Ano passado eu havia assistido a uma ópera, e confesso que foi uma das coisas mais legais que já fiz, então quando fiquei sabendo da apresentação do “Crepúsculo Dos Deuses” não perdi tempo e comprei meu ingresso, dessa vez em um lugar com melhor visualização que o ano passado.
Uma semana antes da data da apresentação eu havia voltado de viagem, então o Boninha foi até em casa para ver umas fotos, e por volta de três e meia saímos com destino à apresentação que começaria as quatro.
Para nossa surpresa o trânsito estava péssimo, e não achávamos lugar para estacionar o carro, mesmo os estacionamentos estavam todos tomados já, ficamos rodando um tempo até resolvermos parar o carro um pouco distante, já no largo do Paissandu.
Entramos no local e o espetáculo já havia começado, por conta disso não pudemos ir aos nossos lugares, que ficavam nas frisas, bem próximo ao palco, acabamos sendo colocados no quarto andar, onde a visão é parcial.
Mesmo não vendo o palco inteiro, e com um calor terrível era possível ouvir a qualidade da música, e dos intérpretes, que junto a orquestra transformam o espetáculo em algo inesquecível.
Chegado o primeiro intervalo nos dirigimos aos nossos lugares originais, e para nossa surpresa o acesso estava fechado, procuramos uma coordenadora do local, que disse que havia cedido nossos lugares a imprensa, porém ela nos ofereceu dois lugares na plateia, onde a visão é ainda melhor, portanto nada a reclamar.
Na plateia ficava muito mais fácil acompanhar os detalhes, os cantores desempenhavam grande papel, principalmente o baixo Gregory Reinhart que fazia papel de Hagen e a soprano Eliane Coelho, grande estrela da noite como Brünnhilde.
A música de Wagner é até covardia ser comentada, já que altera momentos suaves, com muito peso, chegando mesmo a beira do Heavy Metal em alguns trechos, a história contada também é bem legal, com várias intrigas, e feita de forma genial para combinar com a música.
Um momento que eu estava curioso era o fim da ópera, onde o Valhalla pega fogo, e o diretor conseguiu por meio de efeitos especiais e iluminação criar um verdadeiro inferno dentro do Municipal, realmente fechando a noite com chave de ouro.
Volto a afirmar, se você nunca viu uma ópera ao vivo, deixe de frescura e faça isso, se for uma de Richard Wagner melhor ainda, garanto que no mínimo surpreso você ficará.

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