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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Virada Cultural, São Paulo 16 e 17/04 2011.


Vamos lá, se alguém não conhece a Virada Cultural é um evento anual realizado pela prefeitura da cidade de São Paulo, onde por vinte quatro horas vários atrações artísticas, principalmente musicais são oferecidas em palcos espalhados pela cidade( grande maioria no centro) gratuitamente para a população. Grande iniciativa com vários pontos positivos e alguns negativos, mas no geral um evento legal de presenciar.
Bem eu poderia começar esse texto escrevendo sobre quem não apareceu no local combinado comigo, e no horário combinado, mas deixa isso para lá, iria desviar os texto para outro lado e somente irritar o leitor, pelo menos das pessoas que combinaram uma apareceu, o Jefferson.
Eu já saí de casa com um planejamento, esse tipo de evento é melhor aproveitado dessa maneira, como são várias atrações ocorrendo ao mesmo tempo, você corre o risco de ficar andando de um lado para o outro e não assistir nada.
Chegamos na Praça Júlio Prestes pouco antes das vinte e duas horas, onde aconteceria a apresentação da Irmandade Do Blues junto com Lary MacCray.
Pontualmente a banda sobe ao palco, com um ótimo som e iluminação e um telão bem legal que fazia mesmo que estava longe do palco assistir sem problemas, ponto positivo para a organização. A banda competentíssima, com figuras carimbadas do Blues/Rock nacional entrou jogando para galera , com clássicos como Rock And Roll, Highway 49, Mercedez Bens e Boom Boom do mestre John Lee Hooker, bem azar de quem não compareceu, mas esse começo já valeu a ida ao evento.
Após essas músicas entre em cena o convidado Larry MacCray, que na aparência física lembra bastante o Tim Maia, mas no estilo de tocar nos remete à mestres como BB King e Albert King, além de em alguns momentos soar como o Blues moderno de Robert Cray.
Com solos inspirados repletos de feeling MacCray mandou ver em clássicos como Blues Is My Bussines e Soul Shine, agradando a grande maioria dos presentes, no final I Got The Blues fechou com chave de ouro a grande apresentação.
Hora de me dirigir ao palco da Estação Da Luz, bem próximo, mas sem antes me hidratar com um isotônico, afinal estava calor demais e além do mais eu já havia tomado várias doses de gin, que me fizeram perder um pouco de líquido, hidratado lá estava eu pronto para assistir ao Sepultura uma das minhas bandas favoritas com a Orquestra Experimental De Repertório, simplesmente não sabia o que imaginar.
Chegando ao local reparei que esse palco não tinha telão, dessa vez ponto negativo para a produção, uma vez que eu também estava bem longe do palco, e lá o som também não tinha a mesma potência, felizmente isso acabou interferindo pouco na diversão.
Mais uma vez pontualmente a orquestra entra em cena com uma introdução do mestre dos mestres Richard Wagner, pai do Heavy Metal, Die Meistersinger Von Nürnberg act 1, seguida pela aguardada Valtio, que soou bem diferente da versão original mas mesmo assim muito interessante.
Nesse momento somente entre o Sepultura no palco, já detonando com Inquisition Symphony, confesso que fiquei emocionado, pois nunca imaginei ouvir essa música ao vivo, ainda mais assim acompanhada por uma competente orquestra.
Uma introdução de cello deu as boas vindas ao clássico Refuse/Resist, muito bem recebida pelo público, que pena pareceu não reconhecer City of Dis, e principalmente The Ways Of Faith, do subestimado e para mim maravilhoso álbum Nation, essa era outra que nunca imaginava conferir ao vivo, mas que já valeria a ida ao concerto.
Kaiowas voltou a agitar o público, sendo na minha opinião a melhor da noite, e a orquestra encaixou direitinho, na sequência a esperada Ludwig Van, que também animou a plateia por conter trechos da obra de Beethoven.
No encerramento Roots Blood Roots foi como sempre bem recebida pelo público que agitou bastante, e para encerrar a infelizmente curta apresentação a banda tocou novamente Refuse/Resist, ficou um gosto de quero mais, mas a apresentação foi certeira.
Depois do Sepultura o Jefferson resolveu ir embora e fui sozinho assistir ao Misfits, cheguei meio hora antes Praça Júlio Prestes e pude perceber que o local estava bem lotado agora, diferente do show da Irmandade.
O clima deu uma esfriada pois quem foi passar o som do microfone foi o próprio Jerry Only, não tinham um roadie para isso?
Bem, antes do show foi legal ver o Zé Do Caixão sobrevoando o público em um caixão suspenso por cabos de aço, no mínimo inesperado.
Mais um vez pontualmente as duas da manhã o Misfits entram no palco. Um dos pontos fortes da banda sempre foi o visual, porém pareciam estar relaxados quando a isso, e logo era notado que Dez Cadena não combina em nada com a banda, e sinceramente Jerry Only é só um quebra galho como vocalista, deixando muito a desejar, principalmente nas músicas mais antigas.
Tudo bem que o punk seja um estilo despojado, mas não sei se por conta do som embolado, ou pela voz de Only, mas parecia que a banda estava mal ensaiada, atropelando na execução das músicas, tanto que foi difícil reconhecer a abertura com Halloween e Earth A.D.
O público era um show a parte, com agitação sem limites, incluindo invasões de palco e pessoas subindo na estruturas laterais do palco, e também em um “globo da morte” localizado na praça, e o mais legal era ver que na plateia existiam vários fãs reais da banda que cantavam todas as músicas, pena que no palco a coisa não andava muito bem.
Os vocais falhavam a todo momento, e as músicas eram tocadas de forma atropelada, mesmo assim mesmo a banda deixando de fora algumas de minhas músicas favoritas como London Dungeon, Hollywood Babylon e Last Caress, o show teve bons momentos como Horror Business, Teenagers From Mars e a melhor de todas Skulls, que soou bem legal ao vivo, no final Die, Die, My Darling encerrou de forma meio atropelada a apresentação.
Hora de ir para casa, mas antes tomar uma cervejinha no bar, e esperar que no ano que vem a organização do evento pense um pouquinho mais no Heavy Metal, colocando mais bandas do estilo na escalação do festival.

Um comentário:

  1. Cara curti o sepultura, mas o misfits foi o melhor, mas você devia ter visto o voodo zombies que foi loko

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