Resenhas de shows, discos, livros, filmes...Tudo com minha opinião e sem nenhum compromisso jornalístico. Feito somente por diversão.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Torture Squad – Sesc, Santo André 16/12/2011
É bem legal perceber como o Torture Squad tem crescido no cenário, tanto aqui quanto a lá fora, tudo bem que a banda ainda não tem seu devido reconhecimento por parte do público, mas é inegável como vem evoluindo com o passar do tempo.
Foi até de certa forma surpreendente quando vi que a banda tocaria no Sesc Santo André, local que por sinal eu nunca havia estado antes, comprei meu ingresso e do meu irmão com bastante antecedência e nos restava somente aguardar o dia do show.
Quem conhece São Paulo sabe que sexta feira é sempre um dia complicado para se locomover pela cidade, principalmente no final da tarde, por sorte nesse dia não enfrentamos chuva, o que tornaria a viagem até o munícipio do ABC ainda mais longa, mesmo assim demoramos mais de uma hora para chegar ao local do show.
A primeira constatação que tive ao chegar ao Sesc foi de um fato não muito animador, o local estava vazio, o que é sempre ruim, pois foi oferecido um show de grande qualidade, por um preço baixo em um local com uma ótima infraestrutura, deveria estar mais cheio, mas ainda faltavam cerca de cinquenta minutos para o início da apresentação.
Com o horário se aproximando o público aumentou um pouco, porém ainda não era suficiente para encher o teatro que tem capacidade para trezentas e duas pessoas.
O teatro abre, e percebo como é confortável o lugar, estava meio curioso de como seria um show de Death Metal com as pessoas sentadas, mas em frente ao palco existe uma pequena pista onde se pode ficar de pé, e foi para lá que fui.
Infelizmente eu pude notar que a lotação não foi esgotada, havia cerca da metade da capacidade somente, mas pena dos que não foram, pois perderam um grande show.
As luzes se apagam e André Evaristo surge no palco com os primeiro acordes de “Generation Dead”, o massacre estava começando.
Iluminação e som legal, banda afiada, e público animado, tudo formava aquele clima perfeito que shows de Metal proporcionam, a resposta do público era ótima tanto em músicas novas como a já clássica “Raise Your Horns” quanto em clássicos da banda como “Unholy Spell”.
André se encaixou perfeitamente na banda, entrosou-se perfeitamente com Amílcar, Castor e Vitor e formam uma banda coesa e selvagem no palco. É legal notar também como a banda toca com garra e paixão pelo que faz, isso é bem perceptível em todo o show.
O set foi baseado no mais recente é ótimo disco da banda ᴁquilibrium, com faixas pesadíssimas que soaram muito bem ao vivo como “Black Sun” e “Holiday in Abu Ghraib” esse que possui um vídeo clipe bem interessante.
O final ficou com a melhor parte do show, com a já clássica “Pandemonium” e “Chaos Corporation”, é impressionante como essa música fica pesada ao vivo, sendo para mim o grande destaque da noite.
A banda se retira do palco, mas volta para um bis, com “Symptom Of The Universe” cover do grande Black Sabbath, e a dobradinha de clássicos “Convulsion” e “Horror And Torture” que encerrou a quase uma hora e meia de massacre com todos cantando juntos. Eu senti falta de algumas músicas antigas, mas mesmo assim o show foi realmente muito bom, pena mesmo não ter lotado o teatro, pois eles mereciam.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Karnak – Sesc Belenzinho, São Paulo 26/11/2011
Fazia bastante tempo que eu não assistia a um show do Karnak, na realidade eu havia assistido somente uma vez, e confesso que achei bem legal, porém agora seria um pouco diferente pois a banda estaria tocando na íntegra o álbum “Estamos adorando Tokio”.
É incrível, mas não consigo pensar em Karnak, sem pensar no Divera, ex-baterista da banda que toquei, o cara é muito fã da banda e vivia cantando as músicas, até por isso acabei curioso para ouvir o trabalho da banda, e me tornei fã também.
Durante à tarde do sábado choveu bastante, o que não é nunca bom para usar o transporte coletivo, mas por sorte na hora em que me programei para ir ao Sesc a chuva deu um tempo, mesmo assim levei a capa de chuva para qualquer imprevisto, a expectativa era boa, e por incrível que pareça consegui pegar o Metrô vazio com destino a zone leste de São Paulo, coisa que para quem conhece é muito rara de acontecer.
Cheguei ao local, e já havia bastante pessoas por lá, aliás que lugar estranho, trata-se de um restaurante, bem o nome é até comedoria, com mesas, e pessoas comendo, sinceramente não é o melhor dos lugares para se ver um show, porém pelo menos havia um local na frente do palco onde dava para ficar em pé e ver o show sem problemas, mas que é estranho assistir shows jantando isso é.
Peguei uma cerveja, que por sinal tem um preço justo, e fui para frente do palco, onde quase pontualmente o Karnak entra, com “Abertura Russa”, introdução do álbum “Estamos Adorando Tokio”, conforme o combinado.
Na sequencia “Juvenar” já levantou a plateia, que conhecia todas as músicas e cantava junto, o que é sempre legal em um show, legal também eram as explicações de André Abujamra sobre as composições, com histórias bem hilariantes por trás dos títulos e “causos” sobre as composições. As piadas dos integrantes são legais também, mas provavelmente para quem já assistiu mais de uma vez a banda perdem um pouco a graça, pois são quase sempre as mesmas, mas isso em nada diminui a grande qualidade da música do Karnak, que faz um estilo bem difícil de descrever, e todos os integrantes dominam totalmente seus instrumentos, qualidade e bom humor são as marcas da banda.
O show continua com “Estamos Adorando Tokio” uma das melhores da noite e “Mó Muntueira” tocada com perfeição e muito bem recebida pelo público.
“3 Aliens in L.A” é uma das minhas músicas favoritas da banda, e realmente não decepciona ao vivo, mais uma vez vale destacar a grande qualidade dos músicos, no caso dessa música em especial o baixista Sérgio Bartolo. Falando em não decepcionar “Sósereiseuseforsó/nuvem passageira” é para mim a música mais fraca do álbum, porém ao vivo ficou bem interessante, principalmente pela execução magistral por parte do baterista Kuki Stolarski.
“Iosef” com boa participação do público novamente e “We Need Nothing” foram tocadas também de maneira muito correta, abrindo espaço para a pesada “Mediócritas” que ao vivo soou também bem melhor que a versão em estúdio.
Em “Zoo” Abujamra abandou a guitarra por um tempo e cantou fazendo pose de gorila, em uma música que tem a letra bem legal, mesmo sendo muito simples, foi a vez então de “Depois da Chuva” que mais uma vez agradou a todos os presentes.
A calma “ninguepomaquyde” teve novamente um show por parte de Bartolo, que fazia várias piadas com os integrantes dizendo que não era valorizado como baixista, logicamente tudo servia só para descontrair mesmo, falando em descontração uma música que me surpreendeu nessa noite foi “Maria Inês”, que soou bem mais pesada que a versão de estúdio.
A última música do álbum foi apresentada “Feio/Bonito”, que é uma música com cara do Karnak, já que é impossível definir qual o estilo dela, porém não se engane, pois foi um dos pontos altos do show, me surpreendendo bastante.
A banda sai do palco e resolve voltar para um bis, agora com músicas de outros álbuns, a primeira foi “O Mundo” do primeiro álbum da banda, cantada por todos os presentes,e abrindo espaço para a melhor da noite, e para mim até uma surpresa “Comendo Uva Na Chuva” em uma versão muito melhor que aquela tocada no primeiro álbum da banda.
“Alma Não Tem Cor” é talvez a música mais famosa da banda, desnecessário dizer que foi muito bem recebida por todos os presentes, no final ainda foi emendada com a divertida “Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai”, outra daquelas que só o Karnak poderia compor.
Mais uma vez a banda sai do palco, e atendendo aos pedidos retorna com “Eu Tô Voando”, que fecha a noite, em um show que foi bem divertido.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A Valquíria – Theatro Municipal, São Paulo 19/11/2011.
Eu já assisti vários tipos de apresentação ao vivo, em sua maioria bandas de Metal/Rock, que são minha preferência musical, porém também já vi coisas diferentes, muito boas e péssimas, o que eu nunca havia assistido até esse dia era uma ópera.
Eu gosto bastante da música criada por Richard Wagner, principalmente por se aproximar bastante do Heavy Metal, creio que até podemos dizer que existe uma ligação forte entre suas composições e o que é feito hoje alguns séculos depois dentro do Metal.
Comprei o ingresso para “A Valquíria” com bastante antecedência, e mesmo assim somente consegui o pior setor do Theatro Municipal, o “anfiteatro”, mas tudo bem, isso me alerta para comprar com maior antecedência numa próxima oportunidade.
No local realmente pude constatar que o lugar tinha uma visão ruim, localizado no quinto andar, de meu assento só via cerca de 80% do palco, pois uma parte era totalmente encoberta por um balcão, mas pelo menos não posso reclamar da acústica, pois ouvia tudo com perfeição.
Cheguei ao local com cerca de vinte minutos de antecedência e fui ao meu lugar, estava sentado em uma ponta e ao meu lado havia algumas cadeiras ainda vazias, que por sorte permaneceram, mesmo com os ingressos esgotados, significa que alguém comprou e desistiu de ir.
Com cerca de cinco minutos de atraso as luzes se apagam, mas sem antes acontecer algo até cômico, alguém via um televisor portátil que anunciava um gol do Vitória, não pude deixar de rir, e por sorte o colega desligou o aparelho, falando nisso legal notar que pelo menos próximo a mim, as pessoas respeitaram o pedido de deixarem celulares desligados, muito bom isso.
A orquestra começa a tocar e as cortinas se abrem, em um cenário bem legal uma árvore imensa toma conta do palco, mas o mais surpreendente é ouvir os cantores. Sinceramente em momento algum imaginei que fosse tão contagiante, o envolvimento entre o que é cantado, encenado e a música é perfeito, tudo é grandioso, e de uma beleza ímpar, realmente algo que jamais imaginei presenciar, no começo confesso que de tão maravilhado com a música e os cantos, pouco prestei atenção ao enredo do que se passava, mas tudo era perfeito.
Mais de uma hora se passou em um piscar de olhos e logo estamos no intervalo entre um ato e outro, com quarenta minutos houve tempo suficiente para comer um chocolate, ir ao banheiro, passear um pouco pelas belas dependências do local, e ainda por cima estudar um pouco (sim em semana de provas os lembretes me acompanham sempre, nesse caso um livro mesmo).
O segundo ato começa, dessa vez mais sombrio, e começo a prestar atenção ao enredo e como é bem elaborado, a música fica mais pesada e o cenário muda, agora um local com pernas de plástico penduradas no teto, fotos coladas em uma parede e um portão, meio estranho pois nada tinha a ver com a estória, porém até interessante, pena que nesse segundo ato parte da ação aconteceu no “ponto cego” do palco, então por vezes eu somente ouvia e não percebia o que se passava, mas tudo bem pois ouvir já era maravilhoso.
Mais vinte minutos de intervalo, dessa vez somente dei uma estivada nas pernas e voltei aos estudos. As cortinas se abrem novamente e um novo cenário surge, dessa vez repleto de espelhos, mas o que impressiona nesse momento mesmo é a música, “ Cavalgada das Valquírias” tocada ao vivo realmente arrepia, confesso que fiquei em transe naquele momento, conseguia perceber melhor cada nuance daquela melodia grandiosa, tudo somado ao cenário e as cantoras com suas vozes poderosas era realmente impressionante.
O terceiro ato é realmente o melhor, o Grand Finale, o dueto entre Wotan e Brünnhilde e totalmente glorioso prendendo a atenção de todos os presentes, não vou contar detalhes sobre a trama que se passa, mas é também muito interessante.
Sem dúvida é necessário muito ensaio e técnica para realizar isso tudo, é impressionante como os cantores mantêm a entonação e decoram longas partes em alemão, mesmo não sendo a língua nativa de muitos ali. No final de tudo só me resta aplaudir com entusiasmo, e prometer a mim mesmo que assistirei isso em outras oportunidades, se você um dia tiver a chance de ver um espetáculo como esse, faça um favor a si mesmo, não perca.
No total foram mais de quatro horas de duração, mas quer saber de uma coisa? Parece que tudo durou bem menos tamanha a qualidade do negócio.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Rob Mazurek Skull Session – Sesc Pinheiros, São Paulo 13/11/2011
Um dia depois de assistir ao show do Ringo Starr, eu pude conferir essa apresentação do trompetista norte americano Rob Mazurek, fazendo uma homenagem a parte elétrica da carreira do grande Miles Davis.
Sai de casa até um pouco tarde, por conta da ameaça de chuva, no caminho tive até que dar uma corridinha para não me atrasar visto que o show começaria às seis da tarde, mas acabou dando tudo certo, mesmo tendo chegado transpirando bastante cheguei com quinze minutos de antecedência, tempo suficiente para dar uma esfriada no banheiro e me dirigir ao meu lugar no luxuoso teatro do Sesc Pinheiros.
Logo de cara notei que o local estava vazio, tanto no teatro quanto no salão, e como faltava pouco tempo para o início do show, não era difícil imaginar que o público não seria dos maiores, uma pena, pois perderam um belo show, em um local confortável e com preço acessível, mas cada um tem seus gostos e sabe o que faz, também é preciso observar que estávamos quase em véspera de feriado, e com grande ameaça de chuva, mas mesmo assim o espetáculo merecia um público maior, observando creio que só metade das poltronas estavam ocupadas.
Com um pequeno atraso a banda surge no palco, com um baterista, um tocador de vibrafone, uma flautista, um saxofonista que tocava rabeca também, um percussionista que tocava cavaquinho, um guitarrista que operava uma espécie de sampler e um tecladista, ou seja, uma formação nada usual.
Infelizmente preciso afirmar que não conhecia as músicas apresentadas, mas isso de maneira alguma faz com que eu não me divirta, o que não se deve fazer nesse caso é ficar parado, o ideal é entrar no clima na apresentação, e o primeiro tema já foi surpreendente, alternando vários andamentos durou cerca de quarenta minutos, com Mazurek sempre concentrado, em certas horas parecia estar em transe.
O show segue e era legal observar cada músico, a intensidade do vibrafone que por vezes era responsável pela melodia das músicas, os climas criados pela guitarra e teclado, a precisão do baterista e o tempero dado pela rabeca, tudo era bastante impressionante, é até difícil descrever como era a música, mas era muito boa e hipnótica, tudo isso com o trompete por vezes melódico e por vezes dissonante de Mazurek, que parecia sentir cada nota executada.
Realmente não é um som fácil, tem muitas nuances nas músicas que precisam de atenção, mas quando se acostuma é sem dúvida nenhuma uma grande sensação, vale a pena conferir quem tiver a oportunidade.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Ringo Starr All Star band – Credicard Hall, São Paulo 12/11/2011
Realmente não é sempre que se tem a oportunidade de ver um Beatle ao vivo, ainda mais agora que só restaram dois vivos, então foi com grande expectativa que comprei o ingresso para esse show do Ringo Starr, mesmo sabendo que o repertório da banda não seria baseado na carreira da banda de Liverpool.
Bem comprei o ingresso no primeiro dia imaginando que iria terminar rápido, engano, pois apesar de esgotados os ingressos permaneceram por bastante tempo disponíveis, diferente do que ocorreu com o show do Paul McCartney, por exemplo, em que os ingressos terminaram em algumas horas, e eu fiquei sem poder ir.
O céu de São Paulo estava ameaçador, nuvens negras anunciavam uma possível tempestade, então já saí de casa co uma capa de chuva, aguardando pela água, que felizmente não apareceu pelo menos até que eu chegasse ao local do show.
Tomei o ônibus em direção ao terminal Santo Amaro, e na Avenida Paulista o motorista do coletivo começa a discutir com um taxista por conta de uma fechada, foi até engraçada a situação, já que grande parte dos passageiros passaram a xingar o taxista, por sorte as coisas ficaram só na discussão mesmo, eu não podia me atrasar.
Mesmo em um sábado, com feriado prolongado à frente o ônibus estava lotado, e demorei para achar um lugar para sentar, quando encontrei tive a companhia de um babão, que além de escorar no meu ombro para dormir ainda salivava mais que um cachorro cansado, bem por sorte o cara desceu antes do terminal, senão chegaria ao local molhado, mas não de chuva, e sim de baba.
