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domingo, 25 de novembro de 2012

Judas Priest – Ram It Down, 1988



 Esse é um dos álbuns que passam meio despercebidos na discografia do Priest, principalmente por dois aspectos, o primeiro a banda pouco toca suas músicas ao vivo, e o segundo é ter antecedido o clássico Painkiller, mas a verdade é que se você ainda não escutou o material vale muito a pena, principalmente se você gosta do Painkiller, pois eles têm várias coisas em comum.
 Bem primeiro eu vou dizer o que não gosto nesse álbum, o timbre de bateria por vezes parece meio eletrônico, aliás, esse foi o último play com o Dave Holland nas baquetas, mas mesmo esse, porém não diminiu em nada o disco.
 Tudo começa com a faixa título, veloz e pesadíssima tem um riff inicial que chega a lembrar o clássico “Freewill Burning” não entendo como não é tocada nos shows, o mesmo vale para “Heavy Metal” com sua introdução legal e refrão fácil, aliás, se tem uma banda que pode fazer uma música com esse título essa é o Judas Priest.
 “Love Zone” começa com uma intro de bateria com um timbre estranho, mas logo entram as guitarras rasgando, já dava para perceber aí qual seria a direção da banda no disco seguinte com mais peso e velocidade, aliás, o refrão aqui também é legal. “Come And Get It” começa com um riff gordo de guitarra que chega a lembrar um pouco Accept, mas logo que entra a voz não tem como não dizer que se trata do Priest, é uma música bem ao estilo do British Steel por exemplo.
 Puta merda, se você não tiver nenhuma reação quando ouvir “Hard As Iron” eu preciso dizer que o seu negócio não é Heavy Metal mesmo, música perfeita a melhor do play, fica na cabeça muito fácil além de ser a cara da banda. Outro grande momento do álbum é sem dúvida “Blood Red Skies” ela é aquela falsa balada mais épica típica do Judas, com um show de interpretação de Halford, essa felizmente eu pude ver ao vivo e me arrepio de lembrar até agora, só essas duas valem o disco, com certeza.
 Depois dos dois sons citados, vem “I’m a Rocker” é a mais fraquinha do disco, mas mesmo assim o refrão gruda fácil na cabeça, aí que surge a grande surpresa do álbum, a versão de “Johnny B. Goode” do Chuck Berry, e como é tradicional do Priest eles fizeram uma versão que tem a cara da banda, e mesmo sabendo que várias pessoas odeiam eu acho bem legal, só não é melhor que a original, mas chega perto.
 “Love You To Death” me lembra algumas coisas do Defenders Of Faith, principalmente as faixas do final do disco, não está entre as melhores, mas também não é fraca. E quando menos se espera surge a pesada e cadenciada “Monsters Of Rock” que fecha o disco com chave de ouro, novamente lembrando o Defenders Of Faith, que por sinal é um dos meus discos favoritos, essa lembra de certo modo “Love Bites” além de ser parecida com várias coisas que a banda fez nos anos noventa, bem legal.
  É uma pena que o Judas não tenha incluído muito músicas do Ram It Down nos shows, até bootlegs com elas é difícil achar, mas nem por isso deixe de ouvir o disco, pois como quase tudo que a banda fez está acima da média. E antes que me esqueça da capa é com certeza uma das mais legais deles.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Kiss – Arena Anhembi, São Paulo 17/11/2012.



