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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Karnak – Sesc Belenzinho, São Paulo 26/11/2011


Fazia bastante tempo que eu não assistia a um show do Karnak, na realidade eu havia assistido somente uma vez, e confesso que achei bem legal, porém agora seria um pouco diferente pois a banda estaria tocando na íntegra o álbum “Estamos adorando Tokio”.
É incrível, mas não consigo pensar em Karnak, sem pensar no Divera, ex-baterista da banda que toquei, o cara é muito fã da banda e vivia cantando as músicas, até por isso acabei curioso para ouvir o trabalho da banda, e me tornei fã também.
Durante à tarde do sábado choveu bastante, o que não é nunca bom para usar o transporte coletivo, mas por sorte na hora em que me programei para ir ao Sesc a chuva deu um tempo, mesmo assim levei a capa de chuva para qualquer imprevisto, a expectativa era boa, e por incrível que pareça consegui pegar o Metrô vazio com destino a zone leste de São Paulo, coisa que para quem conhece é muito rara de acontecer.
Cheguei ao local, e já havia bastante pessoas por lá, aliás que lugar estranho, trata-se de um restaurante, bem o nome é até comedoria, com mesas, e pessoas comendo, sinceramente não é o melhor dos lugares para se ver um show, porém pelo menos havia um local na frente do palco onde dava para ficar em pé e ver o show sem problemas, mas que é estranho assistir shows jantando isso é.
Peguei uma cerveja, que por sinal tem um preço justo, e fui para frente do palco, onde quase pontualmente o Karnak entra, com “Abertura Russa”, introdução do álbum “Estamos Adorando Tokio”, conforme o combinado.
Na sequencia “Juvenar” já levantou a plateia, que conhecia todas as músicas e cantava junto, o que é sempre legal em um show, legal também eram as explicações de André Abujamra sobre as composições, com histórias bem hilariantes por trás dos títulos e “causos” sobre as composições. As piadas dos integrantes são legais também, mas provavelmente para quem já assistiu mais de uma vez a banda perdem um pouco a graça, pois são quase sempre as mesmas, mas isso em nada diminui a grande qualidade da música do Karnak, que faz um estilo bem difícil de descrever, e todos os integrantes dominam totalmente seus instrumentos, qualidade e bom humor são as marcas da banda.
O show continua com “Estamos Adorando Tokio” uma das melhores da noite e “Mó Muntueira” tocada com perfeição e muito bem recebida pelo público.
“3 Aliens in L.A” é uma das minhas músicas favoritas da banda, e realmente não decepciona ao vivo, mais uma vez vale destacar a grande qualidade dos músicos, no caso dessa música em especial o baixista Sérgio Bartolo. Falando em não decepcionar “Sósereiseuseforsó/nuvem passageira” é para mim a música mais fraca do álbum, porém ao vivo ficou bem interessante, principalmente pela execução magistral por parte do baterista Kuki Stolarski.
“Iosef” com boa participação do público novamente e “We Need Nothing” foram tocadas também de maneira muito correta, abrindo espaço para a pesada “Mediócritas” que ao vivo soou também bem melhor que a versão em estúdio.
Em “Zoo” Abujamra abandou a guitarra por um tempo e cantou fazendo pose de gorila, em uma música que tem a letra bem legal, mesmo sendo muito simples, foi a vez então de “Depois da Chuva” que mais uma vez agradou a todos os presentes.
A calma “ninguepomaquyde” teve novamente um show por parte de Bartolo, que fazia várias piadas com os integrantes dizendo que não era valorizado como baixista, logicamente tudo servia só para descontrair mesmo, falando em descontração uma música que me surpreendeu nessa noite foi “Maria Inês”, que soou bem mais pesada que a versão de estúdio.
A última música do álbum foi apresentada “Feio/Bonito”, que é uma música com cara do Karnak, já que é impossível definir qual o estilo dela, porém não se engane, pois foi um dos pontos altos do show, me surpreendendo bastante.
A banda sai do palco e resolve voltar para um bis, agora com músicas de outros álbuns, a primeira foi “O Mundo” do primeiro álbum da banda, cantada por todos os presentes,e abrindo espaço para a melhor da noite, e para mim até uma surpresa “Comendo Uva Na Chuva” em uma versão muito melhor que aquela tocada no primeiro álbum da banda.
“Alma Não Tem Cor” é talvez a música mais famosa da banda, desnecessário dizer que foi muito bem recebida por todos os presentes, no final ainda foi emendada com a divertida “Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai”, outra daquelas que só o Karnak poderia compor.
Mais uma vez a banda sai do palco, e atendendo aos pedidos retorna com “Eu Tô Voando”, que fecha a noite, em um show que foi bem divertido.

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