Resenhas de shows, discos, livros, filmes...Tudo com minha opinião e sem nenhum compromisso jornalístico. Feito somente por diversão.
Total de visualizações de página
domingo, 1 de abril de 2012
Darkthrone - Dark Thrones and Black Flags, 2008
Eu costumo baixar alguns podcasts de Heavy Metal pela net para ouvir algumas novidades, e quando ouvi uma música desse álbum do Darkthrone fiquei louco no exato momento, a qualidade do material era impressionante.
Fazia um tempo que não escutava a banda e estava acostumado aquele Black Metal mais tradicional de álbuns como “Transilvanian Hunger” e “Panzerfaust” dois dos maiores clássicos do estilo, então ter escutado "The Winds They Called the Dungeon Shaker" foi um choque, mas de maneira alguma negativo, pois mesmo diferente a banda ainda continuava muito boa, acima da média, tanto que cheguei a ouvir essa música por seis vezes seguidas um dia.
O som de “Dark Thrones And Black Flags” é diferente de tudo que conheço, é tosco no bom sentido da palavra, algo que lembra Hellhammer, mas também tem levadas punk e passagens com características típicas de Black Sabbath, coisa evidente, por exemplo, na segunda faixa "Death of all Oaths (Oath Minus)".
"Hiking Metal Punks" é a mais punk de todas com seu riff rapidíssimo que lembra coisas como Varukers e Exploited além é lógico de Impaled Nazarene em sua nova fase, já "Blacksmith of the North (Keep that Ancient Fire)" começa mais cadenciada com um riff mais Metal, essa música tem tudo para agradar os fãs mais antigos da banda.
O Metalzão continua em "Norway in September" perfeita para “banguear” a música tem o riff mais legal do álbum e lembra um pouco a primeira fase do Bathory além de Celtic Frost também. A coisa fica mais lenta e densa em "Grizzly Trade" faixa que poderia perfeitamente ser composta por uma banda doom, mas que muda de andamento e vira uma pancada com outro riff bem legal.
O ponto fraco do álbum vem em "Hanging Out in Haiger" que começa com uma levada de bateria sem pé nem cabeça e parece ser tocada por um bando de bêbados, com umas mudanças de andamento estranhas, não é uma música péssima, nem o álbum ficará ruim por ela, mas é um ponto fraco sem dúvida nenhuma. A coisa volta a ficar mais interessante na faixa título, que apesar de curta e instrumental cria um clima perfeito com um riff totalmente “sabbatico”.
Em "Launchpad to Nothingness" a velocidade retorna dessa vez com variações interessantes e no encerramento temos mais uma pancada, dessa vez com "Witch Ghetto" e seu vocal inspirado.
Infelizmente o álbum é curto, mas é com certeza um dos melhores do metal nesse novo século até esse momento, muito criativo e totalmente inesperado, vale a pena ouvir, e cuidado para não viciar.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário