Para aqueles que não conhecem é bem complicado classificar o
som feito pelo Tool, bem primeiro é preciso dizer que não é um tipo de música
fácil de assimilar, as músicas tem várias mudanças de andamento, são pesadas e
densas e por muitas vezes não têm refrão, elas passeiam entre o Metal, o
Grunge, O Stoner Rock, o Alternativo e até umas pitadas de jazz se pode
encontrar também.
O play em questão começa com “Vicarious” ela é bem pesada, e
uma das mais pop do play, se assim podemos dizer, mas traz algumas variações e
logo de cara já se destaca o vocal único de Maynard James Keenan e o baixo
pesadão de Justin Chancellor.
O álbum segue com “Jambi” uma das minhas favoritas, com um
riff inicial que chega a lembrar coisas de Thrash Metal, embora sem o mesmo
timbre, a música tem uma tensão que é difícil explicar e um solo dos mais
criativos, acho que vale a pena começar por essa, se você gostar vai curtir o
disco, caso contrário acho que é melhor nem tentar as outras.
“Wings For Marie (Part 1)” é bem lenta e atmosférica,
realmente se você não curte algo mais experimental vai acabar achando até
chato, mas novamente a música é bem densa e tem um riff hipnótico, a faixa
título e mais longa, tem mais de dez minutos e segue a linha da antecessora,
creio que aqueles que curtem Rock Progressivo, por exemplo, devem curtir.
Pessoalmente eu acho “The Pot” um dos pontos fracos do
disco, a música me lembra Pearl Jam, que é uma banda que acho um saco, mas em
todo caso é outra bem acessível do play, já “Lipan Conjuring” seria mais uma
espécie de vinheta para “Lost Keys (Blame Hoffman)” que vem a seguir essa
novamente muito densa e bem legal.
O épico “Rosetta Stoned” vai agradar em cheio quem curte
algo mais Stoner, já que me faz lembrar bastante bandas desse estilo, novamente
a voz de Maynard é um dos destaques o cara sabe usá-la muito bem de diferentes
formas, aliás, essa música tem tantas mudanças de andamento que realmente não
daria para tocar no rádio nunca.
“Intension” é muito legal é totalmente atmosférica e me
lembra coisas feitas pelo Alice In Chains em “Jar Of Flies” e “SAP”, novamente
o baixista dá um show a parte.
“Right In Two” não é tão legal quanto sua antecessora, mas
tem um clima parecido e novamente mostra como a banda é criativa, infelizmente
a faixa de encerramento “Viginti Tres” é meio chatinha e trás somente uns sons atmosféricos
(caramba usei demais essa palavra), é dispensável, mas nada que estrague o
play.
O Tool é uma banda muito criativa que merce ser ouvida com
atenção, só uma coisinha, realmente não combina com dias ensolarados.

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