Esse é um dos álbuns que passam meio despercebidos na
discografia do Priest, principalmente por dois aspectos, o primeiro a banda
pouco toca suas músicas ao vivo, e o segundo é ter antecedido o clássico
Painkiller, mas a verdade é que se você ainda não escutou o material vale muito
a pena, principalmente se você gosta do Painkiller, pois eles têm várias coisas
em comum.
Bem primeiro eu vou dizer o que não gosto nesse álbum, o
timbre de bateria por vezes parece meio eletrônico, aliás, esse foi o último
play com o Dave Holland nas baquetas, mas mesmo esse, porém não diminiu em nada
o disco.
Tudo começa com a faixa título, veloz e pesadíssima tem um
riff inicial que chega a lembrar o clássico “Freewill Burning” não entendo como
não é tocada nos shows, o mesmo vale para “Heavy Metal” com sua introdução
legal e refrão fácil, aliás, se tem uma banda que pode fazer uma música com
esse título essa é o Judas Priest.
“Love Zone” começa com uma intro de bateria com um timbre
estranho, mas logo entram as guitarras rasgando, já dava para perceber aí qual
seria a direção da banda no disco seguinte com mais peso e velocidade, aliás, o
refrão aqui também é legal. “Come And Get It” começa com um riff gordo de
guitarra que chega a lembrar um pouco Accept, mas logo que entra a voz não tem
como não dizer que se trata do Priest, é uma música bem ao estilo do British
Steel por exemplo.
Puta merda, se você não tiver nenhuma reação quando ouvir “Hard
As Iron” eu preciso dizer que o seu negócio não é Heavy Metal mesmo, música
perfeita a melhor do play, fica na cabeça muito fácil além de ser a cara da
banda. Outro grande momento do álbum é sem dúvida “Blood Red Skies” ela é
aquela falsa balada mais épica típica do Judas, com um show de interpretação de
Halford, essa felizmente eu pude ver ao vivo e me arrepio de lembrar até agora,
só essas duas valem o disco, com certeza.
Depois dos dois sons citados, vem “I’m a Rocker” é a mais
fraquinha do disco, mas mesmo assim o refrão gruda fácil na cabeça, aí que
surge a grande surpresa do álbum, a versão de “Johnny B. Goode” do Chuck Berry,
e como é tradicional do Priest eles fizeram uma versão que tem a cara da banda,
e mesmo sabendo que várias pessoas odeiam eu acho bem legal, só não é melhor
que a original, mas chega perto.
“Love You To Death” me lembra algumas coisas do Defenders Of
Faith, principalmente as faixas do final do disco, não está entre as melhores,
mas também não é fraca. E quando menos se espera surge a pesada e cadenciada “Monsters
Of Rock” que fecha o disco com chave de ouro, novamente lembrando o Defenders
Of Faith, que por sinal é um dos meus discos favoritos, essa lembra de certo
modo “Love Bites” além de ser parecida com várias coisas que a banda fez nos
anos noventa, bem legal.
É uma pena que o Judas não tenha incluído muito
músicas do Ram It Down nos shows, até bootlegs com elas é difícil achar, mas
nem por isso deixe de ouvir o disco, pois como quase tudo que a banda fez está
acima da média. E antes que me esqueça da capa é com certeza uma das mais
legais deles.
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