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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Anvil & Primal Fear - Carioca Clube, São Paulo 27/02/2011


No princípio esse seria um show somente do Primal Fear, e confesso que não estava muito animado para assistir devido a outros shows que aconteceriam na cidade, esse ano temos vários shows e realmente falta grana para ir em todos, então é necessária uma pré seleção mesmo.
Quando foi anunciado o Anvil não tive dúvidas, no dia seguinte comprei o ingresse, afinal já fazia bastante tempo que eu estava a fim de ver a banda ao vivo, e imaginei que seria meio difícil a vinda deles para cá, por infelizmente não serem uma banda tão popular, mas bem ingresso comprado era hora de esperar o show.
Eu até gosto do Primal Fear, principalmente em seus álbuns mais antigos, como o primeiro que para mim é perfeito e o Nuclear Fire, que merece uma audição sempre, mas a minha vontade aquele dia era mesmo de assistir o Anvil, mas poxa comprei um ingresso e ganhei dois shows, poderia acontecer mais vezes.
Chegou o dia, um domingão e lá estava eu todo animado, quando desaba uma chuva torrencial na cidade, fiquei preocupado inclusive com um possível cancelamento, uma vez que choveu demais mesmo a ponto de atrasar o jogo do verdão que aconteceria aquele dia. Aliás minha programação foi para o saco, pois eu havia planejado sair após a partida, e tive que sair durante ela.
Eram seis da tarde quando a chuva deu uma diminuída, hora de ir embora, peguei meu tocador de arquivos digitais e coloquei na função rádio para continuar ouvindo a partida, que por sinal o Verdão perdia.
Peguei o ônibus vazio, e desci no Largo da Batata, próximo ao Carioca clube onde aconteceria o show, quando percebi algo que me deixou preocupado, várias ruas estavam sem energia elétrica, seria o show cancelado?
Cheguei a porta do Carioca e mais preocupação, o local ainda não estava aberto, e pelo horário já deveria estar, mas pelo menos havia energia, o que aliviava a situação.
Fiquei um tempo na fila escutando o jogo e tomando chuva, por sorte estava com uma capa velha, que antes de entrar até joguei no lixo. O Verdão continuava perdendo apesar de dominar o jogo, até quando saiu o gol de empate, marcado por Adriano Michael Jackson, eu deu um grito para comemorar que acabou assustando uns bolhas que estavam na minha frente na fila, e parecia combinado pois assim que a partida acabou os portões do Carioca foram abertos para nossa entrada.
Entrei no local que estava meio vazio e fiquei trocando ideia com um velha guarda, que estava levando os filhos para o show, fiquei feliz com a atitude dele, embora preocupado pois segundo ele havia deixado de pagar a pensão para comprar os ingressos, e nesse país sabe como é... deixou pensão é cadeia, matar não, roubar não, mas deixar a pensão é cadeia, mas bem deixa isso pra lá, o legal é que o cara era gente fina.
Com um atraso as luzes finalmente se apagaram e as cortinas se abriram e lá estavam Glenn Five, Rob Reiner e a figuraça do Lips, que por sinal inicia o show indo para a frente do palco e falando dentro de sua Flying V , começava o massacre com a clássica March Of The Crabs.
Som com grande qualidade, plateia e bandas animadas e agitando bastante o show segue com outro clássico do álbum Metal On Metal (obra prima), dessa vez 666.
Lips então visivelmente emocionado troca algumas palavras com a plateia e emenda School Love, fazendo o Carioca quase vir abaixo, era nítido como a banda curtia estar tocando ali, e nessa faixa todos agitaram demais.
Chega a vez de Winged Assasins do clássico Forged In Fire, e Lips dá suas famosas desafinadas, mas afinal quem se importa com isso? O cara agita bastante e toca e canta com amor, coisa qe devia acontecer com todos os músicos de todos os estilos musicais, aliás ver Lips e o resto da banda tocando é entender o que significa o termo Heavy Metal, sem dúvida alguma.
This is Thirteen é mais lenta, mas mesmo assim não não deixou a peteca cair, nessa música comecei a perceber como o baixista Glenn Five toca muito ao vivo, sem dar descanso os primeiro acordes de Mothra trazem novamente o Carioca Clube abaixo, durante a música o já conhecido e hilário solo de guitarra de Lips usando um vibrador como slide.
A sabbatica Thumb Hang foi justamente dedicada ao mestre Dio, e bem recebida pelo público que agitou bastante e cantou o refrão junto com a banda.
Um grande surpresa para mim foi a banda ter colocado no set a instrumental White Rhino do álbum Still Going Strong, a música ficou bem legal ao vivo, servindo para Rob demosntrar toda sua técnica em um curto solo de bateria, antes da música Lips ainda fez umas graças ao trocar de guitarra, o cara é simplesmente o dono do palco e agita demais.
Chegou um dos momentos mais esperados por mim, quando Lips anunciou que seria tocada uma faixa de terceiro álbum da banda, era o momento de uma das melhores músicas já escritas na humanidade, Forged In Fire, simplesmente perdi a voz nesse momento cantando junto, só ela valeria todo o show.
A plateia estava em êxtase, bem pelo menos os fãs do Anvil, alguns fãs do Primal Fear ficavam quietos, outros agitavam, mas tudo corria em paz, exceto por alguns bêbados que ficavam xingando o Primal Fear, mas nada de mais grave.
O show segue com mais um clássico, dessa vez Mad Dog, que foi emendada com o hino máximo Metal On Metal, eu continuo achando que quem nunca ouviu essa música não sabe o que é Heavy Metal, e ouvir ao vivo é uma sensação sem igual, um grande final.
Pena que o show tenha sido bem curto, e eles tenham deixado vários álbuns de fora, como o Pound For Pound, mas tudo bem, foi maravilhoso mesmo assim.
Poxa depois desse grande show, eu não sabia o que esperar do Primal Fear, seria difícil superar a performance do Anvil, mas como eu estava lá, o ideal era curtir mais essa grande banda.


