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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Ratos de Porão, Invasores de Cérebro e Questions – Sesc Pompeia, São Paulo 31/03/2011.
Fazia bastante tempo que não assistia ao Ratos De Porão ao vivo, essa seria uma oportunidade legal, e apesar de não ser muito apreciador, nem conhecedor de punk rock seria interessante ver duas bandas que nunca havia visto também.
Iria no show com meus amigos André e Boninha ( quem conhece meus livros sabe quem são, quem não conhece, procure meus livros que saberá) e também meu irmão, porém por um problema de saúde ele não pode ir.
Antes do show fui até o estádio municipal do Pacaembu, onde vi o verdão dar um vexame diante do Mirassol e perder o jogo, mas essas coisas acontecem, principalmente com o Palmeiras, mas acontecem. Tempo de chegar em casa, tomar uma cerveja e comer algo, encontrar os amigos e rumar para o Sesc, como fazia tempo que não os via a conversa foi animada no caminho.
Chegamos ao local e o Questions estava começando a apresentação, não gosto muito do tipo de som que eles fazem, um hardcore bem pesado, porém dá para ver que a banda é competente e bastante gente curtiu a apresentação.
Um intervalo curto, tempo para o banheiro e abastecer com mais caipirinha e cerveja ( sim estava bêbado já a essa altura) e logo os Invasores de Cérebro adentram ao palco, tocando um Punk Rock tradicional sem nenhum tipo de mistureba ou frescuras, novamente apesar de não ser grande fã e conhecedor do estilo a banda até me agradou, e o vocalista Ariel é um frontman de primeira qualidade.
O legal era notar o público que lá estava, era um festival Punk em comemoração ao histórico festival chamado “O começo do fim do mundo” mas havia vários grupos lá reunidos, punks tradicionais, punks mais modernos, indies, bangers, e porque não até curiosos, o legal que tudo em total harmonia( pelo menos eu não vi nenhuma briga).
O Ratos sobe ao palco com uma música que eu não consegui identificar( creio que era “Contando os Mortos”), o som a princípio não estava muito bom, e o álcool na cabeça ajudaram nisso, porém mandam uma sequencia de “Morte ao Rei” e “Sofrer”, nessa hora já estavam quase todos os presentes agitando bastante.
A banda não tinha set-list pré determinado então começaram a rolar os pedidos do público e uma enxurrada de clássicos como “Ascensão e Queda”, “Mad Society”, “Crocodila”, ‘Velhus Decreptus”, “Máquina Militar” e tantos outros, tudo misturado a coisas novas como "Testemunhas do Apocalipse" e covers como “Commando” do Ramones e “Work For Never” do Extreme Noise Terror.
Nem precisa dizer que a agitação do público era total na frente do palco, isso ainda foi potencializado em faixas como “Beber Até Morrer”, “Crucificados Pelo Sistema”, “Aids, Pop, Repressão” e “Igreja Universal” essa uma das melhores da noite, onde o público agitava de maneira insana, com direito a algumas invasões de palco.
Durante o show a guitarra de Jão falhou, a banda acabou ficando alguns minutos sem tocar, o que deu uma esfriada nos presentes, mas nada muito grave, no final “Crise Geral” e “Caos” fecharam a noite que acabou de uma forma meio estranha com Gordo e Jão saindo do palco, parecia que a banda voltaria pois lá estavam Boka e Juninho, porém os dois tocaram algumas coisas desconexas e depois saíram do palco também, um final bem estranho, porém o show no final das contas foi muito bom, e depois ainda fomos tomar mais umas cervejas em outro lugar.
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