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domingo, 2 de dezembro de 2012

Sabaton – Carolus Rex, 2012



 Bem, vou começar essa resenha apresentando o Sabaton para quem ainda não conhece, a banda é bem legal e segue uma linha mais Power Metal, com elementos de várias outras bandas como Blind Guardian, Stratovarius e Nighwish, mas não se parece exatamente com nenhuma dessas, principalmente pelas letras bem legais e o vocal único de Joakim Bróden, apresentada mais ou menos a banda, vamos ao play.
 Quem acompanha o blog já deve ter percebido que eu curto escutar sons em línguas diferentes do inglês, não tenho nada contra o idioma bretão, mas é legal variar um pouco, e fiquei bem feliz quando vi que há uma versão do novo álbum do Sabaton em sueco, então sem dúvida fiquei curioso para ver como soava.
 Tudo começa com uma intro chamada “Dominium Maris Baltici” e logo vem “Lejonet från Norden” que tem uma levada bem rápida com um timbre dos instrumentos que lembra um pouco o Nightwish da boa fase.
 A faixa seguinte é mais cadenciada e se chama “Gott Mit Uns” e apesar de ser em sueco dá uma puta vontade de cantar junto, e com certeza uma das mais legais do disco. “En Livstid i Krig” é também cadenciada e tem um refrão que fica na cabeça, nela dá para ver como o vocal de Joakim é legal e combina com o estilo da banda, e como o sueco combina bem com o Metal.
 A velocidade volta em “1648” essa lembra algumas coisas feitas pelo Stratovarius nos anos 90, mas lógico com um vocal bem diferente, e o clima épico impera. E falando em épico a introdução de “Karolinens Bön” tem exatamente esse clima por conta do órgão com um timbre bem legal usado, aliás, essa música me lembra bastante o Savatage, principalmente durante o refrão, acho que até por isso achei a mais legal do play.
 A faixa título também é bem legal, e uma das mais épicas do disco, com aquele coro para cantar junto nos shows (bem pelo menos para os suecos, e demais falantes da língua), é legal notar como a banda usa os teclados para dar um clima diferente aos sons, sem dominar as músicas e ficar chato.
 “Ett Slag Färgat Rött” também é bem legal, e pouco diferente do resto do disco, tem uma introdução que chega a lembrar Thin Lizzy pelas guitarras gêmeas, e uma música legal para agitar nos shows também. “Poltava” por sua vez tem uns riffs de guitarra e uma levada que lembra bastante Nightwish, principalmente do álbum Oceanborn, lógico que o vocal é bem diferente, mas que lembra.
 “Konungens Likfärd” volta a ser mais cadenciada e tem um vocal bem dramático, aliás, consegui fazer algumas comparações do som da banda, mas não acho nada muito parecido com o vocal. “Ruina Imperii” segue com o clima épico e uma bateria pesada, fecha o play em grande estilo, a versão que peguei ainda tem um bônus track em inglês que é um cover do Status Quo “In The Army Now” que é bem veloz e um pouco diferente do resto do disco, mas não deixa de ser legal e tem até umas passagens bem pesadas com vocal gutural que combinou perfeitamente com o clima da banda, poderiam até usar isso um pouco mais. E é totalmente diferente da versão original.
  O Sabaton sem dúvida é uma das bandas mais criativas da nova safra e vale a pena ser ouvida, e o sueco ficou muito bem com o Metal, como quase todo idioma fica.

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