Fazia bastante tempo que não ia ao Credicard Hall de ônibus, mas por sorte me lembrava bem do caminho, que não é longo, cerca de quinze minutos andando somente. Logo eu estava à frente da casa de shows, e me deparei com uma fila enorme, porém organizada e rápida, e cerca de dez minutos eu já estava dentro do recinto. Legal foi reparar a variedade do público, desde pré adolescentes até senhores de cerca de setenta anos, por aí percebi que o show seria diferente do que eu estou acostumado.
Uma pequena espera, e com somente dois minutos de atraso a banda surge no palco, aliás, o horário do show às oito e meia é perfeito, pois permite mesmo com um set longo, todos voltarem para casa numa boa, mesmo os que precisam de transporte coletivo, bem legal.
As três primeiras músicas agitam a plateia, “It Don’t Come Easy”, “Honey Don’t” e “Choose Love” essa com Ringo indo para a bateria para delírio total dos presentes. Era muito legal notar que as pessoas não estavam preocupadas somente em ver, fotografar ou filmar o show, mas sim se divertir cantando e dançando, tudo bem tinha um cara fedendo bastante do meu lado, mas pelo menos o cara estava se divertindo e cantava todas as letras, embora pudesse ter tomado um banho antes do show, mesmo assim é melhor um fedido ao lado que um cinegrafista o fotógrafo parado.
Agora era hora de ser apresentada a All Starr Band, primeiramente quem toma o microfone é Rick Derringer, que é um excelente guitarrista, e detona “Hang On Sloopy”, que para quem não sabe é hino do estado de Ohio nos Estados Unidos, bem legal, na sequência é a vez do mestre Edgar Winter com “Free Ride”, Edgar tem uma grande presença de palco, principalmente por conta dos cabelos e barba branca, além do mais é um grande músico, tocando teclado e sax, e fazendo backing vocals.
Wally Palmer veio com Talking In Your Sleep, que também agitou o público, que se divertia bastante com a boa performance do guitarrista, que tinha o público nas mãos. Falando em ter o público nas mãos quando Ringo anunciou “I Wanna Be Your Man” o Credicard veio abaixo, com todos cantando e agitando bastante, sem dúvida um grande momento do show.
Infelizmente o clima baixou um pouco a sequência de duas baladas “Dream Weaver” cantada por Gary Wright e principalmente a arrastada “Kyrie” cantada pelo competente Richard Page, que assim como Wright canta muito, mas nesse momento confesso que deu sono o show.
Ringo volta aos vocais para uma música nova “The Other Side Of Liverpool” que é bem interessante, porém ficou bem lenta ao vivo, de certo modo decepcionando um pouco, porém quando os primeiros acordes do hino “Yellow Submarine” começaram, foi como se o show ganhasse nova vida, não é preciso dizer que foi até difícil escutar o baterista tamanho o volume da voz do público, momento histórico.
Ringo abandona o palco por alguns instantes e quem toma a frente das ações é Edgar Winter novamente, dessa vez para tocar uma versão maravilhosa do clássico “Frankenstein” que tirando as músicas do quarteto de Liverpool foi sem dúvida o grande momento da apresentação, mesmo com o som do baixo estourando, durante a execução pudemos também notar a grande habilidade do monstro das baquetas Gregg Bissonette, que esteve contido no show, mas nessa hora pode se soltar um pouco mais.
Ringo retorna ao palco e aos vocais com a divertida “Back Off Boogaloo” essa sim ficou legal ao vivo, legais também foram as bem Rock And Roll, “What I Like About You” cantada por Palmer e com boa participação do público e “Rock And Roll Hoochie Koo” essa cantada por Derringer, para completar o clima Ringo volta com “Boys” novamente o Credicard Hall entra em êxtase com a música.
Quando Wright retornou a frente do palco percebi que novamente viria uma balada, e não deu outra “Love Is Alive” novamente deu sono, ok, mais uma vez repito o cara é competente, mas as músicas são para relaxar, coisa que não deve acontecer em um show de rock, falando em balada é a vez de Page assumir os vocais novamente e dessa vez tocar “Broken Wings”, que apesar de ser bem brega até foi legal ouvir essa música ao vivo, mesmo assim poderia ter sido trocada por algo mais animado.
Era a vez de Ringo voltar à frente do palco, dessa vez para ficar, começando com “Photograph” o ex-Beatle agitou novamente o público, que durante essa música ergueu várias fotos do baterista, foi bem criativo isso, e gerou um efeito legal.
“Act Naturally” foi também uma das melhores da noite, com sua levada meio country, mas nada comparado ao grand finalle, com “With a Little Help From My Friends” e um trecho de “Give Peace A Chance”, nessa música a festa tomou conta do Credicard Hall, com balões e todos cantando juntos, um grande final de um show que se não foi maravilhoso, pelo menos foi bem divertido.
Foi legal poder voltar tranquilamente para o terminal e pegar o ônibus de volta para casa cedo, mas achei que faltaram algumas coisas no show, principalmente as músicas do Beatles compostas por Ringo, que como são somente duas poderiam ter sido tocadas, mas quem sabe na próxima...
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Marillion - Fugazi, 1984
Falar em Rock Progressivo causa verdadeiro pavor em algumas pessoas, se o assunto for Marillion então pode multiplicar isso por dez.
Vejamos bem o Marillion banda inglesa, é uma daquelas bandas que consegue ser assunto, geralmente muito bem, ou muito mal falada, difícil existir um meio termo. Pois bem, devo assumir que a princípio quando ouvi a banda pela primeira não gostei, achei muito pop, mas depois de um tempo, e escutando alguns álbuns me acostumei com o som da banda, que acho bem legal e criativa, principalmente em sua primeira fase.
