante com “Nem Polícia Nem Bandido”, aí que se percebe como os shows do Golpe são cheios de fãs fiéis, pois todas as músicas são cantadas praticamente em uníssono, principalmente os clássicos, e por falar neles poucas bandas podem se dar ao luxo de tocar “Paixão” logo no começo do set.
O repertório escolhido para a apresentação foi bem legal, tocaram material novo como “Rockstar”, “Numa Bolha” e “Um De Nós”, essa última para mim uma das mais legais do show, não a conhecia, mas agradou logo de cara principalmente pelo solo de Hélcio Aguirra, que como sempre destruiu tudo, como toca esse cara.
Tocaram também material mais velho, lógico, e dessa vez a performance de Dino Linardi nos vocais não foi tão legal quanto do outro show que vi há pouco tempo, porém também não comprometeu e sua voz combina com “Caso Sério”, “Sem Elas”, “Não É Hora”, com direito a solo de bateria ou “Mal social”.
Uma coisa que é legal nos shows do Golpe é que eles mudam constantemente o set-list, dessa vez deixaram de fora temas legais como “Sanguessugas”, “Cobra Criada” ou “Zumbi”, mas mesmo assim não dá para reclamar, pois o show foi muito bom mesmo.
No final a coisa realmente ficou épica, foi sem dúvida a melhor parte, onde tocaram “Noite De Balada” com todos na plateia cantando junto, e o bis foi simplesmente perfeito com “Parte Do Inferno” a melhor de todas, “Sem Ser Vulgar” e para encerrar com chave de ouro “Libertação Feminina” uma das minhas músicas favoritas.
Quando saí do Sesc, nem percebi que havia se passado quase duas horas, o tempo realmente voou, é legal ver que o Golpe voltou a estar em grande fase, e espero que tenham o devido reconhecimento com esse novo play e os shows legais que andam fazendo.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Rolling Stones – Sticky Fingers, 1971.



Poxa esse é um dos discos mais legais de toda a história da música sem dúvida nenhuma, é impossível também falar dele sem citar a capa, uma das mais famosas existentes, e considerada por algumas pessoas como a melhor de todas. Bem na minha opinião pelo menos é criativa, mas não vejo graça nehuma em ver uma virilha masculina, embora cada um tenha seu gosto, vamos para a música que é melhor.
Bem nem precisa comentar sobre “Brown Sugar” não é mesmo? Pois bem ela abre o disco e tem talvez o solo de saxofone mais legal que já ouvi, na sequência temos “Sway” que é uma semi balada com cara de Blues e um solo maravilhoso do estreante à época Mick Taylor o cara realmente tinha o feelin’ para usar o slide.
Vamos pular “Wild Horses” também, não que esteja preguiço, mas é uma música que todos conhecem e uma das mais bonitas baladas já feitas, então temos “Can’t Your Hear Me Knocking” que no começo é até uma música comum, mas tem um final surpreendente e maravilhoso, onde a banda faz uma espécie de jam com direito até o solo de guitarra meio no estilo Carlos Santana, sem dúvida só isso já valeria o play.
Os Stones nunca negaram que beberam na boa fonte do Blues, eu, por exemplo, admiro bastante isso, e com certeza são uma das bandas de Rock que melhor incorpora o estilo música em seu estilo próprio, e quase em todos os álbuns tem um bluesisnho no meio, e dessa vez os caras capricharam, pois “You Gotta Move” é simplesmente uma das coisas mais legais que já ouvi, se você não se emocionar ouvindo isso, me desculpe, mas acho que tem problemas.
“Bitch” além do título sugestivo e uma letra bem legal tem com certeza um dos melhores riffs da história da música, e olha que de riffs os Stones entendem bem, pense nos seus dez favoritos, dificilmente não terá um pelo menos criado por eles. “I Got The Blues” é outra pérola bluesística, não é tão legal quanto “You Gotta Move”, mas não deixa de ser muito boa.
“Sister Morphine” é uma música que a banda costuma tocar às vezes nos shows, é uma balada bem legal também, e tem uma letra agonizante, logo depois temos “Dead Flowers” a melodia alegrinha esconde uma letra muito legal e sarcástica, e novamente tem uma guitarra muito legal, além do mais pode ter certeza que depois de ouvir uma única vez você já vai ter vontade de cantar junto na segunda.
Bem você leu até aqui e talvez não conheça o disco (espero que isso não aconteça, se é o caso arruma já um jeito de ouvir), deve estar pensando, poxa, mas tirando a capa será que não tem nada ruim no meio não? Olha ruim digo que não, mas a faixa que encerra o play “Moonlight Mile” passa meio despercebida, não é que seja ruim, mas no meio de tantas Ferraris às vezes uma BMW passa despercebida não é mesmo?
Nem vou comentar mais nada, acho que vou escutar o disco mais umas duas vezes hoje.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sabaton – Carolus Rex, 2012