Com um intervalo relativamente longo as luzes se apagam e começa a introdução curta, log lá estava o Primal Fear no palco com Sign Of Fear, ementada com as clássicas Chainbreaker a Batalions Of Hate do primeiro álbum, já fiquei bem animado com o começo.
Eu havia assistido o Primal Fear em 1999, e como a banda evoluiu, era outra no palco, bem mais segura e coesa, isso era nítido, pelo menos o começo do show me deixaria arrependido de não ter ido.
Os primeiros acordes de Rollercoaster trazem de novo a casa abaixo, grande música e grande participação do público, mais uma vez a banda estava bem animada com receptividade de todos, e agitava sem parar.
Seven Seals foi cantada em uníssono pela plateia e nela dá pra perceber como canta o Ralf Scheepers, e além de cantar muito interpreta a música e tem grande simpatia e presença de palco.
A veloz Nuclear Fire voltou a incendiar a audiência, que não parou também em Six Times Dead (16.6) uma faixa do bom último disco da banda.
O solo de bateria deu uma esfriada no público, apesar da grande técnica de Randy Black, mas assim que a banda voltou com Blood On Your Hands o local voltou a ficar animado.
A longa Fighting The Darkness, embora tenha agradado a vários fãs, deu novamente uma esfriada no show, foi o momento mais fraco, mesmo assim não pode ser considerado ruim, por sorte Riding The Eagle novamente fez todos agitarem.
O clássico Final Embrace anunciava que o show estava perto do fim, e banda sai do palco após que Metal Is Forever, que não teve tanto impacto tocada ao vivo quanto a versão de estúdio, mas mesmo assim foi muito bem recebida.
No bis Angel In Black e a clássica Running With The Dust, esse show que me surpreendeu bastante pela grande qualidade, valeu totalmente a pena ter ido, e pude assistir dois belos shows pelo preço de um, e ainda tive sorte de não estar mais chovendo na hora de ir embora, deu para pegar um ônibus sossegado e voltar para cara, para trabalhar no dia seguinte.

Um comentário:

  1. Esse show foi foda, mas o Primal Fear foi melhor eu não conhecia o anvil mas gostei também.

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