Eu diria que tempo é mesmo a palavra perfeita para o Marillion, essa é daquelas bandas, e principalmente com esse álbum que é difícil gostar logo de cara, você tem que ir se acostumando e entendendo todas as nuances da coisa, mas no final garanto que a viagem vale muito a pena, esse é um play de grande qualidade e merece ser ouvido por todos os apreciadores de uma música de qualidade.
Tudo começa com “Assassing”, que tem uma introdução com toques instrumentais e logo desaba em uma viagem de sete minutos, por variações rítmicas e uma grande interpretação do vocalista Fish, sem dúvida o grande destaque da banda.
“Punch And Judy” tem uma pegada mais pop, onde é possível notar a qualidade do baterista Ian Mosley, recém chegado a banda naquele álbum, exibe aqui um belo cartão de visitas, com uma levada de muito bom gosto.
“Jigsaw” também tem quase sete minutos de duração, começa lenta e explode no refrão, com uma interpretação magnífica de Fish, que aqui tem um timbre muito parecido com Phil Collins. Belo também é o melódico solo de guitarra dessa música, um dos melhores do álbum.
“Emerald Lies” é uma típica faixa progressiva, bem característica da banda, nessa o destaque fica logo por conta de uma linha criativa de baixo, e das variações, que vão da suavidade ao peso, quando menos se espera, uma música que após se acostumar é difícil esquecer.
O álbum segue em frente com uma obra prima chamada “She Chamaleon”, com seu início dramático a música praticamente hipnotiza o ouvinte com um teclado que me lembra coisas de Alice Cooper antigo, novamente temos um show de Fish aqui, que mostra que canta muito, e mais que isso interpreta cada frase da música, o solo de teclado mesmo curto também é bem interessante.
“Incubus” é também uma faixa dramática e longa, que leva as variações rítmicas da banda ao extremo, mas estranhamente em nenhum momento deixa de ter um acento pop, é a introdução perfeita para a obra prima que é a faixa título, com seus mais de oito minutos de duração é daquelas músicas que deveriam ser ouvidas por todos, pelo menos uma vez na vida, a criatividade é intensa, e a cada momento surge algo novo na faixa, que em certo momento chega a soar teatral tamanha dramaticidade e qualidade da interpretação de Fish, peso, melodia, drama, clima de mistério e qualidades técnicas individuais podem ser facilmente conferidas aqui, é até difícil descrever, tem que ouvir.
Outro detalhe que não tem como passar despercebido é essa capa, muito legal e macabra ao mesmo tempo.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Nuno Mindelis - Sesc Belenzinho, São Paulo 29/10/2011
Fazia bastante tempo que eu não assistia a um show do Nuno Mindelis, pensando bem, na verdade fazia até bastante tempo que eu não assistia a um show de blues, então a expectativa era até grande para a apresentação desse que é um dos maiores guitarristas do estilo na atualidade.
Esteva bem quente o dia e saí com destino ao Sesc Belenzinho com o sol ainda “trabalhando” no céu, seria a primeira vez que veria um show nesse local, mais precisamente no teatro, então existia também a curiosidade de saber como eram as coisas por lá.
Tomei o metrô cheio para um sábado à tarde, mas bem quem conhece São Paulo, sabe que por aqui essa de metrô vazio, principalmente a linha três (vermelha) é raridade. Mas como eu estava com meu inseparável tocador de música o caminho foi curto, e não tive que escutar conversa alheia, visto que aparentemente um grupo de mulheres conversava algo bem alto no vagão em que estava.
Cheguei ao local de show, e fui procurar pelo teatro, que fica no terceiro andar, quando desci do elevador tomei um susto, o local estava completamente vazio, com somente funcionários do local, até perguntei se haveria mesmo o show e me confirmaram que sim, nisso faltava trinta e cinco minutos para o horário marcado, vinte e uma horas.
Fiquei esperando em um confortável sofá, quando finalmente somente quando faltava quinze minutos o público, bem variado começou a aparecer, confesso que fiquei mais aliviado, apesar de ser legal ver um show vazio, isso acaba desvalorizando o artista, já tão pouco valorizado por aqui.
Entrei no teatro, e descobri que meu lugar tinha uma visão bem legal do palco, inclusive o local é muito confortável, com uma ótima visão para todos os presentes, e por ser pequeno cria uma atmosfera intimista, que realmente combina com o blues.
Com cinco minutos de atraso, as luzes se apagam, e a banda entra no palco, as guitarras soam, mas somente em alguns segundos temos Nuno Mindelis no palco, com um Fender Stratocaster vermelha tocando-a como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Aliás ver Nuno ao vivo, faz parecer que tocar guitarra é moleza, tamanha a habilidade do músico, que vai da suavizade ao peso em um piscar de olhos, sempre com muito feeling em seus solos.
O show começou com uma música instrumental, e logo esquentou com clássico do Blues, “Rock Me Baby” bem conhecido em várias versões, essa apresentada por Nuno nos remete a BB King, que segundo o guitarrista foi um das suas grandes influências, em certo momento do show, disse ele que com nove anos costumava ficar tocando nota por nota ouvindo os discos do mestre, e sugeriu isso aos guitarristas iniciantes ali presentes, sem dúvida grande conselho.
A banda era bem competente, tendo um baixista discreto, um baterista preciso e um tecladista que além de ser uma figura carismática, dava um brilho especial às músicas, como no caso de “Green Onions” clássico de Booker T and The MG’s um dos grandes destaques da noite.
