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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Ringo Starr All Star band – Credicard Hall, São Paulo 12/11/2011
Realmente não é sempre que se tem a oportunidade de ver um Beatle ao vivo, ainda mais agora que só restaram dois vivos, então foi com grande expectativa que comprei o ingresso para esse show do Ringo Starr, mesmo sabendo que o repertório da banda não seria baseado na carreira da banda de Liverpool.
Bem comprei o ingresso no primeiro dia imaginando que iria terminar rápido, engano, pois apesar de esgotados os ingressos permaneceram por bastante tempo disponíveis, diferente do que ocorreu com o show do Paul McCartney, por exemplo, em que os ingressos terminaram em algumas horas, e eu fiquei sem poder ir.
O céu de São Paulo estava ameaçador, nuvens negras anunciavam uma possível tempestade, então já saí de casa co uma capa de chuva, aguardando pela água, que felizmente não apareceu pelo menos até que eu chegasse ao local do show.
Tomei o ônibus em direção ao terminal Santo Amaro, e na Avenida Paulista o motorista do coletivo começa a discutir com um taxista por conta de uma fechada, foi até engraçada a situação, já que grande parte dos passageiros passaram a xingar o taxista, por sorte as coisas ficaram só na discussão mesmo, eu não podia me atrasar.
Mesmo em um sábado, com feriado prolongado à frente o ônibus estava lotado, e demorei para achar um lugar para sentar, quando encontrei tive a companhia de um babão, que além de escorar no meu ombro para dormir ainda salivava mais que um cachorro cansado, bem por sorte o cara desceu antes do terminal, senão chegaria ao local molhado, mas não de chuva, e sim de baba.
Fazia bastante tempo que não ia ao Credicard Hall de ônibus, mas por sorte me lembrava bem do caminho, que não é longo, cerca de quinze minutos andando somente. Logo eu estava à frente da casa de shows, e me deparei com uma fila enorme, porém organizada e rápida, e cerca de dez minutos eu já estava dentro do recinto. Legal foi reparar a variedade do público, desde pré adolescentes até senhores de cerca de setenta anos, por aí percebi que o show seria diferente do que eu estou acostumado.
Uma pequena espera, e com somente dois minutos de atraso a banda surge no palco, aliás, o horário do show às oito e meia é perfeito, pois permite mesmo com um set longo, todos voltarem para casa numa boa, mesmo os que precisam de transporte coletivo, bem legal.
As três primeiras músicas agitam a plateia, “It Don’t Come Easy”, “Honey Don’t” e “Choose Love” essa com Ringo indo para a bateria para delírio total dos presentes. Era muito legal notar que as pessoas não estavam preocupadas somente em ver, fotografar ou filmar o show, mas sim se divertir cantando e dançando, tudo bem tinha um cara fedendo bastante do meu lado, mas pelo menos o cara estava se divertindo e cantava todas as letras, embora pudesse ter tomado um banho antes do show, mesmo assim é melhor um fedido ao lado que um cinegrafista o fotógrafo parado.
Agora era hora de ser apresentada a All Starr Band, primeiramente quem toma o microfone é Rick Derringer, que é um excelente guitarrista, e detona “Hang On Sloopy”, que para quem não sabe é hino do estado de Ohio nos Estados Unidos, bem legal, na sequência é a vez do mestre Edgar Winter com “Free Ride”, Edgar tem uma grande presença de palco, principalmente por conta dos cabelos e barba branca, além do mais é um grande músico, tocando teclado e sax, e fazendo backing vocals.
Wally Palmer veio com Talking In Your Sleep, que também agitou o público, que se divertia bastante com a boa performance do guitarrista, que tinha o público nas mãos. Falando em ter o público nas mãos quando Ringo anunciou “I Wanna Be Your Man” o Credicard veio abaixo, com todos cantando e agitando bastante, sem dúvida um grande momento do show.
Infelizmente o clima baixou um pouco a sequência de duas baladas “Dream Weaver” cantada por Gary Wright e principalmente a arrastada “Kyrie” cantada pelo competente Richard Page, que assim como Wright canta muito, mas nesse momento confesso que deu sono o show.
Ringo volta aos vocais para uma música nova “The Other Side Of Liverpool” que é bem interessante, porém ficou bem lenta ao vivo, de certo modo decepcionando um pouco, porém quando os primeiros acordes do hino “Yellow Submarine” começaram, foi como se o show ganhasse nova vida, não é preciso dizer que foi até difícil escutar o baterista tamanho o volume da voz do público, momento histórico.
Ringo abandona o palco por alguns instantes e quem toma a frente das ações é Edgar Winter novamente, dessa vez para tocar uma versão maravilhosa do clássico “Frankenstein” que tirando as músicas do quarteto de Liverpool foi sem dúvida o grande momento da apresentação, mesmo com o som do baixo estourando, durante a execução pudemos também notar a grande habilidade do monstro das baquetas Gregg Bissonette, que esteve contido no show, mas nessa hora pode se soltar um pouco mais.
Ringo retorna ao palco e aos vocais com a divertida “Back Off Boogaloo” essa sim ficou legal ao vivo, legais também foram as bem Rock And Roll, “What I Like About You” cantada por Palmer e com boa participação do público e “Rock And Roll Hoochie Koo” essa cantada por Derringer, para completar o clima Ringo volta com “Boys” novamente o Credicard Hall entra em êxtase com a música.
Quando Wright retornou a frente do palco percebi que novamente viria uma balada, e não deu outra “Love Is Alive” novamente deu sono, ok, mais uma vez repito o cara é competente, mas as músicas são para relaxar, coisa que não deve acontecer em um show de rock, falando em balada é a vez de Page assumir os vocais novamente e dessa vez tocar “Broken Wings”, que apesar de ser bem brega até foi legal ouvir essa música ao vivo, mesmo assim poderia ter sido trocada por algo mais animado.
Era a vez de Ringo voltar à frente do palco, dessa vez para ficar, começando com “Photograph” o ex-Beatle agitou novamente o público, que durante essa música ergueu várias fotos do baterista, foi bem criativo isso, e gerou um efeito legal.
“Act Naturally” foi também uma das melhores da noite, com sua levada meio country, mas nada comparado ao grand finalle, com “With a Little Help From My Friends” e um trecho de “Give Peace A Chance”, nessa música a festa tomou conta do Credicard Hall, com balões e todos cantando juntos, um grande final de um show que se não foi maravilhoso, pelo menos foi bem divertido.
Foi legal poder voltar tranquilamente para o terminal e pegar o ônibus de volta para casa cedo, mas achei que faltaram algumas coisas no show, principalmente as músicas do Beatles compostas por Ringo, que como são somente duas poderiam ter sido tocadas, mas quem sabe na próxima...
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