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domingo, 31 de março de 2013

Rainbow – Ritchie Blackmore’s Rainbow, 1975




Esse para quem não sabe é o primeiro álbum do Rainbow, uma banda que trazia simplesmente Ritchie Blackmore na guitarra e o mestre Ronnie James Dio no vocal, mais tarde contou também com o gênio Cozy Powell, mas não nesse play.
 Bem como isso é um dos maiores clássicos da história da música eu nem vou comentar muito, só dizer que o álbum é sensacional e começa com simplesmente “Man On The Silver Mountain” uma das melhores músicas já compostas na história.
 Em “Self Portrait” dava para ver a genialidade da dupla Dio e Blackmore, o segundo compôs um dos seus grandes riffs, e o primeiro interpreta de maneira magistral a letra, e o refrão fica na cabeça fácil. Eu nem sabia mas “Black Sheep Of The Family” é um cover, mas ela combina tão bem com o play que nem dá para perceber, eu preciso ouvir a versão original até, para comparar, mas eu imagino que essa aqui seja bem melhor.
 “Catch The Rainbow” chega até a arrepiar quando se ouve, é uma espécie de balada épica com um clima meio blues, onde brilha novamente a estrela de Dio. A pesada “Snake Charmer” é a música mais fraquinha do disco, e mesmo assim digamos que ele merece nota 9,5, pois é pesada na medida certa e lembra muitas coisas que a banda viria a fazer daqui para frente.
 A outra balada do álbum é “The Temple Of The King” e sério eu poderia ouvir essa música umas cinquenta vezes seguidas e mesmo assim não iria enjoar da melodia, que lembra um pouco folk music.
 “If You Don’t Like Rock ‘N’ Roll” tem uma levada meio safada, é bem animada e lembra coisas do Elf, tem até uns aplausos no final que dão um clima de apresentação em boteco. Então surge uma das minhas músicas favoritas, não do disco, mas de toda a minha vida, “Sixteeth Century Greensleeves” é simplesmente perfeita, é pesada, tem um grande refrão, um solo inspiradíssimo e uma interpretação genial do Dio, só ela já valeria o disco com certeza, mas ainda tem uma versão instrumental para “Still I’m Sad” do Yardbirds, que pode não ficado tão legal quanto a original, mas encerra o play em grande estilo.
 Sem dúvida discografia básica.

domingo, 24 de março de 2013

King Diamond – The Puppet Master , 2003



 Bem, já estava mais do que na hora de comentar aqui algo sobre uma das minhas bandas favoritas, a banda solo do grande King Diamond, e realmente como fã é complicado achar defeitos naquilo que ele faz, então já se prepare para ler um montão de elogios por aqui agora.
 O disco começa com “Midnight” que na verdade serve como uma introdução para a faixa título, bem no estilo clássico do King, já anima logo de cara, outra coisa que novamente anima é a história que se passa nas letras, o cara é sempre criativo demais nessa parte.
 “Magic” é mais uma canção rápida com aqueles vocais clássicos e refrão que fica fácil na cabeça, cehga a lembrar coisas da época do “The Eye” por exemplo, em seguida temos a macabra e um pouco mais cadenciada “Emerencia” onde o mestre Andy LaRocque como sempre dá um show com riffs pesados e um solo legal.
 “Blue Eyes” é bem macabra e teatral, tem um teclado muito legal também, enquanto “The Ritual” é uma das que tem a letra mais legal, e novamente um refrão que gruda na cabeça.
 “No More Me” é uma das mais macabras, tem um ritmo meio circence e o vocal drmático de King é uma das mais legais do play, e chega a lembrar “Spiders Lullaby” em seguida “Blood Walk” chega com velocidade e riffs grandiosos, também é um dos destaques e fica bem legal ao vivo também.
 “Darkness” tem algumas varioções de andamento, é uma das mais pesadas do disco também sem dúvida nenhuma diferente de “So Sad” que é uma espécie de balada macabra com King dividindo os vocais Livia Zita, que por sinal é a esposa de King Diamond, o dueto deixou a música com um clima ainda mais teatral.
 King Diamond esperto como é deixou o melhor para o final, visto que as duas últimas músicas são os grandes destaques do play, primeiro “Christmas” é variada e transita entre o peso e a delicadesa da voz de Livia novamente, chega a lembrar em alguns momentos coisas de Abigail. “Living Dead” também lembra o começo da carreira de King e traz tudoi que todo fã espera, riffs matadores, uma letra muito boa e os vocais inspirados do mestre.
 Tá bom, “The Puppet Master” nem está entre os cinco melhores discos do King Diamond, sendo sincero é até um dos mais fracos dele, mas é muito, mas muito acima da média e tem grandes momentos, vale muito a pena escutar, assim como tudo que o cara faz, seja em carreira solo ou no Mercyfull Fate, realmente dá para dizer que ele não tem nada que o desabone em toda a discografia.

