Bem, pra começar é legal dizer que esse não é um dos discos
mais fáceis que existe para ouvir, se você nunca escutou Doom Metal, ou não
gosta por exemplo de músicas longas e lentas, talvez não seja legal começar por
aqui não.
Eu conheci o Reverend Bizarre através de um podcast que
sempre baixo, e desde então passei a me interessar não só pela banda, mas
também pelo Doom Metal em geral, que tem coisas bem interessantes, antes eu só
escutava Candlemass e Cathedral do estilo.
Como eu disse anteriormente o álbum é bem arrastado, com
excessão somente de "Doomsower", que também é a música mais curta do
play, e algumas partes de "In the Rectory", no mais o que você irá
escutar são músicas bem longas, com riffs repetidos que geram um clima de
hipnose, e sempre letras e clima totalmente denso.
"Burn in Hell!" abre o disco, e logo de cara já se
destaca a fugura do vocalista e baixista Albert Witchfinder, que tem um timbre
de voz que combina perfeitamente com as melodias densas, além de mandar muito
bem nas quatro cordas, com um peso avassalador.
Falando em baixo é somente com ele que começa “In The
Rectory” que como disse antes tem uma das partes tocada uma pouco mais rápido,
mas sem deixar o clima soturno em qualquer momento. "The Hour of
Death" para mim é o destaque do álbum, tem novamente um andamento mais
lento e o vocal dramático de Withfinder faz da música um tema totalmente
agonizante, principalmente quando você vê o que diz a letra, essa música vale o
play.
"Sodoma Sunrise" talvés seja a faixa mais pesada
do álbum, principalmente por conta do timbre ultradistorcido de baixo e
guitarra, seguindo o caminho do play é novamente lenta e conta com um riff que
se repete por bastante tempo, criando um clima hipnótico, bem diferente de “Doomsover”
que como mencionei antes é mais rápida, chegando a lembrar coisas como
Witchfinder General e Black Sabbath, legal notar que o riff lembra também o
clássico “Perfect Strangers” do Deep Purple, mas só lembra um pouco, não é
necessariamente igual.
O play termida da forma mais épica possível com “Cirith
Ungol” e seus mais de vinte minutos de pura viagem e peso, eu diria que para
você entender como é esse álbum é até legal começar por essa música, se curtir
ela com certeza vai curtir o resto sem problemas.
Talvéz você até não curta o Reverend Bizrre na primeira
audição, mas garanto que depois de se acostumar não se arrependerá, pois o som
é muito bom, só não é indicado para ouvir quando se está meio deprê, mas aí já
é outra história.
Ah e a capa vem de uma pintura de Francisco Goya um dos meus
pintores favoritos,e é tão macabra quanto o som da banda.

Tem passagens nesse vocal que lembram o King Diamond. Não com a mesma capacidade e tantos recursos como o King, mas lembra.
ResponderExcluirHumm, não tinha reparado nisso não mas até é verdade mesmo, aliás esse vocalista é muito bom, combina bem com o som da banda
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