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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Rob Mazurek Skull Session – Sesc Pinheiros, São Paulo 13/11/2011


Um dia depois de assistir ao show do Ringo Starr, eu pude conferir essa apresentação do trompetista norte americano Rob Mazurek, fazendo uma homenagem a parte elétrica da carreira do grande Miles Davis.
Sai de casa até um pouco tarde, por conta da ameaça de chuva, no caminho tive até que dar uma corridinha para não me atrasar visto que o show começaria às seis da tarde, mas acabou dando tudo certo, mesmo tendo chegado transpirando bastante cheguei com quinze minutos de antecedência, tempo suficiente para dar uma esfriada no banheiro e me dirigir ao meu lugar no luxuoso teatro do Sesc Pinheiros.
Logo de cara notei que o local estava vazio, tanto no teatro quanto no salão, e como faltava pouco tempo para o início do show, não era difícil imaginar que o público não seria dos maiores, uma pena, pois perderam um belo show, em um local confortável e com preço acessível, mas cada um tem seus gostos e sabe o que faz, também é preciso observar que estávamos quase em véspera de feriado, e com grande ameaça de chuva, mas mesmo assim o espetáculo merecia um público maior, observando creio que só metade das poltronas estavam ocupadas.
Com um pequeno atraso a banda surge no palco, com um baterista, um tocador de vibrafone, uma flautista, um saxofonista que tocava rabeca também, um percussionista que tocava cavaquinho, um guitarrista que operava uma espécie de sampler e um tecladista, ou seja, uma formação nada usual.
Infelizmente preciso afirmar que não conhecia as músicas apresentadas, mas isso de maneira alguma faz com que eu não me divirta, o que não se deve fazer nesse caso é ficar parado, o ideal é entrar no clima na apresentação, e o primeiro tema já foi surpreendente, alternando vários andamentos durou cerca de quarenta minutos, com Mazurek sempre concentrado, em certas horas parecia estar em transe.
O show segue e era legal observar cada músico, a intensidade do vibrafone que por vezes era responsável pela melodia das músicas, os climas criados pela guitarra e teclado, a precisão do baterista e o tempero dado pela rabeca, tudo era bastante impressionante, é até difícil descrever como era a música, mas era muito boa e hipnótica, tudo isso com o trompete por vezes melódico e por vezes dissonante de Mazurek, que parecia sentir cada nota executada.
Realmente não é um som fácil, tem muitas nuances nas músicas que precisam de atenção, mas quando se acostuma é sem dúvida nenhuma uma grande sensação, vale a pena conferir quem tiver a oportunidade.

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