A plateia assistia a tudo extasiada, e quando menos se espera Mindelis anuncia “I Know What You Want”, que seria a última da noite, nessa música ele resolve dar seu famoso passeio pela plateia, para delírio total de todos, o ponto alto do show, e de perto percebe-se ainda mais como o cara é competente, sem dúvida também um grande “show man”.
A banda ainda volta para executar “Hey Joe” famosa na versão de Jimi Hendrix, que fez todos irem para casa com um grande sorriso no rosto, infelizmente a apresentação foi só um pouco curta, cerca de uma hora e quinze minutos, mas foi realmente muito boa, espero que eu não fique tanto tempo assim sem sentir o Blues da próxima vez, se puder ir em um show do cara vá. Não gosta de Blues? Pode ter certeza que depois de ver um show como esse você vai acabar gostando.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Manilla Road - Invasion, 1980
Às vezes o mundo da música, assim como o mundo em si, é um lugar injusto, vide o caso do Manilla Road, uma banda muito pouco conhecida, mas de grande qualidade, enquanto temos diversos exemplos de artistas medíocres, ou mesmo horríveis com legiões de fãs, mas sabemos que pessoas inteligentes não ligam para a fama e sim para a qualidade das coisas, para essas vale a pena uma escutada no Manilla Road, que é o álbum dessa semana.
É difícil tentar descrever o som da banda, mas uma coisa é fácil, notar a originalidade desses caras, que fazem tudo com extrema qualidade. O som no geral é meio setentista, só que mais pesado, algo como um Dust mais moderno, com algumas pitadas de Rush antigo e NWOBHM.
O play começa com “The Dream Goes on”, uma faixa bem pesada, onde as influências dos primeiros álbuns do Rush são marcantes, os vocais fortes são o grande destaque. Na sequencia temos “Cat and Mouse”, que lembra em seu começo bastante coisas do álbum Fly By Night do já citado Rush, lembra também coisas feitas pelo Dust, a música tem boas variações, e sacadas criativas e de certa forma pouco usadas por outras bandas.
“Far Side Of The Sun” é pesadíssima, e sem dúvida nenhuma o grande destaque do play, tem um timbre moderno dos instrumentos, que depois foi bastante copiado principalmente por algumas bandas Grunge, a música em si lembra mesmo coisas como Medula e Kyuss, que certamente devem ter bebido da fonte. “Steet Jammer” é bem mais na cara, pesadíssima também e com um vocal furioso e totalmente único, onde o vocalista Mark Shelton, que também toca guitarra dá um verdadeiro show de interpretação e raiva.
“Centurion War Games” é uma balada mais épica, dá uma acalmada nas coisas e além do mais é uma ponte perfeita para o épico “The Empire”, com seus treze minutos e meio totalmente épicos fecha o álbum em grande estilo, com peso e variações de andamento, que fazem a faixa parecer ter somente três minutos.
“ Invasion” não é um álbum tão fácil, suas músicas são longas e por vezes complexas, mas depois que você se acostuma, é uma surpresa a cada nota, totalmente indicado para aqueles que curtem um som mais épico.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Ron Carter - Sesc Pinheiros, São Paulo 23/10/2011
Realmente não é todo dia que se tem a oportunidade de ver uma lenda tocando, ainda mais pagando um preço baixo por isso, portanto era obrigação assistir a esse show, mesmo estando meio cansado da apresentação do Saxon na noite anterior, e ainda meio mal de saúde, mas não daria para deixar passar a chance de ver o grande Ron Carter ao vivo.
Comprei o ingresso com uma boa antecedência, e depois foi só esperar o dia que finalmente chegou. Saí de casa cedo pois naquele mesmo dia aconteceria uma exposição sobre o mito Miles Davis, aliás o show de Carter seria em homenagem a Miles, e seria baseado em seu álbum Dear Miles.
Não sou um grande conhecedor de Jazz, confesso, mas sempre estou ouvindo o estilo, e na medida do possível tento me atualizar e prender um pouco mais, por conta disso foi bem legal ver a exposição antes do show, que contava inclusive com um trompete utilizado por Miles.
Era chegado o momento, entro no teatro do Sesc e me deparo com um público totalmente distinto, desde adolescentes, até senhores, bem legal essa mistura, embora certa parte do público me parecesse de certa forma esnobe.
Sentei em meu lugar, que por sinal ficava em ótima posição e foi só esperar o momento do mestre subir ao palco. Com dez minutos de atraso surge a banda, todos vestidos com extrema elegância e demonstrando carisma, agradecem ao público e então surge em cena o mestre Carter.
Serei sincero, não sei qual foi o repertório tocado na noite, já que me pareceu ser diferente do programa inicial, então para não escrever mais bobeiras do que já escrevo, vou fazer um comentário diferente, uma geral na banda, e um pouco de cada integrante.
A banda é muito coesa e técnica, esbanjam simpatia e carisma, e conseguem ir do mais suave ao mais pesado, em um mesmo tema, com direito a vários improvisos com bastante inspiração, sem dúvida músicos geniais.
A pianista Irene Rosnes, é a mais discreta da banda, mais preocupada com a parte rítmica, improvisava pouco, mas segurava bem a cozinha para o trio restante brilhar, o grande destaque foi a introdução de “My Funny Valentine”, que segundo o simpático Carter era sua música favorita aquela noite.
O percursionista Rolando Morales era sem dúvida nenhuma uma figura, muito brincalhão improvisou bastante, e “brincou” com seu imenso kit de percussão, com direito a um belo solo de bongo.