 Bem, na realidade eu nem iria assistir esse show, visto que estava sem grana por estar desempregado, mas acabei ganhando o ingresso de presente de natal do meu irmão, e tenho que confessar que o presente foi muito bom, pois o show foi realmente surpreendente.
 Durante a semana enquanto aguardava o dia, tive a grande notícia que o Viper abriria o show, seria legal, pois realmente estava bem curioso para ver algum show de nova tour dos caras e ver como estavam no palco, visto que fazia um tempão que não assistia a banda ao vivo.
 No dia do show o trânsito estava muito tranquilo, nem parecia que estava acontecendo algo, visto que pouquíssimas pessoas circulavam ao redor do Anhembi, e olha que chegamos lá por volta das sete e meia da noite, e o show começaria às nove e meia, até para entrar no local não demorou mais que dez minutos, bem que poderia ser sempre assim.
 Uma pequena espera e às oito e meia em ponto o Viper sobe ao palco com “Knights Of Destruction”, bem o som estava terrível, o baixo estourando e era difícil escutar as guitarras e a voz, até demorei um pouco para reconhecer que música estavam tocando. Na sequência “To Live Again” veio com uma melhor equalização, e já deu para notar que André Matos realmente não consegue atingir os agudos de outrora, por um lado isso é bom, pois aqueles agudos do Angra, por exemplo, não me agradavam, por outro era ruim, pois as músicas do Theatre of Fate exigem um alcance maior.
 “Prelude To Oblivion” veio a seguir e novamente o som voltou a ficar embolado, com o baixo extremamente alto e as guitarras quase inexistentes, o problema persistiu em “A Cry From The Edge” e só foi melhorar novamente no clássico “Living For The Night” que teve até boa participação do público.
 Com o som melhor foi mais fácil perceber que a voz do André hoje em dia se adapta muito bem as músicas da fase em que Pit Passarell era vocalista da banda, pois “Rebel Maniac” ficou realmente legal, e falando em Pit o cara parecia estar muito louco, mas deixa isso para lá. A banda encerrou com “We Will Rock You” cover do Queen em sua já conhecida versão mais pesada, pena só que o som estava embolado e o show foi curto, mas foi bem legal, ótima escolha para a abertura.
 Quase no horário marcado as luzes se apagam e a famosa frase “You Wanted the Best, you got the best, the hottest band in the world Kiss” e a banda entra detonando com “Detroit Rock City” um começo muito legal, que realmente parece com os vídeos dos anos setenta, era muito bom ver também que dessa vez o público iria participar do show, como foi visto em “Shout It Loud” com todos cantando junto.
 “Calling Dr. Love” é realmente uma música feita para ser tocada ao vivo, é impossível não cantar junto com o refrão fácil, típico do Kiss. E tudo era perfeito no show o palco, com seu telão gigante, o som, com um volume ideal, não estourando e também não muito baixo, e lógico o principal, pois não adiante nada um aparato tecnológico se a banda é ruim e tem um repertório ruim, pois bem com o Kiss isso não acontece, pois mesmo se o show fosse em um boteco sem palco seria muito legal tendo em vista a qualidade dos músicos e do repertório escolhido.
 Nas novas “Hell or Halleluja” e “Wall Of Sound” o público até deu uma pequena esfriada, mas isso é até comum quando as bandas tocam músicas mais novas, de todo modo ambas funcionaram bem ao vivo e a empolgação voltou em “Hotter Than Hell” com direito a Gene cuspindo fogo.
 Era bem legal olhar em volta e ver várias pessoas usando maquiagem como a banda, algumas estavam muito bem feitas, outras eram hilárias principalmente um gordão pintado de Vinnie Vincent que estava perto de mim, o negócio só pode ter sido feito de propósito, pois estava realmente péssimo.
 Mas voltando ao show, o que se viu em “I Love It Loud” foi realmente de arrepiar, pois acredito que todo mundo cantava junto, e realmente era impossível ouvir a banda nesse momento, bem isso é esperado, mas presenciar ao vivo é sempre legal.
 “Outta This World” traz Tommy Thayer nos vocais, que não decepciona, mas é muito melhor guitarrista que vocalista, isso dava para perceber em como os backing vocals de Gene encobriam sua voz, e no papel de Ace Frehley ele se saiu perfeito, imitando até mesmo os gestos do guitarrista original da banda, porém quando impõe a sua marca nas músicas mostra que é bem competente.
 Geralmente eu acho solos durante os shows um saco, mas até que o solo de Tommy e Eric Singer juntos foi legal, com direito a pirotecnias e bateria suspensa, além do mais os dois mostram o talento durante o ato.
 O solo de Baixo de Gene Simmons também é muito legal, pelo menos na parte visual com a clássica cuspida de sangue, então no alto do palco ele manda ver “God Of Thunder” com certeza uma das melhores do show, sem dúvida.
 “Psycho Circus” foi uma bela surpresa no set e agradou bastante o público que agitou muito nessa música.  Uma música que eu adoro do Kiss é “War Machine” e ao vivo ele fica ainda mais legal e pesada, não preciso nem dizer que foi a melhor da noite, com direito a várias imagens de um exército marchando no telão gigante, isso vai demorar para sair da memória.
 Agora era hora de Paul voar sobre o público e ir cantar “Love Gun” perto da torre de som e luz, o efeito é bem legal, mas na minha opinião essa foi a música mais fraca do show, embora mesmo assim tenha sido muito acima da média.
 Infelizmente quando soaram os primeiros acordes de “Balck Diamond” o show estava chegando ao final, porém foi mais um dos grandes momentos do show, com Eric Singer cantando muito e uma iluminação bem legal no palco, novamente lembrando os anos setenta.
 A banda sai do palco por um instante e volta com o clássico “Lick It Up” em uma versão mais longa, com até um trechinho de “Won't Get Fooled Again” do The Who e uma participação grande do público, certamente outra entre as melhores da noite.
 “I Was Made For Lovin’ You” e “Rock And Roll All Nite” com direito a chuva de papéis picados, imagens das várias versões do logo clássico da banda no telão e Paul destruindo sua guitarra encerram em grande estilo esse que foi um dos shows mais legais que já vi.
 No final ainda teve uma chuva de fogos de artifício digna de fim de ano e uma mensagem no telão dizendo “Brazil Kiss loves you” e o som de “God Gave Rock And Roll To You II” rolando nos auto falantes, simplesmente perfeito.

domingo, 18 de novembro de 2012

Kiss – Monster 2012.