domingo, 17 de março de 2013

Bachiana Filarmônica Sesi – Sala São Paulo, 17/03/2013



 E mais uma vez eu saio de casa para assistir algo e está chovendo, e dessa vez choveu o dia inteiro, pelo menos não estava tão forte então não precisei do guarda chuva.
 Mais uma vez fui até a Sala São Paulo assistir a Bachiana, é sempre legal assistir uma orquestra ao vivo, e confesso que estou aprendendo bastante a gostar e conhecer um pouco mais de música erudita, qualquer dia eu chego ao ponto de comentar aqui de maneira um pouco menos amadora, mas vamos lá.
 Novamente assisti ao concerto do coro, é um setor muito legal para assistir, você tem uma percepção totalmente diferente do que ocorre, pois vê o maestro de frente e a orquestra de costas. Você também vê a plateia, e percebe que o pessoal não respeita muito a questão de não tirar fotos, ou ligar o celular, aparentemente para muitos é impossível se concentrar por mais de quinze minutos ouvindo boa música. E antes que você questione, sim eu tirei uma foto para botar aqui no blog, mas como você pode notar foi durante os aplausos da plateia, então não atrapalhou ninguém.
 O concerto começou com uma peça chamada “Concerto para dois contrabaixos (passione amorosa)” do compositor Giovanni Bottesini, e achei bem legal, pois nunca antes havia escutado o contrabaixo da orquestra daquela maneira.
 Veio então a “Sinfonia no. 94, em Sol Maior, A surpresa” de Joseph Haydn, e que peça legal, é bem cinematográfica e dá para perceber que muitas bandas de Metal Melódico beberam dessa fonte. As variações também são muito interessantes indo de um andamento bem lento até algo rápido e pesado. (sim se você caiu de paraquedas aqui, primeiro bem vindo, e segundo, sim eu escuto Heavy Metal).
 Após um curto intervalo chega a hora de escutar “Concerto para piano e orquestra no. 24 em Dó Menor, K.491” de Mozart, e o austríaco é sem dúvida nenhuma um dos maiores compositores de todos os tempos, a peça é muito bonita e traz também algumas variações de tempo e intensidade, o grande destaque é para a pianista solista Vera Astrachan, que toca muito bem, e o mais legal sem partitura, aliás no bis ela tocou uma peça, que não sei qual foi, mas que demonstrou todo seu virtuosismo e talento ao piano.
 Mais uma vez assistir uma orquestra foi um programa dos mais legais, com certeza continuarei indo.