Payton Crossley, o baterista da banda, é extraordinário, segura muito bem o ritmo, deu show principalmente com o uso da baquetas “vassourinha” e seu solo foi uma das coisas mais impressionantes que vi em toda a minha vida, ele conseguiu alternar volume e intensidade, sem diminuir a velocidade, criando um efeito até difícil de descrever, foi sem dúvida um dos grandes destaques do show.
Não é a toa que Ron Carter é um dos mais respeitados baixistas de toda a história, o que o cara faz é impressionante, vendo-o tocar parece que a coisa é fácil. Armonias complexas, slides, harmônicos, o cara realmente abusa do bom gosto, e quando retornou ao palco sozinho após o show para mais um solo, foi realmente indescritível a qualidade, sem dúvida um dos melhores músicos que já vi ao vivo.
No final das contas deu para voltar para casa contente, e com sede de me aprofundar mais no Jazz, com certeza após essa apresentação dedicarei mais tempo dos meus ouvidos para essa nobre música.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Saxon - HSBC Brasil, São Paulo 22/10/2011
Demorou bastante para que eu pudesse ver novamente ao show de uma das minhas bandas favoritas sempre, o Saxon, mas realmente pelo show valeu muito a pena, tudo bem, não foi tão memorável como aquelas apresentações no antigo Palace, mas foi um concerto digno de nota 10.
Durante a semana eu estive meio donte, fiquei até receoso em perder o show, mas tomando a medicação e não abusando, eu resolvi arriscar assim mesmo, o ruim seria ficar o tempo todo sem beber nada.
Peguei o trem, e logo estava na estação próxima ao local do show, teria um trajeto de cerca de quinze minutos até a casa de shows, e confesso que foi difícil esse caminho, visto que eu estava tossindo bastante e sentindo falta de ar, mas vamos lá, qualquer coisa eu ficaria mais quieto e curtindo o show do fundo, mas não dava mesmo para perder a oportunidade.
Cheguei na casa e encontrei o local até bem vazio, e já faltava meio hora para o show, nos arredores também não notei muita gente, o público até melhorou um pouco mas a casa acabou não enchendo, para quem não viu perdeu um grande show, repito novamente.
Um coisa que não entendi nesse show foi a “pista Vip”, ok até concordo com isso em outros shows, de outros estilos musicais, ou mesmo de Metal, mas em locais abertos, nunca em uma casa de shows pequena, mas o que se pode fazer? Não fiquei tão perto do palco, mas acabei vendo o show de boa, aliás era a primeira vez que visitava a casa e gostei bastante, não fica longe da estação de trem, e o interior é bem confortável possibilitando uma visão legal para todos, inclusive com telões dos lados do palco, somente fica essa ressalva contra o setor pista vip em shows de Metal de pequeno porte.
Pontualmente, dez da noite as luzes se apagam e começa a introdução, que para ser sincero foi um saco, pois é meio longa demais, após essa ansiedade inicial heis que surge o grande Saxon no palco com a nova “Hammer Of The Gods” que contou com boa participação da plateia, mas nada parecido com o que viria a seguir com o clássico “Heavy Metal Thunder”, realmente poucas bandas podem se dar ao luxo de queimar um clássico como esse logo no início do show.
“Never Surrender” mantém o público em êxtase cantando cada estrofe a plenos pulmões, realmente algo que é difícil acontecer em outros estilos que não o Metal. Na sequência “Chansing The Bullet” serviu de descanso para a casa voltar a se incendiar em “Motorcycle Man” onde cheguei a ver um cara chorando do meu lado.
“Back in 79” foi mais uma das novas bem recebida pelo público, que cantou bastante o refrão, foi então que veio mais um grande clássico “And The Bands Played On” uma das minhas favoritas, que mais uma vez soou maravilhosa ao vivo.
Após esse furacão o show estranhamente deu uma desanimada, foram tocadas “Mists Of Avalon”, “Demon Sweeney Todd” e “Call To Arms”, na sequência, foi meio um balde de água fria, principalmente as duas baladas do novo álbum, de onde podiam ser executadas outras músicas mais legais, mas tudo bem, deu um tempo para descansar o pescoço.
Quando os primeiros acordes de “Dallas 1pm” soaram parecia que o show tinha começado novamente, tamanha a animação do pessoal, e não era para menos vista a qualidade desse grande clássico do Metal. “Rock And Roll Gypsy” foi uma das melhores da noite principalmente porque eu nunca havia escutado essa música ao vivo, ela também está entre as minhas favoritas da banda.
“Rock The Nations” foi a grande supresa da noite, sendo muito bem recebida pelo público foi um grande destaque, idem a sequência com “Battle Cry” do mesmo álbum.
“When Doomsday Comes (Hybrid Theory), com seu riff bem parecido com “Perfect Strangers” do Deep Purple agradou bem o pessoal, e soou como um das melhores do novo álbum, foi então a vez de “Denim And Leather” quase derrubar a casa, foi lindo ver todos cantando e agitando bastante nesse clássico.
Falando em clássico foi outra surpresa a execução de “20.000ft” em uma versão rápida e arrasadora, abrindo espaço para o hino “Wheels Of Steel”, que imagino que deva ter o refrão cantado até por quem estava do lado de fora da casa.
Uma rápida saída e Paul Quinn, retorna ao palco e começam os primeiros acordes de “Cruzader”, não precisa dizer qual foi a reação do público, aliás é mágico escutar essa música ao vivo e ver Nigel Glocker na bateria com seu óculos escuros, e Paul detonando em um dos melhores solos da história da música, voltei a ter dezesseis anos nesse momento,a essa altura acho que eu já estava até curado da infecção pulmonar, visto que estava cantando junto sem tossir e agitando feito um louco.
