Resenhas de shows, discos, livros, filmes...Tudo com minha opinião e sem nenhum compromisso jornalístico. Feito somente por diversão.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Exodus – Carioca Club, São Paulo 22/04/2012.
O legal desse show para mim foi que ele serviria de comemoração de meu aniversário, que foi um dia depois, mais legal ainda foi o fato de ter ganhado o ingresso do meu irmão como presente, é legal ir a shows, mas fica mais legal ainda quando se é de graça.
O domingo começou chuvoso e ficou assim durante todo o dia, marquei com meu irmão as seis da tarde e de lá de Metrô partimos com destino ao Carioca, quando descemos na estação ainda pegamos a rua errada, uma besteira sem fim, estou tão acostumado a ir de ônibus, ou andando até lá, que deu um branco quando saímos da estação, mas isso acontece, e ficou até cômico.
Eu estava com um resfriado meio forte, tomei um descongestionante nasal, e por conta disso, infelizmente não poderia consumir álcool, mas pelo menos nada me impedia de ver esse que foi sem dúvida nenhuma um grande show de Metal.
Ao chegarmos, era cerca de seis e meia, veio uma pequena surpresa desagradável, o local ainda estava fechado, e foi abrir só cerca de dez minutos após nossa chegada, em outras palavras com quarenta minutos de atraso em relação ao horário estipulado, nada bom isso.
Na fila conheci o Paulo, que vem lá do Amapá, na verdade é a primeira pessoa do estado que conheço, e ficamos trocando uma ideia sobre a cena local antes de começar o show, deu até para trocar uma ideia rápida de Behaviorismo aplicado a Biologia.
Após uma curta espera o Nervosa sobe ao palco, estava curioso para ver a banda que vem recebendo boas críticas por aí, porém confesso que me decepcionei com a performance da banda, tudo bem que o som estava ruim, o microfone falhou na primeira música, elas tem até boas ideias, riffs que lembram Possessed por exemplo, porém seria mais legal adicionar uma segunda guitarra a banda pois em alguns momentos faltou isso, principalmente nos solos, a vocalista também poderia dar uma melhorada. A banda até tem potencial, mas eu não achei graça ao vivo, talvez pelo som estar meio ruim, mas o show foi bem médio.
Mais uma curta espera e o Claustrofobia sobe ao palco, a diferença foi enorme, fazia tempo que eu não assistia a banda, e me surpreendi com a qualidade acima da média, fizeram um show típico de Headliner, com um instrumental preciso e técnico e vocais bem encaixados, mesclando músicas do novo álbum em português e algumas antigas.
Infelizmente conheço pouco da banda, mas agora estou incentivado a correr atrás de material, para mim o grande destaque foi “Pinu Da Granada”, mas o show inteiro foi muito bom, um dos melhores de banda nacional que vi nos últimos tempos.
Dessa vez a espera foi um pouco mais longa, mas deu para notar que os técnicos agilizaram ao máximo a montagem do equipamento, provavelmente por conta do horário do evento que não podia se estender muito, pois haveria depois a programação normal, e péssima do Carioca.
O Exodus sobe ao palco com “The Ballad Of Leonard And Charles” que ficou meio estranha na abertura, foi bem executada mas poderiam ter escolhido outra para abrirem o set, na sequencia “Beyond The Pale” já soou bem melhor e começou a empolgar o público presente, que não lotou a casa, mas estava em bom número dessa vez.
Podemos dizer que o show começou a esquentar mesmo em “Children of a Worthless God” com seu refrão sendo cantando em uníssono, nessa hora o calor começou a apertar e veio então a primeira grande explosão da noite, “Piranha” que não deixou pedra sobre pedra e abril o primeiro circle pit gigante da noite.
A empolgação seguiu com “Brain Dead” para mim uma grande surpresa, mas que ficou muito boa na voz de Rob Dukes, que por sinal agita o tempo todo, junto com todos na banda, exceto Lee Altus que parecia meio cansado e ficava mais parado, embora preciso em todo o show.
“Iconoclasm” foi bem recebida por todos, mas o local voltou a se incendiar novamente em “A Lesson In Violence” e “Metal Command” com todos agitando sem parar, e o calor aumentando a cada minuto.
“Deathamphetamine” acabou servindo até como um descanso para tomar um fôlego, pois era perceptível que a música não era conhecida por todos, embora seja muito boa, a coisa voltou a ficar mais animada em “Black List” embora cadenciada foi responsável pela volta dos circle pits.
“Fabulous Disaster” foi outra boa surpresa e abriu a melhor parte do show, impossível não me sentir com dezoito anos de novo agitando ao som desse clássico. Embora mais nova “War Is My Shepperd” foi muito bem recebida, e para mim uma das melhores do show, novamente era hora de agitar bastante com o riff insano que a música possui.
