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domingo, 28 de outubro de 2012

Savatage – Power Of The Night, 1985



Uma banda que realmente faz falta é o Savatage, tudo bem existe o Jon Oliva’s Pain e o Circle II Circle, que até se parecem, mas nenhuma delas realmente chega a soar como soava a banda norte americana.
Esse álbum é de uma fase não tão popular da banda, então é bem provável que algumas pessoas não o conheçam, é também provável que alguns estranhem o som que se encontra aqui, pois é menos rebuscado comparando com o que a banda começou a fazer a partir do “Gutter Ballet”, mas ambas as fases são muito boas.
O disco começa com a rápida faixa título, e logo a voz inconfundível de Oliva não deixa mentir que se trata do Savatage, bem legal é a sequência com “Unusual” com um refrão fácil de guardar, é uma das mais legais com certeza.
Esse álbum é bem Heavy Metal, porém eu sempre achei que ele tivesse uma veia de Hard Rock, e isso é fácil de ser percebido em “Warrior” e “Necrophilia” que tem um riff que poderia muito bem pertencer ao Scorpions por exemplo.
“Washed Out” volta a pegada mais Metal, com um vocal bem legal de Oliva é perfeita para ser tocada ao vivo e o refrão fica fácil na cabeça também, aliás, falando em refrão o de “Hard For Love” me lembra muito umas músicas da carreira solo do David Lee Roth, esse música por sinal é bem Hard Rock e se não fosse pela voz de Oliva dava fácil para dizer que é do Whitesnake ou do Scorpions, pode até assustar alguns fãs da banda, mas é também um dos pontos fortes do play para mim.
“Fountain Of Youth” é com certeza a faixa que mais lembra as fases recentes do Savatage, tem até um acento épico percebido nas guitarras, mas a porradaria segue novamente com “Skull Session” mais uma veloz.
Uma coisa que eu não acho legal nesse álbum é a duração dele, é bem curto, porém isso era comum na época, mas voltando as músicas “Stuck On You” tem um riff com a cara da banda também, e mais uma grande interpretação de Oliva nos vocais, e quando menos se espera chegamos a faixa derradeira, a semi balada épica “In The Dream” em que para mim o grande destaque é o belo solo de guitarra de Criss Oliva.
Esse pode não ser o melhor álbum do Savatage, e nem um dos mais populares, mas com certeza merece ser ouvido por todo mundo que curte a banda.

domingo, 21 de outubro de 2012

Metallica & Lou Reed – Lulu 2011



 Antes de começar é preciso dizer duas coisas, a primeira delas é que antes de ouvir esse eu álbum eu estava preparado devido às várias críticas negativas que li e ouvi em vários lugares, então de certa forma estava já “armado” para o que viria, além do mais eu ouço umas músicas diferentes de vez em quando, então tudo ok.
A segunda, se você é daquele fã radical do Metallica que acha que a banda acabou depois do Master Of Puppets, por favor, passe longe do álbum, você irá odiar que o vai encontrar aqui, aliás, aconselho até a parar de ler agora mesmo essa resenha, porque por incrível que possa parecer eu gostei do álbum.
Bem, vamos começar pela capa, ela é realmente desanimadora, uma das coisas mais horríveis que já vi na vida, mas até aí, tem outros álbuns com capas péssimas que são bem legais.
Vamos à música, é estranho tentar classificar o que se ouve aqui, o som é bem diferente do tradicional, na maioria do tempo é Lou Reed recitando, exatamente não cantando, mas narrando e recitando, em cima de bases pesadas criadas pelo Metallica.
Confesso que a primeira vez que escutei o play achei na verdade bem engraçado, lógico que não o comparei com os discos do Metallica, e como conheço muito pouco de Lou Reed também não comparei com ele, mas quando se acostuma o álbum é até bem interessante.
Esse não é daqueles discos para ouvir toda hora, para animar uma festa, por exemplo, mas ele tem momentos bem legais como “Pumping Blood”, “Dragon”, “Frustration” e a mais pesada “Mistress Dead” e as musicas eu diria assim mais comuns como “Iced Honey” e “Junior Dead” são as mais fracas, essa ultima que encerra o play poderia, por exemplo, ser mais curta.
Como eu disse antes o disco é bem diferente e experimental, porem não é ruim, e vale a pena uma audição sem preconceitos.
 E sem dúvida as letras do álbum também são bem perturbadoras, vale a pena ler para saber do que se fala.

domingo, 14 de outubro de 2012

Iron Maiden – Fear Of The Dark, 1992.



