Antes de começar é preciso dizer duas coisas, a primeira
delas é que antes de ouvir esse eu álbum eu estava preparado devido às várias
críticas negativas que li e ouvi em vários lugares, então de certa forma estava
já “armado” para o que viria, além do mais eu ouço umas músicas diferentes de
vez em quando, então tudo ok.
A segunda, se você é daquele fã radical do Metallica que
acha que a banda acabou depois do Master Of Puppets, por favor, passe longe do
álbum, você irá odiar que o vai encontrar aqui, aliás, aconselho até a parar de
ler agora mesmo essa resenha, porque por incrível que possa parecer eu gostei
do álbum.
Bem, vamos começar pela capa, ela é realmente desanimadora,
uma das coisas mais horríveis que já vi na vida, mas até aí, tem outros álbuns
com capas péssimas que são bem legais.
Vamos à música, é estranho tentar classificar o que se ouve
aqui, o som é bem diferente do tradicional, na maioria do tempo é Lou Reed
recitando, exatamente não cantando, mas narrando e recitando, em cima de bases
pesadas criadas pelo Metallica.
Confesso que a primeira vez que escutei o play achei na
verdade bem engraçado, lógico que não o comparei com os discos do Metallica, e
como conheço muito pouco de Lou Reed também não comparei com ele, mas quando se
acostuma o álbum é até bem interessante.
Esse não é daqueles discos para ouvir toda hora, para animar
uma festa, por exemplo, mas ele tem momentos bem legais como “Pumping Blood”, “Dragon”,
“Frustration” e a mais pesada “Mistress Dead” e as musicas eu diria assim mais
comuns como “Iced Honey” e “Junior Dead” são as mais fracas, essa ultima que
encerra o play poderia, por exemplo, ser mais curta.
Como eu disse antes o disco é bem diferente e experimental,
porem não é ruim, e vale a pena uma audição sem preconceitos.
E sem dúvida as letras do álbum também são bem perturbadoras, vale a pena ler para saber do que se fala.

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