Quando começaram os primeiros acordes do hino “Bonded By Blood” o local quase veio abaixo, era impossível permanecer parado e não se empolgar com aquilo,e a coisa ficou ainda mais impressionante quando Rob dividiu a plateia em duas, e pediu para que fosse aberto um circle pit old school para “The Toxic Waltz”, quando menos percebi estava participando daquilo e até o refriado tinha dado uma trégua, poucas vezes vi algo parecido em shows que fui, a integração era imensa entre banda e público naquele instante.
Nem deu tempo de respirar muito após agitar e lá vem “Strike Of The Beast” dessa vez com direito a a wall of death durante a música, esqueci de um detalhe, no começo do show alguém havia vomitado na pista, porém era tamanha a agitação que nesse momento o “gorfo from hell” já estava totalmente limpo, embora assisti várias pessoas caindo nele no decorrer do show.
No final a nova “Good Riddance” fechou a noite, saímos de lá, e mesmo estando meio frio, e eu meio quebrado, o caminho de volta para casa foi bem feliz.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Sodom – Carioca Clube, São Paulo 07/04/2012.
No meio de um feriado prolongado nada melhor do que assistir ao show de uma grande banda como o Sodom, então no sabadão, depois de descansar bastante na sexta, fui sozinho ao show da lenda do Thrash alemão.
Diferente de algumas pessoas eu gosto desse horário de show, a apresentação acaba mais cedo e fico sossegado para voltar para casa, nesse dia deu até para assistir um filme depois disso.
Fui a pé de casa, bem tranquilo e cheguei quando o Red Front se preparava para entrar no palco, o local ainda estava meio vazio( acabou não lotando, mas teve um bom público, cerca d e 70% da lotação na hora do Sodom). O show foi extremamente competente como essa banda por sinal é, fazem um som na linha do Sepultura, aliás tocando um cover deles que foi um dos pontos altos do show, assim como “Circle of Hate” que encerrou a apresentação, e o discurso bem humorado da banda com direito a famosa malhação do judas, é uma banda que tem tudo para crescer principalmente porque além do talento musical eles tem bastante criatividade com o marketing coisa bem importante no meio musical.
Depois de uma longa demora, exatamente as 19:40 o Sodom sobe ao palco com a faixa título do novo álbum “In War and Pieces” uma belo som para começar, mas nada comparado ao que viria a seguir, “Sodomy and Lust”, “M-16” e “Outbreak Of Evil” quase derrubaram o Carioca Clube, a agitação era intensa e o calor infernal, e mesmo com a qualidade de som péssima essa trinca já valeria a noite.
Um breve respiro e a banda manda um trecho de “Surfin’ Bird” clássico do Trashman que foi regravada pelos Ramones também, na sequência “The Saw Is The Law” cantada por todos os presentes e mais um cover, dessa vez botando todos para agitar como loucos novamente, “Iron Fist” (Acho que nem precisa dizer de quem é, hehe).
O calor aumentava ainda mais, e todos já transpiravam muito, mesmo aqueles que não participavam do mosh, então “Proselytism Real”, “ The Art Of Killing Poetry” e “City Of God”( muito boa) acabaram servindo para tomar um fôlego.
As rodas insanas voltaram no clássico “Blasphemer” onde era impossível ficar parado, a essa altura o som já tinha melhorado um pouco, porém ainda estava embolado, por sorte não estragou o grande show que seguia com a surpresa “Eat Me” e “Napalm In The Morning” essa com seu refrão sendo cantando em coro, mesmo sendo uma música nova é uma das minhas favoritas da banda.
Em “Agent Orange” o que se via no local beirava a insanidade, era impossível ficar parado e perceptível a satisfação dos músicos com o público, que se portou como nos velhos shows de Metal no Brasil, participando muito em todas as músicas.
A banda sai do palco e retorna rapidamente para o bis com a clássica “Remember The Fallen” e “Bombenhagel” encerrando esse grande show, como acabou cedo como disse antes deu tempo de tomar uma cerveja e voltar tranquilo para casa, pesando pelo menos um quilo a menos.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Ratos de Porão, Invasores de Cérebro e Questions – Sesc Pompeia, São Paulo 31/03/2011.
Fazia bastante tempo que não assistia ao Ratos De Porão ao vivo, essa seria uma oportunidade legal, e apesar de não ser muito apreciador, nem conhecedor de punk rock seria interessante ver duas bandas que nunca havia visto também.
Iria no show com meus amigos André e Boninha ( quem conhece meus livros sabe quem são, quem não conhece, procure meus livros que saberá) e também meu irmão, porém por um problema de saúde ele não pode ir.
Antes do show fui até o estádio municipal do Pacaembu, onde vi o verdão dar um vexame diante do Mirassol e perder o jogo, mas essas coisas acontecem, principalmente com o Palmeiras, mas acontecem. Tempo de chegar em casa, tomar uma cerveja e comer algo, encontrar os amigos e rumar para o Sesc, como fazia tempo que não os via a conversa foi animada no caminho.
Chegamos ao local e o Questions estava começando a apresentação, não gosto muito do tipo de som que eles fazem, um hardcore bem pesado, porém dá para ver que a banda é competente e bastante gente curtiu a apresentação.
