Bem, vou começar essa resenha apresentando o Sabaton para
quem ainda não conhece, a banda é bem legal e segue uma linha mais Power Metal,
com elementos de várias outras bandas como Blind Guardian, Stratovarius e
Nighwish, mas não se parece exatamente com nenhuma dessas, principalmente pelas
letras bem legais e o vocal único de Joakim Bróden, apresentada mais ou menos a
banda, vamos ao play.
Quem acompanha o blog já deve ter percebido que eu curto escutar
sons em línguas diferentes do inglês, não tenho nada contra o idioma bretão,
mas é legal variar um pouco, e fiquei bem feliz quando vi que há uma versão do
novo álbum do Sabaton em sueco, então sem dúvida fiquei curioso para ver como
soava.
Tudo começa com uma intro chamada “Dominium Maris Baltici” e
logo vem “Lejonet från Norden” que tem uma levada bem rápida com um timbre dos
instrumentos que lembra um pouco o Nightwish da boa fase.
A faixa seguinte é mais cadenciada e se chama “Gott Mit Uns”
e apesar de ser em sueco dá uma puta vontade de cantar junto, e com certeza uma
das mais legais do disco. “En Livstid i Krig” é também cadenciada e tem um
refrão que fica na cabeça, nela dá para ver como o vocal de Joakim é legal e
combina com o estilo da banda, e como o sueco combina bem com o Metal.
A velocidade volta em “1648” essa lembra algumas coisas
feitas pelo Stratovarius nos anos 90, mas lógico com um vocal bem diferente, e
o clima épico impera. E falando em épico a introdução de “Karolinens Bön” tem
exatamente esse clima por conta do órgão com um timbre bem legal usado, aliás,
essa música me lembra bastante o Savatage, principalmente durante o refrão,
acho que até por isso achei a mais legal do play.
A faixa título também é bem legal, e uma das mais épicas do
disco, com aquele coro para cantar junto nos shows (bem pelo menos para os
suecos, e demais falantes da língua), é legal notar como a banda usa os
teclados para dar um clima diferente aos sons, sem dominar as músicas e ficar
chato.
“Ett Slag Färgat Rött” também é bem legal, e pouco diferente
do resto do disco, tem uma introdução que chega a lembrar Thin Lizzy pelas
guitarras gêmeas, e uma música legal para agitar nos shows também. “Poltava”
por sua vez tem uns riffs de guitarra e uma levada que lembra bastante
Nightwish, principalmente do álbum Oceanborn, lógico que o vocal é bem
diferente, mas que lembra.
“Konungens Likfärd” volta a ser mais cadenciada e tem um
vocal bem dramático, aliás, consegui fazer algumas comparações do som da banda,
mas não acho nada muito parecido com o vocal. “Ruina Imperii” segue com o clima
épico e uma bateria pesada, fecha o play em grande estilo, a versão que peguei
ainda tem um bônus track em inglês que é um cover do Status Quo “In The Army
Now” que é bem veloz e um pouco diferente do resto do disco, mas não deixa de
ser legal e tem até umas passagens bem pesadas com vocal gutural que combinou
perfeitamente com o clima da banda, poderiam até usar isso um pouco mais. E é
totalmente diferente da versão original.
O Sabaton sem dúvida é uma das bandas mais
criativas da nova safra e vale a pena ser ouvida, e o sueco ficou muito bem com
o Metal, como quase todo idioma fica.

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