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domingo, 30 de setembro de 2012

Motörhead – Snake Bite Love, 1998.



Poxa para mim é até complicado falar do Motörhead, já que é uma das minhas bandas favoritas, e realmente não acho nenhum álbum deles ruins, no máximos os mais fraquinhos receberiam uma nota sete, por sorte esse não está incluso entre eles.
O play começa com "Love for Sale", aquela típica faixa do Motörhead, que quando menos se espera já se está cantando junto, na sequência já temos a primeira mais pesada, “Dogs Of War” que em alguns momentos chega a lembrar o clássico “Deaf Forever”.
A faixa título tem uma levada mais Rock and Roll clássica, e novamente um refrão fácil de guardar. O legal desse álbum é que ele tem até algumas coisas experimentais, não muito comuns em plays da banda como “Assassin” que para mim é a melhor de todas, é muito pesada, lembrando “Sacrifice” e no final há uma batida meio tribal fugindo do padrão normal de composição dos caras.
Outra pancada é “Take The Blame”, que também é um dos grandes destaques do disco, e nessa é legal notar que há um solo de teclado no meio, uma coisa totalmente inesperada, mas que ficou bem legal, lembrando até o Hawkwind, antiga banda de Lemmy.
“Dead And Gone” dá uma diminuída no ritmo, pois é uma balada com clima meio depressivo, interessante também, mas o peso logo volta com “Night Side” mais uma daquelas que só é preciso ouvir uma vez para cantar junto.
“Don’t Lie To Me” é mais uma que segue na linha Rock And Roll e que vai agradar os fãs mais old school da banda, já “Joy Of Labour” é mais cadenciada, é sem dúvida o momento mais fraco do álbum, porém nem por isso é uma música ruim, aliás, eu realmente não me lembro de achar alguma música do Motörhead ruim.
“Desperate for You” é novamente um Rock And Roll, daqueles de animar qualquer festa, e o play finaliza em grande estilo com a rápida “Better Off Dead” mais uma daquelas típicas que só o Motörhead sabe fazer.
Infelizmente esse play é meio esquecido no meio da maravilhosa discografia da banda, mas como tudo que eles já gravaram vale a pena ouvir, sem dúvida nenhuma, e nem precisa dizer que o volume deve estar no máximo.

domingo, 23 de setembro de 2012

Reverend Bizarre - In the Rectory of the Bizarre Reverend, 2002



Bem, pra começar é legal dizer que esse não é um dos discos mais fáceis que existe para ouvir, se você nunca escutou Doom Metal, ou não gosta por exemplo de músicas longas e lentas, talvez não seja legal começar por aqui não.
Eu conheci o Reverend Bizarre através de um podcast que sempre baixo, e desde então passei a me interessar não só pela banda, mas também pelo Doom Metal em geral, que tem coisas bem interessantes, antes eu só escutava Candlemass e Cathedral do estilo.
Como eu disse anteriormente o álbum é bem arrastado, com excessão somente de "Doomsower", que também é a música mais curta do play, e algumas partes de "In the Rectory", no mais o que você irá escutar são músicas bem longas, com riffs repetidos que geram um clima de hipnose, e sempre letras e clima totalmente denso.
"Burn in Hell!" abre o disco, e logo de cara já se destaca a fugura do vocalista e baixista Albert Witchfinder, que tem um timbre de voz que combina perfeitamente com as melodias densas, além de mandar muito bem nas quatro cordas, com um peso avassalador.
Falando em baixo é somente com ele que começa “In The Rectory” que como disse antes tem uma das partes tocada uma pouco mais rápido, mas sem deixar o clima soturno em qualquer momento. "The Hour of Death" para mim é o destaque do álbum, tem novamente um andamento mais lento e o vocal dramático de Withfinder faz da música um tema totalmente agonizante, principalmente quando você vê o que diz a letra, essa música vale o play.
"Sodoma Sunrise" talvés seja a faixa mais pesada do álbum, principalmente por conta do timbre ultradistorcido de baixo e guitarra, seguindo o caminho do play é novamente lenta e conta com um riff que se repete por bastante tempo, criando um clima hipnótico, bem diferente de “Doomsover” que como mencionei antes é mais rápida, chegando a lembrar coisas como Witchfinder General e Black Sabbath, legal notar que o riff lembra também o clássico “Perfect Strangers” do Deep Purple, mas só lembra um pouco, não é necessariamente igual.
O play termida da forma mais épica possível com “Cirith Ungol” e seus mais de vinte minutos de pura viagem e peso, eu diria que para você entender como é esse álbum é até legal começar por essa música, se curtir ela com certeza vai curtir o resto sem problemas.
Talvéz você até não curta o Reverend Bizrre na primeira audição, mas garanto que depois de se acostumar não se arrependerá, pois o som é muito bom, só não é indicado para ouvir quando se está meio deprê, mas aí já é outra história.
Ah e a capa vem de uma pintura de Francisco Goya um dos meus pintores favoritos,e é tão macabra quanto o som da banda.