Bem, aproveitando a visita do Kiss ao Brasil escolhi como álbum da semana o novo play deles, durante a semana comento como foi o show.
Sinceramente eu pequei o álbum para escutar sem esperar muita coisa, comecei pela capa, que é feia pra caramba e com o espírito meio cético comecei a escutar o negócio.
Logo de cara já me animei com a energia de “Hell Or Halleluja” a música é bem legal e lembra bastante coisas feitas pela banda nos anos 70 e o negócio continua setentista com “Wall Of Sound” que tem um riff que remete direto a coisas como “Watching You” ou “100.000 Years” bem legal mesmo.
“Freak” tem uma entrada que lembra “Foxy Lady” do Hendrix, e na minha opinião é a música mais legal do disco, tem peso, e um refrão bem legal e o mais legal é que o álbum continua bem legal com outra faixa pesada “Back To Stone Age” essa lembrando a banda da época dos grandes “Creatures Of The Night”, “Lick it Up” e “Revenge”.
“Shout Mercy” tem novamente um clima setentista e traz um riff bem pesado, além de uma bela performance de Simmons no baixo, que mesmo discreto é para mim um dos melhores baixistas do Rock. O play só começa a dar uma diminuída em “Long Way Down” que não é uma música ruim, mas está um pouco abaixo das outras.
“Eat Your Heart Out” tem um começo meio Queen, mas a música logo se torna um daqueles Hard Rocks safados do tipo de “Cold Gin” ou “Firehouse” que o Kiss sabe fazer muito bem. E o peso retorna com tudo em “The Devil Is Me” com um riff que é difícil não balançar a cabeça ou pelo menos bater o pé enquanto se ouve.
Tommy Thayer é o vocalista de “Outta This World” e o cara não se sai mal, seu timbre até lembra um pouco o de Gene, e a música gruda fácil na cabeça também. Falando em mudança de vocal em “All My Love For Rock And Roll” quem assume o papel de vocalista, é Eric Singer e a música tem muito cara de Rolling Stones, principalmente pelo riff inicial, ela soa um pouco diferente das demais, mas não menos interessante.
Quando menos se percebe o álbum vai chegando ao final com “Take Me Down Below“ novamente bem pesada, lembrando novamente algumas coisas do álbum Revenge e por fim “Last Chance“ termina tudo com chave de ouro, com destaque para riff de baixo na introduçao da música.
Realmente preciso dizer que o Kiss me impressionou dessa vez, o disco é muito bom e com certeza um dos melhores do ano.

domingo, 11 de novembro de 2012

Triptykon – Eparistera Daimones, 2010.



Puta merda, como é difícil escrever esse nome, tanto da banda quanto do álbum, mas não é sobre isso que quero falar não e sim sobre os sons lá contidos.
Eu vou ser sincero, eu não havia escutado o Triptykon até o ano passado antes de saber que eles tocariam no Wacken Open Air, então resolvi correr atrás do material, e confesso que não me arrependi.
É lógico que por se tratar da nova banda de Tom Warrior a comparação com Hellhammer e Celtic Frost é automática, pois bem vamos lá, o play não se compara a nenhum dos clássicos das antigas bandas dele como Apocalyptic Raids, Morbid Tales, Emperor’s Return, To Mega Therion ou mesmo Into The Pandemonium, mas nem por isso o play é ruim, só é diferente, para dizer que não parece com nada antigo para o último álbum do Celtic Frost.
“Goetia” abre o disco e sem dúvida é uma das melhores, tem um riff macabro e altamente pesado, aliás, que gosta de velocidade é melhor não ouvir o play, pois ele é bastante arrastado e soturno o tempo inteiro praticamente.
“Abyss Within My Soul” é outra pesadíssima e bastante arrastada, tem um refrão bem legal e o vocal inconfundível de Tom, porém chega a lembrar um pouco Sister’s Of Mercy com muito mais peso lógico. “In Shrouds Decayed” é bem arrastada, com alguns momentos que chegam a ter influências atmosféricas, é outra música interessante.
Aliás, falando em atmosférico é isso que é a próxima música “Shrine” que é instrumental e a mais curta do play, logo a seguir temos “A Thousand Lies” a mais veloz de todas elas, e talvez a que mais lembre o antigo Celtic Frost.
“Descendant” volta a ser mais lenta no começo embora varie a velocidade no decorrer do tema, novamente a voz de Tom é destaque absoluto, “Myoptic Empire” também é bem variada, indo do Doom puro, até um quase Death Metal e ainda com direito a piano e vocal feminino no meio da música confesso que é estranha, mas me agradou bastante.
Eu acho que o momento talvez mais polêmico do álbum seja em “My Pain” afinal a música é totalmente Gothic Metal, com direito a vocais femininos limpos, é sem dúvida a mais fraca do disco, mas mesmo assim é melhor que a maioria das bandas de Gothic Metal que andam por aí, e felizmente o final do disco é fenomenal, afinal os quase 20 minutos da arrastada e pesada “The Prolonging” valem cada minuto do seu tempo.
Como eu disse antes não é melhor que Hellhammer ou Celtic Frost, mas entre as bandas novas que ouvi ultimamente essa é uma das mais legais, vale a pena escutar.