Um intervalo curto, tempo para o banheiro e abastecer com mais caipirinha e cerveja ( sim estava bêbado já a essa altura) e logo os Invasores de Cérebro adentram ao palco, tocando um Punk Rock tradicional sem nenhum tipo de mistureba ou frescuras, novamente apesar de não ser grande fã e conhecedor do estilo a banda até me agradou, e o vocalista Ariel é um frontman de primeira qualidade.
O legal era notar o público que lá estava, era um festival Punk em comemoração ao histórico festival chamado “O começo do fim do mundo” mas havia vários grupos lá reunidos, punks tradicionais, punks mais modernos, indies, bangers, e porque não até curiosos, o legal que tudo em total harmonia( pelo menos eu não vi nenhuma briga).
O Ratos sobe ao palco com uma música que eu não consegui identificar( creio que era “Contando os Mortos”), o som a princípio não estava muito bom, e o álcool na cabeça ajudaram nisso, porém mandam uma sequencia de “Morte ao Rei” e “Sofrer”, nessa hora já estavam quase todos os presentes agitando bastante.
A banda não tinha set-list pré determinado então começaram a rolar os pedidos do público e uma enxurrada de clássicos como “Ascensão e Queda”, “Mad Society”, “Crocodila”, ‘Velhus Decreptus”, “Máquina Militar” e tantos outros, tudo misturado a coisas novas como "Testemunhas do Apocalipse" e covers como “Commando” do Ramones e “Work For Never” do Extreme Noise Terror.
Nem precisa dizer que a agitação do público era total na frente do palco, isso ainda foi potencializado em faixas como “Beber Até Morrer”, “Crucificados Pelo Sistema”, “Aids, Pop, Repressão” e “Igreja Universal” essa uma das melhores da noite, onde o público agitava de maneira insana, com direito a algumas invasões de palco.
Durante o show a guitarra de Jão falhou, a banda acabou ficando alguns minutos sem tocar, o que deu uma esfriada nos presentes, mas nada muito grave, no final “Crise Geral” e “Caos” fecharam a noite que acabou de uma forma meio estranha com Gordo e Jão saindo do palco, parecia que a banda voltaria pois lá estavam Boka e Juninho, porém os dois tocaram algumas coisas desconexas e depois saíram do palco também, um final bem estranho, porém o show no final das contas foi muito bom, e depois ainda fomos tomar mais umas cervejas em outro lugar.
domingo, 1 de abril de 2012
Darkthrone - Dark Thrones and Black Flags, 2008
Eu costumo baixar alguns podcasts de Heavy Metal pela net para ouvir algumas novidades, e quando ouvi uma música desse álbum do Darkthrone fiquei louco no exato momento, a qualidade do material era impressionante.
Fazia um tempo que não escutava a banda e estava acostumado aquele Black Metal mais tradicional de álbuns como “Transilvanian Hunger” e “Panzerfaust” dois dos maiores clássicos do estilo, então ter escutado "The Winds They Called the Dungeon Shaker" foi um choque, mas de maneira alguma negativo, pois mesmo diferente a banda ainda continuava muito boa, acima da média, tanto que cheguei a ouvir essa música por seis vezes seguidas um dia.
O som de “Dark Thrones And Black Flags” é diferente de tudo que conheço, é tosco no bom sentido da palavra, algo que lembra Hellhammer, mas também tem levadas punk e passagens com características típicas de Black Sabbath, coisa evidente, por exemplo, na segunda faixa "Death of all Oaths (Oath Minus)".
"Hiking Metal Punks" é a mais punk de todas com seu riff rapidíssimo que lembra coisas como Varukers e Exploited além é lógico de Impaled Nazarene em sua nova fase, já "Blacksmith of the North (Keep that Ancient Fire)" começa mais cadenciada com um riff mais Metal, essa música tem tudo para agradar os fãs mais antigos da banda.
O Metalzão continua em "Norway in September" perfeita para “banguear” a música tem o riff mais legal do álbum e lembra um pouco a primeira fase do Bathory além de Celtic Frost também. A coisa fica mais lenta e densa em "Grizzly Trade" faixa que poderia perfeitamente ser composta por uma banda doom, mas que muda de andamento e vira uma pancada com outro riff bem legal.
O ponto fraco do álbum vem em "Hanging Out in Haiger" que começa com uma levada de bateria sem pé nem cabeça e parece ser tocada por um bando de bêbados, com umas mudanças de andamento estranhas, não é uma música péssima, nem o álbum ficará ruim por ela, mas é um ponto fraco sem dúvida nenhuma. A coisa volta a ficar mais interessante na faixa título, que apesar de curta e instrumental cria um clima perfeito com um riff totalmente “sabbatico”.
Em "Launchpad to Nothingness" a velocidade retorna dessa vez com variações interessantes e no encerramento temos mais uma pancada, dessa vez com "Witch Ghetto" e seu vocal inspirado.
Infelizmente o álbum é curto, mas é com certeza um dos melhores do metal nesse novo século até esse momento, muito criativo e totalmente inesperado, vale a pena ouvir, e cuidado para não viciar.
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