domingo, 16 de setembro de 2012

Carro Bomba - Carcaça, 2011



Bem primeiro preciso agradecer ao leitor Cléssio aqui do Blog que me apresentou esse álbum, que por sinal é muito legal, vale a pena uma conferida.
Às vezes algo que acontece comigo, é o que costuma acontecer com outras pessoas também, eu imagino, eu fico meio sem procurar coisas novas para ouvir, e acabo perdendo algumas coisas boas como o Carro Bomba.
Vejamos na virada cultural desse ano eu assisti ao final do show dos caras e achei bem legal, mas não esperava mesmo que no play fosse tão bom assim.
Carcaça começa com “Bala Perdida” uma música veloz, que lembra bastante o que tem feito bandas como Overkill e Anthrax ultimamente, então temos “Queimando a Largada” sem dúvida uma das melhores do play, novamente seguindo essa linha mais Thrash.
É impossível não escutar a faixa título e lembrar de Overkill, principalmente pelo timbre de baixo “estalado”, o que torna sem dúvida a audição muito agradável, nesse ponto é legal notar como o português funciona para o Metal, só basta fazer a coisa bem feita, e no quesito letras o Carro Bomba também está de parabéns, pois se utiliza bastante da ironia para fazer crítica, gostei bastante.
“Combustível” tem uma levada totalmente Black Sabbath combinando perfeitamente com a voz de Rogério Fernandes, sem dúvida um dos melhores vocais do Brasil na atualidade que tem um timbre que lembra muito o mestre Dio.
“O Medo Cala A Cidade” além de ter uma letra bem legal, também transborda peso para todos os lados, volta a lembrar um pouco coisas mais Thrash Metal, aqui vemos também a pegada do batera Heitor Shewchenko, que desce a mão sem dó no kit, aliás, eu diria que a cozinha da banda também é uma das melhores do Brasil hoje.
A dobradinha “Mondo Plástico” e “Blueshit” é a minha parte favorita do álbum, ambas tem a letra muito legal, finalmente a segunda e lembram bastante os últimos trabalhos do mestre Dio e do Heaven and Hell, tem que ouvir na sequencia as duas juntas não tem jeito.
“Corpo Fechado”, tem uma introdução tão pesada que chega a lembrar coisas de Death Metal, como Cannibal Corpse, é mais uma que tem a letra muito legal, com alguns provérbios e figuras de linguagem utilizadas por todos nós, até o título é uma figura de linguagem totalmente brasileira. E a pancada segue com “O Foda-se III” mais uma com peso acima da média.
Infelizmente o álbum chega ao fim, porém termina em grande estilo com “Tortura (Pau Mandado), mais uma que beira o Thrash Metal, e tem um refrão muito bom para cantar ao vivo.
Enfim o Carro Bomba mostra como dá pra fazer um Metal de grande nível no país, cantado em português e soando moderno, é um álbum altamente recomendado, e sem dúvida é um dos melhores álbuns brasileiros que escutei nos últimos tempos, agora realmente eu quero ver um show ao vivo completo da banda.

