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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Saxon - HSBC Brasil, São Paulo 22/10/2011


Demorou bastante para que eu pudesse ver novamente ao show de uma das minhas bandas favoritas sempre, o Saxon, mas realmente pelo show valeu muito a pena, tudo bem, não foi tão memorável como aquelas apresentações no antigo Palace, mas foi um concerto digno de nota 10.
Durante a semana eu estive meio donte, fiquei até receoso em perder o show, mas tomando a medicação e não abusando, eu resolvi arriscar assim mesmo, o ruim seria ficar o tempo todo sem beber nada.
Peguei o trem, e logo estava na estação próxima ao local do show, teria um trajeto de cerca de quinze minutos até a casa de shows, e confesso que foi difícil esse caminho, visto que eu estava tossindo bastante e sentindo falta de ar, mas vamos lá, qualquer coisa eu ficaria mais quieto e curtindo o show do fundo, mas não dava mesmo para perder a oportunidade.
Cheguei na casa e encontrei o local até bem vazio, e já faltava meio hora para o show, nos arredores também não notei muita gente, o público até melhorou um pouco mas a casa acabou não enchendo, para quem não viu perdeu um grande show, repito novamente.
Um coisa que não entendi nesse show foi a “pista Vip”, ok até concordo com isso em outros shows, de outros estilos musicais, ou mesmo de Metal, mas em locais abertos, nunca em uma casa de shows pequena, mas o que se pode fazer? Não fiquei tão perto do palco, mas acabei vendo o show de boa, aliás era a primeira vez que visitava a casa e gostei bastante, não fica longe da estação de trem, e o interior é bem confortável possibilitando uma visão legal para todos, inclusive com telões dos lados do palco, somente fica essa ressalva contra o setor pista vip em shows de Metal de pequeno porte.
Pontualmente, dez da noite as luzes se apagam e começa a introdução, que para ser sincero foi um saco, pois é meio longa demais, após essa ansiedade inicial heis que surge o grande Saxon no palco com a nova “Hammer Of The Gods” que contou com boa participação da plateia, mas nada parecido com o que viria a seguir com o clássico “Heavy Metal Thunder”, realmente poucas bandas podem se dar ao luxo de queimar um clássico como esse logo no início do show.
“Never Surrender” mantém o público em êxtase cantando cada estrofe a plenos pulmões, realmente algo que é difícil acontecer em outros estilos que não o Metal. Na sequência “Chansing The Bullet” serviu de descanso para a casa voltar a se incendiar em “Motorcycle Man” onde cheguei a ver um cara chorando do meu lado.
“Back in 79” foi mais uma das novas bem recebida pelo público, que cantou bastante o refrão, foi então que veio mais um grande clássico “And The Bands Played On” uma das minhas favoritas, que mais uma vez soou maravilhosa ao vivo.
Após esse furacão o show estranhamente deu uma desanimada, foram tocadas “Mists Of Avalon”, “Demon Sweeney Todd” e “Call To Arms”, na sequência, foi meio um balde de água fria, principalmente as duas baladas do novo álbum, de onde podiam ser executadas outras músicas mais legais, mas tudo bem, deu um tempo para descansar o pescoço.
Quando os primeiros acordes de “Dallas 1pm” soaram parecia que o show tinha começado novamente, tamanha a animação do pessoal, e não era para menos vista a qualidade desse grande clássico do Metal. “Rock And Roll Gypsy” foi uma das melhores da noite principalmente porque eu nunca havia escutado essa música ao vivo, ela também está entre as minhas favoritas da banda.
“Rock The Nations” foi a grande supresa da noite, sendo muito bem recebida pelo público foi um grande destaque, idem a sequência com “Battle Cry” do mesmo álbum.
“When Doomsday Comes (Hybrid Theory), com seu riff bem parecido com “Perfect Strangers” do Deep Purple agradou bem o pessoal, e soou como um das melhores do novo álbum, foi então a vez de “Denim And Leather” quase derrubar a casa, foi lindo ver todos cantando e agitando bastante nesse clássico.
Falando em clássico foi outra surpresa a execução de “20.000ft” em uma versão rápida e arrasadora, abrindo espaço para o hino “Wheels Of Steel”, que imagino que deva ter o refrão cantado até por quem estava do lado de fora da casa.
Uma rápida saída e Paul Quinn, retorna ao palco e começam os primeiros acordes de “Cruzader”, não precisa dizer qual foi a reação do público, aliás é mágico escutar essa música ao vivo e ver Nigel Glocker na bateria com seu óculos escuros, e Paul detonando em um dos melhores solos da história da música, voltei a ter dezesseis anos nesse momento,a essa altura acho que eu já estava até curado da infecção pulmonar, visto que estava cantando junto sem tossir e agitando feito um louco.
Mais um momento para cantar junto foi “747 Strangers In The Night” maravilhosa ver~soa ao vivo.
Mais um saída do palco e dessa vez Doug Scarratt retorna ao palco e pós um breve solo inicia o clássico riff do hino “Power And The Glory”, mais uma vez a loucura toma conta do local, impossível ficar parado e não agitar e cantar junto. Quando Biff Byfford anuncia que tocaraim uma música que não haviam tocado em tours na América do Sul antes, imaginei o que poderia ser, e para minha surpresa veio “Ride Like The Wind”, que ficou muito legal ao vivo, me fazendo lembrar de quando ouvia o “Greatest Hits Live” quase todo dia, momento mágico também.
Bem eu sabia que o show estava acabando, e até podia ter acabado naquele momento, mas ainda faltava pelo menos mais uma música que não poderia ser esquecida. A banda sai do palco novamente, e dessa vez quem retorna sozinho para um curto solo é Nibbs Carter, que por sinal é um grande baixista e agita sem parar durante o show todo, foi então executada “Strong Arm Of The Law” clássico do álbum de mesmo nome. Sem grandes pausas começam os primeiros acordes da maravilhosa “Princess Of The Night”, uma das minhas músicas favoritas, não só da banda, mas do geral, é simplesmente indescritível ouvir isso ao vivo, somente ela já valeria o ingresso, um grande encerramento para duas horas de puro Metal, com uma das maiores bandas da história, espero que não demore tanto para ver eles novamente.

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