Puta merda, como é difícil escrever esse nome, tanto da
banda quanto do álbum, mas não é sobre isso que quero falar não e sim sobre os
sons lá contidos.
Eu vou ser sincero, eu não havia escutado o Triptykon até o
ano passado antes de saber que eles tocariam no Wacken Open Air, então resolvi
correr atrás do material, e confesso que não me arrependi.
É lógico que por se tratar da nova banda de Tom Warrior a
comparação com Hellhammer e Celtic Frost é automática, pois bem vamos lá, o
play não se compara a nenhum dos clássicos das antigas bandas dele como Apocalyptic
Raids, Morbid Tales, Emperor’s Return, To Mega Therion ou mesmo Into The
Pandemonium, mas nem por isso o play é ruim, só é diferente, para dizer que não
parece com nada antigo para o último álbum do Celtic Frost.
“Goetia” abre o disco e sem dúvida é uma das melhores, tem
um riff macabro e altamente pesado, aliás, que gosta de velocidade é melhor não
ouvir o play, pois ele é bastante arrastado e soturno o tempo inteiro
praticamente.
“Abyss Within My Soul” é outra pesadíssima e bastante
arrastada, tem um refrão bem legal e o vocal inconfundível de Tom, porém chega
a lembrar um pouco Sister’s Of Mercy com muito mais peso lógico. “In Shrouds
Decayed” é bem arrastada, com alguns momentos que chegam a ter influências
atmosféricas, é outra música interessante.
Aliás, falando em atmosférico é isso que é a próxima música “Shrine”
que é instrumental e a mais curta do play, logo a seguir temos “A Thousand Lies”
a mais veloz de todas elas, e talvez a que mais lembre o antigo Celtic Frost.
“Descendant” volta a ser mais lenta no começo embora varie a
velocidade no decorrer do tema, novamente a voz de Tom é destaque absoluto, “Myoptic
Empire” também é bem variada, indo do Doom puro, até um quase Death Metal e
ainda com direito a piano e vocal feminino no meio da música confesso que é
estranha, mas me agradou bastante.
Eu acho que o momento talvez mais polêmico do álbum seja em “My
Pain” afinal a música é totalmente Gothic Metal, com direito a vocais femininos
limpos, é sem dúvida a mais fraca do disco, mas mesmo assim é melhor que a
maioria das bandas de Gothic Metal que andam por aí, e felizmente o final do
disco é fenomenal, afinal os quase 20 minutos da arrastada e pesada “The
Prolonging” valem cada minuto do seu tempo.
Como eu disse antes não é melhor que Hellhammer
ou Celtic Frost, mas entre as bandas novas que ouvi ultimamente essa é uma das
mais legais, vale a pena escutar.

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