domingo, 9 de setembro de 2012

Manowar - The Lord Of Steel, 2012



 Depois dos para mim fracos “Fire In The Sky” e “Battle Hymns MMXI” o Manowar finalmente volta a acertar a mão, fazendo um álbum bem legal, que lembrar bastante algumas coisas feitas no passado pela banda.
 Comecemos pela capa, que na versão que tenho aqui, lembra bastante a capa de “Sign Of The Hammer”, porém já fiquei sabendo que haverá uma nova ilustração, que me parece ser bem mais legal, embora esse não fosse ruim, somente simples.
O álbum começa com a faixa título, que logo de cara traz um riff matador de guitarra, bem ao estilo anos 80, lembrando até mesmo algumas coisas feitas pelo Grave Digger, a música é bem legal, porém tem um detalhe meio estranho, a timbragem do baixo, que ficou com som de Doom Metal, é diferente, mas não ficou tão legal.
“Manowarriors” tem a cara da banda, e sem dúvida é candidata a clássico, por conta do refrão, é aquela música perfeita para ser tocada ao vivo. “Born In The Grave” se destaca pelo andamento mais cadenciado, lembrando coisas feitas pela banda em álbuns como “Warriors Of The World” e "Gods of War”, também é um dos destaques positivos do play.
A seguir temos o que para mim é a melhor do disco, “Righteous Glory” é uma balada épica que nos faz lembrar coisas como “Mountains” ou “Gates Of Valhalla”, nela Eric mostra porque é um dos melhores vocalistas de Heavy Metal de todos os tempos, somente ela já valeria o play.
“Touch The Sky” não é ruim, porém é a mais sem graça, talvez até porque venha depois de “Righteous Glory”, mas ela acaba passando despercebida, coisa que não acontece com “Black List” outro grande destaque, com seu peso avassalador, uma ótima pedida também para ser tocada ao vivo.
“Expendable” é a típica faixa rápida do Manowar, é pesada e traz um refrão fácil de guardar. “El Gringo” é outra agradável surpresa, principalmente por seu riff cavalgado, lembrando “Sign Of The Hammer”, a produção dessa música me pareceu melhor que o restante do álbum, procurei no encarte algo, mas não achei nada, a verdade é que ela não contém o baixo Doom, mais uma com cara de clássico, e além do mais tem uma letra legal que foge do clichê típico do Manowar.
“Annihilation” é outra canção mais rápida, e mais uma vez brilha o vocal de Eric, no encerramento temos “Hail, Kill and Die” que tem novamente um refrão típico da banda para ser cantado nos shows, e uma letra com referências a antigos álbuns da banda, um belo encerramento para um álbum bem legal.
O baixo com timbre de Doom Metal não chega a estragar nada (bem talvez estrague uns alto-falantes, ou fones de ouvido mais vagabundos), mas realmente poderia ser evitado na próxima vez, pois não combina muito com o estilo da banda, no mais é um grande retorno do Manowar.

domingo, 2 de setembro de 2012

Anthrax - Workship Music 2011



Bem, primeiro esse foi o primeiro álbum de Heavy Metal que comprei legalmente por via digital, eu tinha um bônus da Amazon, e o álbum apareceu um dia com preço promocional e resolvi comprar, mas confesso que é estranho não ter a cópia física da coisa, lógico que baixo vários CDs ilegalmente, mas sei que não os possuo, agora esse é estranho, mas deixa isso para lá, e vamos falar do que vale a pena.
A princípio foi um erro meu escutar esse álbum achando que se tratava de uma nova versão de “Among The Living”, por exemplo, só por conta da volta de Joey Belladona aos vocais da banda, então me decepcionei com a primeira audição, mas ouvindo atentamente o álbum é legal no final das contas.
Eu gosto da fase em que John Bush cantava na banda, e esse play é uma continuação natural do som, somente com outra voz, então o álbum é de certa forma parecido com os últimos lançamentos da banda, o que pode assustar os fãs mais antigos a primeira vista é a timbragem dos instrumentos que por vezes lembram bandas modernas como Slipknot, mas não se assuste, porque o som ainda é Anthrax.
Falando das faixas, tem coisas bem legais, como “The Devil You Know” e “Fight 'em 'til You Can't” que são as mais old school (mesmo essa última tendo um refrão que lembre new metal), mas mesmo entre aquelas com roupagem mais moderna há coisas legais como “Crawl” com um final bem interessante e “Revolution Screams” que encerra o álbum.
Com certeza não vai rivalizar com clássicos como “Among The Living” ou “Spreading The Disease”, mas é um play que dá pra escutar na boa.