 Bem, vou começar essa resenha apresentando o Sabaton para quem ainda não conhece, a banda é bem legal e segue uma linha mais Power Metal, com elementos de várias outras bandas como Blind Guardian, Stratovarius e Nighwish, mas não se parece exatamente com nenhuma dessas, principalmente pelas letras bem legais e o vocal único de Joakim Bróden, apresentada mais ou menos a banda, vamos ao play.
 Quem acompanha o blog já deve ter percebido que eu curto escutar sons em línguas diferentes do inglês, não tenho nada contra o idioma bretão, mas é legal variar um pouco, e fiquei bem feliz quando vi que há uma versão do novo álbum do Sabaton em sueco, então sem dúvida fiquei curioso para ver como soava.
 Tudo começa com uma intro chamada “Dominium Maris Baltici” e logo vem “Lejonet från Norden” que tem uma levada bem rápida com um timbre dos instrumentos que lembra um pouco o Nightwish da boa fase.
 A faixa seguinte é mais cadenciada e se chama “Gott Mit Uns” e apesar de ser em sueco dá uma puta vontade de cantar junto, e com certeza uma das mais legais do disco. “En Livstid i Krig” é também cadenciada e tem um refrão que fica na cabeça, nela dá para ver como o vocal de Joakim é legal e combina com o estilo da banda, e como o sueco combina bem com o Metal.
 A velocidade volta em “1648” essa lembra algumas coisas feitas pelo Stratovarius nos anos 90, mas lógico com um vocal bem diferente, e o clima épico impera. E falando em épico a introdução de “Karolinens Bön” tem exatamente esse clima por conta do órgão com um timbre bem legal usado, aliás, essa música me lembra bastante o Savatage, principalmente durante o refrão, acho que até por isso achei a mais legal do play.
 A faixa título também é bem legal, e uma das mais épicas do disco, com aquele coro para cantar junto nos shows (bem pelo menos para os suecos, e demais falantes da língua), é legal notar como a banda usa os teclados para dar um clima diferente aos sons, sem dominar as músicas e ficar chato.
 “Ett Slag Färgat Rött” também é bem legal, e pouco diferente do resto do disco, tem uma introdução que chega a lembrar Thin Lizzy pelas guitarras gêmeas, e uma música legal para agitar nos shows também. “Poltava” por sua vez tem uns riffs de guitarra e uma levada que lembra bastante Nightwish, principalmente do álbum Oceanborn, lógico que o vocal é bem diferente, mas que lembra.
 “Konungens Likfärd” volta a ser mais cadenciada e tem um vocal bem dramático, aliás, consegui fazer algumas comparações do som da banda, mas não acho nada muito parecido com o vocal. “Ruina Imperii” segue com o clima épico e uma bateria pesada, fecha o play em grande estilo, a versão que peguei ainda tem um bônus track em inglês que é um cover do Status Quo “In The Army Now” que é bem veloz e um pouco diferente do resto do disco, mas não deixa de ser legal e tem até umas passagens bem pesadas com vocal gutural que combinou perfeitamente com o clima da banda, poderiam até usar isso um pouco mais. E é totalmente diferente da versão original.
  O Sabaton sem dúvida é uma das bandas mais criativas da nova safra e vale a pena ser ouvida, e o sueco ficou muito bem com o Metal, como quase todo idioma fica.

domingo, 25 de novembro de 2012

Judas Priest – Ram It Down, 1988



 Esse é um dos álbuns que passam meio despercebidos na discografia do Priest, principalmente por dois aspectos, o primeiro a banda pouco toca suas músicas ao vivo, e o segundo é ter antecedido o clássico Painkiller, mas a verdade é que se você ainda não escutou o material vale muito a pena, principalmente se você gosta do Painkiller, pois eles têm várias coisas em comum.
 Bem primeiro eu vou dizer o que não gosto nesse álbum, o timbre de bateria por vezes parece meio eletrônico, aliás, esse foi o último play com o Dave Holland nas baquetas, mas mesmo esse, porém não diminiu em nada o disco.
 Tudo começa com a faixa título, veloz e pesadíssima tem um riff inicial que chega a lembrar o clássico “Freewill Burning” não entendo como não é tocada nos shows, o mesmo vale para “Heavy Metal” com sua introdução legal e refrão fácil, aliás, se tem uma banda que pode fazer uma música com esse título essa é o Judas Priest.
 “Love Zone” começa com uma intro de bateria com um timbre estranho, mas logo entram as guitarras rasgando, já dava para perceber aí qual seria a direção da banda no disco seguinte com mais peso e velocidade, aliás, o refrão aqui também é legal. “Come And Get It” começa com um riff gordo de guitarra que chega a lembrar um pouco Accept, mas logo que entra a voz não tem como não dizer que se trata do Priest, é uma música bem ao estilo do British Steel por exemplo.
 Puta merda, se você não tiver nenhuma reação quando ouvir “Hard As Iron” eu preciso dizer que o seu negócio não é Heavy Metal mesmo, música perfeita a melhor do play, fica na cabeça muito fácil além de ser a cara da banda. Outro grande momento do álbum é sem dúvida “Blood Red Skies” ela é aquela falsa balada mais épica típica do Judas, com um show de interpretação de Halford, essa felizmente eu pude ver ao vivo e me arrepio de lembrar até agora, só essas duas valem o disco, com certeza.
 Depois dos dois sons citados, vem “I’m a Rocker” é a mais fraquinha do disco, mas mesmo assim o refrão gruda fácil na cabeça, aí que surge a grande surpresa do álbum, a versão de “Johnny B. Goode” do Chuck Berry, e como é tradicional do Priest eles fizeram uma versão que tem a cara da banda, e mesmo sabendo que várias pessoas odeiam eu acho bem legal, só não é melhor que a original, mas chega perto.
 “Love You To Death” me lembra algumas coisas do Defenders Of Faith, principalmente as faixas do final do disco, não está entre as melhores, mas também não é fraca. E quando menos se espera surge a pesada e cadenciada “Monsters Of Rock” que fecha o disco com chave de ouro, novamente lembrando o Defenders Of Faith, que por sinal é um dos meus discos favoritos, essa lembra de certo modo “Love Bites” além de ser parecida com várias coisas que a banda fez nos anos noventa, bem legal.
  É uma pena que o Judas não tenha incluído muito músicas do Ram It Down nos shows, até bootlegs com elas é difícil achar, mas nem por isso deixe de ouvir o disco, pois como quase tudo que a banda fez está acima da média. E antes que me esqueça da capa é com certeza uma das mais legais deles.