Bem primeiro preciso agradecer ao leitor Cléssio aqui do
Blog que me apresentou esse álbum, que por sinal é muito legal, vale a pena uma
conferida.
Às vezes algo que acontece comigo, é o que costuma acontecer
com outras pessoas também, eu imagino, eu fico meio sem procurar coisas novas
para ouvir, e acabo perdendo algumas coisas boas como o Carro Bomba.
Vejamos na virada cultural desse ano eu assisti ao final do
show dos caras e achei bem legal, mas não esperava mesmo que no play fosse tão
bom assim.
Carcaça começa com “Bala Perdida” uma música veloz, que
lembra bastante o que tem feito bandas como Overkill e Anthrax ultimamente,
então temos “Queimando a Largada” sem dúvida uma das melhores do play,
novamente seguindo essa linha mais Thrash.
É impossível não escutar a faixa título e lembrar de
Overkill, principalmente pelo timbre de baixo “estalado”, o que torna sem
dúvida a audição muito agradável, nesse ponto é legal notar como o português
funciona para o Metal, só basta fazer a coisa bem feita, e no quesito letras o
Carro Bomba também está de parabéns, pois se utiliza bastante da ironia para
fazer crítica, gostei bastante.
“Combustível” tem uma levada totalmente Black Sabbath combinando
perfeitamente com a voz de Rogério Fernandes, sem dúvida um dos melhores vocais
do Brasil na atualidade que tem um timbre que lembra muito o mestre Dio.
“O Medo Cala A Cidade” além de ter uma letra bem legal,
também transborda peso para todos os lados, volta a lembrar um pouco coisas
mais Thrash Metal, aqui vemos também a pegada do batera Heitor Shewchenko, que
desce a mão sem dó no kit, aliás, eu diria que a cozinha da banda também é uma
das melhores do Brasil hoje.
A dobradinha “Mondo Plástico” e “Blueshit” é a minha parte
favorita do álbum, ambas tem a letra muito legal, finalmente a segunda e
lembram bastante os últimos trabalhos do mestre Dio e do Heaven and Hell, tem
que ouvir na sequencia as duas juntas não tem jeito.
“Corpo Fechado”, tem uma introdução tão pesada que chega a
lembrar coisas de Death Metal, como Cannibal Corpse, é mais uma que tem a letra
muito legal, com alguns provérbios e figuras de linguagem utilizadas por todos
nós, até o título é uma figura de linguagem totalmente brasileira. E a pancada
segue com “O Foda-se III” mais uma com peso acima da média.
Infelizmente o álbum chega ao fim, porém termina em grande
estilo com “Tortura (Pau Mandado), mais uma que beira o Thrash Metal, e tem um
refrão muito bom para cantar ao vivo.
Enfim o Carro Bomba mostra como dá pra fazer um Metal de
grande nível no país, cantado em português e soando moderno, é um álbum altamente
recomendado, e sem dúvida é um dos melhores álbuns brasileiros que escutei nos
últimos tempos, agora realmente eu quero ver um show ao vivo completo da banda.

Esse álbum é imperdível...
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