Bem esse foi o primeiro disco que eu comprei na época em que foi lançado, eu já tinha alguns em casa, mas eram todos mais antigos. Era quase religioso eu voltava da escola e ia escutar esse play, creio que passei uns três meses fazendo isso, aliás, esse álbum por ter as letras das músicas me ajudou bastante também a aprender inglês. E o pior é que já faz vinte anos, hehe.
Mas vamos à música, o álbum começa com a maravilhosa “Be Quick Or Be Dead”, simplesmente uma das melhores músicas da banda em todos os tempos, que deveria ser mais lembrada nos set-lists. A seguir “From Here To Eternity”, é uma música que lembra o álbum anterior “No Prayer For The Dying”
Até hoje o riff de “Afraid To Shoot Strangers” me arrepia, além do mais a música tem uma letra bem legal para refletir, sem dúvida é um dos pontos álbuns do álbum, o mesmo se pode dizer de “Fear Is The Key” com mudanças de andamento e uma interpretação memorável do grande Bruce Dickinson.
“Childhood’s End” tem um refrão bem fácil e tem também um riff bem legal, então surge a balada “Wasting Love”, que acabou fazendo grande sucesso, mas não está entre as melhores do play.
“The Fugitive” é outra música bem típica da banda, com outro refrão bem legal, poderia tranquilamente também estar no set list, pelo menos daquela tour que promoveu o disco. Já “Chains Of Misery” é mais cadenciada e novamente o refrão fica na cabeça facinho.
A música mais diferente desse álbum, e provavelmente uma das mais diferentes da banda é “The Apparition” tem uma letra enorme e diferente das músicas da banda não tem refrão, mas nem por isso deixa de ser uma música ruim, mas a coisa fica legal com “Judas Be My Guide”, aliás, fica muito legal, até hoje, por exemplo, não entendo como essa música não virou single, para mim é um dos grandes destaques do play, e uma daquelas que eu gostaria muito de ouvir ao vivo.
“Weekend Warrior” também lembra algumas coisas feitas no álbum anterior, novamente têm destaque pelo refrão, e no final temos a faixa título, sem dúvida a música que mais fez sucesso no álbum, embora também não esteja entre as minhas favoritas, mas tenho que assumir que ao vivo ele cresce bastante, principalmente aquela versão clássica gravada em Helsinque.
“Fear Of The Dark” pode até não ser o melhor álbum do Maiden, mas não tem como dizer que ele mudou bastante minha vida, e mesmo hoje após vinte anos da primeira audição é ainda bem legal escutar ele de ponta a ponta, no vinil então fica mais legal ainda.

domingo, 7 de outubro de 2012

Rush – Clockwork Angels, 2012.



Bem aí está outra das minhas bandas favoritas, essa é uma das top 5 com certeza, então você que está lendo já sabe que é meio complicado resenhar um álbum deles, mas vamos lá.
Estava ansioso para ouvir esse disco, pois todas as resenhas eram positivas, o que é até estranho em se tratando de Rush, já que o pessoal costuma descer a lenha neles.
Ouvi várias pessoas dizendo que é o melhor álbum deles em mais de trinta anos, mas bem vamos a minha opinião, ele é superior ao fraco (para os padrões do Rush lógico) “Snakes And Arrows”, mas é inferior ao “Vapor Trails”, play eu adoro e para mim é um dos melhores da carreira da banda.
O álbum inteiro é bem legal, realmente não consegui achar uma música um ponto fraco, por exemplo, talvez BU2B2, mas isso só porque ela é bem curta, tem menos de dois minutos.
A bolacha tem algumas músicas que lembram o Rush pesado de “Vapor Trails” e “Counterparts” como “Caravan” “BU2B” e “Headlong Flight”. Tem faixas com refrão fácil como “Seven Cities Of Gold” (que puta som de baixo), “The Wreckers” e “Wish Them Well” que com certeza vão funcionar muito bem ao vivo.
Mas sinceramente o que achei mais legal no álbum é o resgate das raízes progressivas da banda, não estamos diante de um novo “Hemispheres”, por exemplo, mas vários elementos lembram essa parte da carreira da banda e várias músicas, como a faixa título, “The Garden” e “The Anarchist” essa sem dúvida uma das mais legais.
No geral o disco vai agradar bastante quem gosta de Rush, e com certeza vai entrar para o meu playlist com bastante frequência pelo jeito.