Tool – 10.000 Days, 2006



 Para aqueles que não conhecem é bem complicado classificar o som feito pelo Tool, bem primeiro é preciso dizer que não é um tipo de música fácil de assimilar, as músicas tem várias mudanças de andamento, são pesadas e densas e por muitas vezes não têm refrão, elas passeiam entre o Metal, o Grunge, O Stoner Rock, o Alternativo e até umas pitadas de jazz se pode encontrar também.
 O play em questão começa com “Vicarious” ela é bem pesada, e uma das mais pop do play, se assim podemos dizer, mas traz algumas variações e logo de cara já se destaca o vocal único de Maynard James Keenan e o baixo pesadão de Justin Chancellor.
 O álbum segue com “Jambi” uma das minhas favoritas, com um riff inicial que chega a lembrar coisas de Thrash Metal, embora sem o mesmo timbre, a música tem uma tensão que é difícil explicar e um solo dos mais criativos, acho que vale a pena começar por essa, se você gostar vai curtir o disco, caso contrário acho que é melhor nem tentar as outras.
 “Wings For Marie (Part 1)” é bem lenta e atmosférica, realmente se você não curte algo mais experimental vai acabar achando até chato, mas novamente a música é bem densa e tem um riff hipnótico, a faixa título e mais longa, tem mais de dez minutos e segue a linha da antecessora, creio que aqueles que curtem Rock Progressivo, por exemplo, devem curtir.
 Pessoalmente eu acho “The Pot” um dos pontos fracos do disco, a música me lembra Pearl Jam, que é uma banda que acho um saco, mas em todo caso é outra bem acessível do play, já “Lipan Conjuring” seria mais uma espécie de vinheta para “Lost Keys (Blame Hoffman)” que vem a seguir essa novamente muito densa e bem legal.
 O épico “Rosetta Stoned” vai agradar em cheio quem curte algo mais Stoner, já que me faz lembrar bastante bandas desse estilo, novamente a voz de Maynard é um dos destaques o cara sabe usá-la muito bem de diferentes formas, aliás, essa música tem tantas mudanças de andamento que realmente não daria para tocar no rádio nunca.
 “Intension” é muito legal é totalmente atmosférica e me lembra coisas feitas pelo Alice In Chains em “Jar Of Flies” e “SAP”, novamente o baixista dá um show a parte.
 “Right In Two” não é tão legal quanto sua antecessora, mas tem um clima parecido e novamente mostra como a banda é criativa, infelizmente a faixa de encerramento “Viginti Tres” é meio chatinha e trás somente uns sons atmosféricos (caramba usei demais essa palavra), é dispensável, mas nada que estrague o play.
 O Tool é uma banda muito criativa que merce ser ouvida com atenção, só uma coisinha, realmente não combina com dias ensolarados.

domingo, 10 de março de 2013

Raul Seixas e Marcelo Nova – A Panela Do Diabo, 1989.



 Sim eu gosto de Raul Seixas, apesar de achar um saco aqueles fanáticos que acham que ele é uma espécie de semi Deus, e criaram algo que mais se aproxima de uma seita ou religião do que apreciação de boa música, mas também todo fanático é um saco.
 Esse realmente não é o melhor disco do Raul, mas foi um final bem digno para a sua bela carreira, eu só não gosto tanto assim da produção que deixou o disco pouco pesado, talvez se fosse produzido hoje seria bem melhor.
 Tudo começa com um trecho do clássico “Be-Bop-A-Lula”, que serve como introdução para “Rock N’Roll” com uma letra muito divertida, aliás, dá para perceber que os músicos estavam bem descontraídos e felizes nas gravações.
 “Carpinteiro do Universo” é também um dos destaques do play, tem uma letra bem legal e o refrão fica fácil na cabeça. “Quando Eu Morri” traz somente a voz de Marcelo Nova e até os dias de hoje é apresentada pelo músico nos shows.
 “Banquete De Lixo” é uma música meio cansativa, realmente não está entre os melhores momentos do álbum, diferente da sacana “Pastor João E A Igreja Invisível” que dá até pra dizer que é uma das músicas mais legais da carreira de Raul.
 “Século XXI” tem uma pegada meio brega, mas realmente passa um pouco despercebida o mesmo acontece com “Nuit”, nenhuma das duas é ruim, porém não são daquelas que ficam na cabeça fácil.
 Em “Best Seller” os músicos acertam a mão novamente, tanto a música quanto a letra são bem legais, novamente o flerte com o Brega retorna em “Você Roubou Meu Videocassete” essa acabou sendo a última música gravada com o voz de Raul, em “Cãibra No Pé” somente Marcelo Nova canta aliás esse última faixa tem um trabalho de guitarras bem legal realmente se a produção fosse mais pesada, ela seria um dos grandes destaques também.