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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Marillion - Fugazi, 1984
Falar em Rock Progressivo causa verdadeiro pavor em algumas pessoas, se o assunto for Marillion então pode multiplicar isso por dez.
Vejamos bem o Marillion banda inglesa, é uma daquelas bandas que consegue ser assunto, geralmente muito bem, ou muito mal falada, difícil existir um meio termo. Pois bem, devo assumir que a princípio quando ouvi a banda pela primeira não gostei, achei muito pop, mas depois de um tempo, e escutando alguns álbuns me acostumei com o som da banda, que acho bem legal e criativa, principalmente em sua primeira fase.
Eu diria que tempo é mesmo a palavra perfeita para o Marillion, essa é daquelas bandas, e principalmente com esse álbum que é difícil gostar logo de cara, você tem que ir se acostumando e entendendo todas as nuances da coisa, mas no final garanto que a viagem vale muito a pena, esse é um play de grande qualidade e merece ser ouvido por todos os apreciadores de uma música de qualidade.
Tudo começa com “Assassing”, que tem uma introdução com toques instrumentais e logo desaba em uma viagem de sete minutos, por variações rítmicas e uma grande interpretação do vocalista Fish, sem dúvida o grande destaque da banda.
“Punch And Judy” tem uma pegada mais pop, onde é possível notar a qualidade do baterista Ian Mosley, recém chegado a banda naquele álbum, exibe aqui um belo cartão de visitas, com uma levada de muito bom gosto.
“Jigsaw” também tem quase sete minutos de duração, começa lenta e explode no refrão, com uma interpretação magnífica de Fish, que aqui tem um timbre muito parecido com Phil Collins. Belo também é o melódico solo de guitarra dessa música, um dos melhores do álbum.
“Emerald Lies” é uma típica faixa progressiva, bem característica da banda, nessa o destaque fica logo por conta de uma linha criativa de baixo, e das variações, que vão da suavidade ao peso, quando menos se espera, uma música que após se acostumar é difícil esquecer.
O álbum segue em frente com uma obra prima chamada “She Chamaleon”, com seu início dramático a música praticamente hipnotiza o ouvinte com um teclado que me lembra coisas de Alice Cooper antigo, novamente temos um show de Fish aqui, que mostra que canta muito, e mais que isso interpreta cada frase da música, o solo de teclado mesmo curto também é bem interessante.
“Incubus” é também uma faixa dramática e longa, que leva as variações rítmicas da banda ao extremo, mas estranhamente em nenhum momento deixa de ter um acento pop, é a introdução perfeita para a obra prima que é a faixa título, com seus mais de oito minutos de duração é daquelas músicas que deveriam ser ouvidas por todos, pelo menos uma vez na vida, a criatividade é intensa, e a cada momento surge algo novo na faixa, que em certo momento chega a soar teatral tamanha dramaticidade e qualidade da interpretação de Fish, peso, melodia, drama, clima de mistério e qualidades técnicas individuais podem ser facilmente conferidas aqui, é até difícil descrever, tem que ouvir.
Outro detalhe que não tem como passar despercebido é essa capa, muito legal e macabra ao mesmo tempo.
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