domingo, 4 de novembro de 2012

Ramones – Animal Boy, 1986.



O Ramones foi uma das primeiras bandas que gostei na vida, inclusive foi o primeiro grande show que assisti, mas confesso que é uma banda que não tenho escutado muito nos últimos tempos, mas é sempre bom rever isso.
Animal Boy é o meu segundo álbum favorito dos Ramones, só perde para o primeiro que leva o nome da banda, e isso não é pouca coisa visto que a banda gravou grandes álbuns tipo Leave Home, Brain Drain, e Too Tough To Die, só para citar alguns que gosto bastante, além do mais esse disco trás três das minhas músicas favoritas, o que também não é pouca coisa sabendo quantos clássicos a banda escreveu.
Lembro que a primeira vez que escutei esse play eu era bem moleque, foi emprestado de uma colega de sala a capa estava repleta de fita adesiva, e uma das músicas estava arranhada de propósito a quinta do lado A (sim era um vinil) “She Belongs To Me”, que segundo minha amiga era uma porcaria, então demorei um pouco para conhecer essa, mas o álbum me agradou logo de cara.
O início não podia ser melhor, afinal “Somebody Put Something In My Drink” e “Animal Boy” são duas daquelas que falei que eram minhas favoritas, a primeira tem um refrão que gruda na cabeça e fica quase impossível não cantar junto, um perigo quando se está com fone de ouvido na rua, o vocal de Joey Ramone é até meio diferente nessa faixa soando mais agressivo que de costume, e “Animal Boy” é uma das mais rápidas do repertório da banda, impossível também não se empolgar na primeira audição já.
“Love Kills” é cantada por Dee Dee que tem um vocal bem agressivo, tornando a música até um pouco diferente, é um dos grandes clássicos da banda e sempre era lembrada nos shows, o que infelizmente não acontecia com “Apeman Hop”, que tem um começo meio estranho com umas vozes falando coisas como Uga-Buga, mas a música em si é bem legal, e também gruda na cabeça de primeira.
Em seguida vem a polêmica, sim “She Belongs To Me” é uma balada, e o pior é que é uma balada que poderia facilmente tocar até em rádios AM (isso ainda existe?), ela é muito brega, mas no fundo é uma música até legal, não é das melhores da banda, mas dá para ouvir e até cantar junto na boa, nem precisa arranhar o vinil, pular o cd, ou deletar o arquivo de mp3.
“Crummy Stuff” é daquelas faixas que nos primeiros dois segundos você já sabe que é dos Ramones, tem todos os elementos que tornaram a banda famosa. Lembra quando eu disse que esse play tinha três das minhas músicas favoritas da banda, pois bem a terceira é "My Brain Is Hanging Upside Down (Bonzo Goes to Bitburg)", porra essa música é muito boa, tanto a versão de estúdio quanto as ao vivo que já escutei, arrisco dizer que só ela já valeria o álbum.
“Mental Hell” é bem Ramones também, porém um pouco mais pesada, aliás, esse é sem dúvida um dos discos mais pesados da banda e “Eat That Rat” também cantada por Dee Dee é sem dúvida uma das mais hardcore já composta pelos caras.
O álbum vai chegando ao final com “Freak Of Nature” e “Hair Of The Dog” essa segunda um pouco mais lenta, mas com outro refrão que gruda fácil na cabeça e tudo termina com a clássica “Something To Believe In”, mais levinha, mas mesmo assim bem legal, lembrando álbuns mais antigos da banda tipo End Of The Century e Road To Ruin.
O que? Você nunca escutou Animal Boy e diz que curte Ramones!!!! Meu amigo ou minha amiga largue já o que está fazendo e vá escutar e duvido que ele não fique entre os seus cinco favoritos da banda (embora eles tenham tantos álbuns maravilhosos).