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domingo, 17 de março de 2013

Tool – 10.000 Days, 2006



 Para aqueles que não conhecem é bem complicado classificar o som feito pelo Tool, bem primeiro é preciso dizer que não é um tipo de música fácil de assimilar, as músicas tem várias mudanças de andamento, são pesadas e densas e por muitas vezes não têm refrão, elas passeiam entre o Metal, o Grunge, O Stoner Rock, o Alternativo e até umas pitadas de jazz se pode encontrar também.
 O play em questão começa com “Vicarious” ela é bem pesada, e uma das mais pop do play, se assim podemos dizer, mas traz algumas variações e logo de cara já se destaca o vocal único de Maynard James Keenan e o baixo pesadão de Justin Chancellor.
 O álbum segue com “Jambi” uma das minhas favoritas, com um riff inicial que chega a lembrar coisas de Thrash Metal, embora sem o mesmo timbre, a música tem uma tensão que é difícil explicar e um solo dos mais criativos, acho que vale a pena começar por essa, se você gostar vai curtir o disco, caso contrário acho que é melhor nem tentar as outras.
 “Wings For Marie (Part 1)” é bem lenta e atmosférica, realmente se você não curte algo mais experimental vai acabar achando até chato, mas novamente a música é bem densa e tem um riff hipnótico, a faixa título e mais longa, tem mais de dez minutos e segue a linha da antecessora, creio que aqueles que curtem Rock Progressivo, por exemplo, devem curtir.
 Pessoalmente eu acho “The Pot” um dos pontos fracos do disco, a música me lembra Pearl Jam, que é uma banda que acho um saco, mas em todo caso é outra bem acessível do play, já “Lipan Conjuring” seria mais uma espécie de vinheta para “Lost Keys (Blame Hoffman)” que vem a seguir essa novamente muito densa e bem legal.
 O épico “Rosetta Stoned” vai agradar em cheio quem curte algo mais Stoner, já que me faz lembrar bastante bandas desse estilo, novamente a voz de Maynard é um dos destaques o cara sabe usá-la muito bem de diferentes formas, aliás, essa música tem tantas mudanças de andamento que realmente não daria para tocar no rádio nunca.
 “Intension” é muito legal é totalmente atmosférica e me lembra coisas feitas pelo Alice In Chains em “Jar Of Flies” e “SAP”, novamente o baixista dá um show a parte.
 “Right In Two” não é tão legal quanto sua antecessora, mas tem um clima parecido e novamente mostra como a banda é criativa, infelizmente a faixa de encerramento “Viginti Tres” é meio chatinha e trás somente uns sons atmosféricos (caramba usei demais essa palavra), é dispensável, mas nada que estrague o play.
 O Tool é uma banda muito criativa que merce ser ouvida com atenção, só uma coisinha, realmente não combina com dias ensolarados.

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