Estranhamente nos últimos shows que fui assistir choveu
sempre, embora seja normal nessa época não deixa de ser uma coincidência.
Dessa vez fui até lá com meu irmão e o amigo Boninha
novamente, e realmente bebemos pra caramba, mas é melhor deixar isso para lá e
focar somente no show, que foi bem legal.
O show seria baseado no repertório de Raul Seixas, então era
esperado que ele tocasse bastante coisa do disco “A Panela Do Diabo”, em que
ambos gravaram juntos.
Porém Marceleza já começou quebrando as regras ao começar o
show com “Hoje” clássico do Camisa De Vênus, somente em seguida mandaram ver “Rock
n’Roll” com um andamento um pouco mais acelerado.
Realmente o set foi baseado em “A Panela Do Diabo” com
versões para “Quando Eu Morri”, “Carpinteiro Do Universo” e “Best Seller”,
realmente escolheram algumas das mais legais para tocar.
Porém a banda também tocou músicas de outras fases de
Raulzito, “Muita Estrela Para Pouca Constelação” com sua letra bem legal
agradou a todos e “Aluga-se” foi um dos grandes destaques da noite, em uma
versão bem energética, mesmo a mais obscura “Não Fosse O Cabral” agitou a
plateia.
Um show a parte foram os discursos de Marcelo Nova entre as
músicas, só eles já valeriam a noite, principalmente nas cutucadas em João
Gilberto e Djavan.
No final nem precisa dizer que o Sesc quase veio abaixo com “Rock
das Aranha” em uma versão bem longa com trechos de “Al Capone” e “Ouro De Tolo”,
como encerramento da noite “Pastor João E A Igreja Invisível” ficou ainda mais
legal ao vivo do que é em estúdio.
Uma bela homenagem ao Raul, e felizmente sem chatos
fanáticos na plateia.
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