Mais um momento para cantar junto foi “747 Strangers In The Night” maravilhosa ver~soa ao vivo.
Mais um saída do palco e dessa vez Doug Scarratt retorna ao palco e pós um breve solo inicia o clássico riff do hino “Power And The Glory”, mais uma vez a loucura toma conta do local, impossível ficar parado e não agitar e cantar junto. Quando Biff Byfford anuncia que tocaraim uma música que não haviam tocado em tours na América do Sul antes, imaginei o que poderia ser, e para minha surpresa veio “Ride Like The Wind”, que ficou muito legal ao vivo, me fazendo lembrar de quando ouvia o “Greatest Hits Live” quase todo dia, momento mágico também.
Bem eu sabia que o show estava acabando, e até podia ter acabado naquele momento, mas ainda faltava pelo menos mais uma música que não poderia ser esquecida. A banda sai do palco novamente, e dessa vez quem retorna sozinho para um curto solo é Nibbs Carter, que por sinal é um grande baixista e agita sem parar durante o show todo, foi então executada “Strong Arm Of The Law” clássico do álbum de mesmo nome. Sem grandes pausas começam os primeiros acordes da maravilhosa “Princess Of The Night”, uma das minhas músicas favoritas, não só da banda, mas do geral, é simplesmente indescritível ouvir isso ao vivo, somente ela já valeria o ingresso, um grande encerramento para duas horas de puro Metal, com uma das maiores bandas da história, espero que não demore tanto para ver eles novamente.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Saxon - Call To Arms, 2011
Aproveitando a visita do Saxon ao Brasil, resolvi ouvir durante essa semana o álbum novo da banda “Call To Arms”, então vmos lá ao que achei dele.
Difícil não reparar logo de cara na capa, que por sinal é muito legal e criativa, se destaca logo de cara, sendo diferente da maioria de capas das bandas do estilo.
O disco começa com a rápida e empolgante “Hammer Of The Gods”, que tem um riff de guitarra bem característico do Saxon, principalmente no que foi feito nos últimos álbuns da banda, na sequência, “Back In 79”, é um pouco mais lenta, mas ideal para ser tocada ao vivo por conta do refrão fácil e pegajoso.
Quando os primeiros acordes de “Surviving Against The Odds” soam, é impossível não abrir um sorriso, essa música é muito boa, veloz e com um riff bem legal também, lembrar muito o velho Saxon dos anos 80 e com certeza é um dos pontos alto do disco. Falando em anos 80 a introdução de “Mists Of Avalon” lembra bastante o clássico “Nightmare” do álbum “Power and The Glory”, pena que somente a introdução lembre, pois a música em si é um pouco arrastada, e não é das mais interessantes feita pela banda.
A faixa título, não é ruim, mas é lenta, e vem depois de outra lenta, o que quebra um pouco o impacto inicial do play, que acaba não levantando o astral em “Chasing The Bullet”, uma música que também acaba passando despercebida.
A velocidade e qualidade volta em “Afterburner”, que lembra o Saxon do começo dos anos 90, uma pouco mais pesado e rápido, a seguir temos "When Doomsday Comes (Hybrid Theory soundtrack)”, que tem um riff que lembra bastante “Perfect Strangers” do Deep Purple, é uma música que também deve funcionar bem ao vivo.
Quando pensamos que tudo voltaria ao normal, vem a fraca “No Rest For The Wicked” que é facilmente esquecida após a audição, porém após esse momento não inspirado surge a grande surpresa do disco “Ballad Of The Working Man”, uma música muito legal, que tem um riff totalmente Thin Lizzy, e volta a empolgar o ouvinte, mas infelizmente tarde, pois no final temos somente uma versão orquestrada da faixa título, que soa um tanto quanto desnecessária, por ser bem parecida com a original, mesmo assim não significa que seja ruim.
No balanço final, “Call To Arms” não é um álbum ruim, para para quem tem tantas obras primas no currículo o grande Saxon ficou devendo nessa.
Se você não conhece a banda é melhor não começar por esse play, mas se já é fã, vale ouvir, talvez você se empolgue um pouco mais que eu.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Quarteto De Cordas Da Cidade De São Paulo - Theatro Mvnicipal, São Paulo 08/10/2011
Bem vamos por partes. Primeiro não sou um grande conhecedor da música erudita, como esse tipo de música deve ser escutada ou ao vivo, em boas salas de espetáculo, ou em casa com um bom aparelho de som, acabo não escutando muito, porque a maioria do que ouço é na rua com fones de ouvido( infelizmente).
Até por não conhecer tanto assim, nem vou falar de coisas técnicas, caso contrário irão me massacrar com toda a razão, então vamos comentar como um leigo, que realmente é o que sou para esse tipo de música.
Eu já havia estado no Theatro Mvnicipal( vou usar essa nomenclatura, que está no programa oficial) mas nas duas ocasiões em que estive lá eu não vi música ao vivo, pois eram peças de teatro, então esse seria meu debute em um concerto musical no local.
Saí de casa depois que passou a chuva, e fui andando, e escutando Saxon( por mais que duvidem o Metal tem muito a ver com música erudita, não necessariamente o Saxon, mas outras bandas tem bastante), e cheguei cedo ao local, que não fica longe de casa.
Desnecessário falar sobre a beleza do Theatro, que está em seu centenário. Mas é engraçado ver como as pessoas se portam lá dentro. Muitas tiram fotos do local, fazem pose, circulam sem parar, o que não é errado, pois realmente é um belo local. Alguns outros fazem pose de intelectuais, e grandes entendedores, bem alguns até são, mas há que se desconfiar.
A presença de pessoas de maior idade é maciça, o que é bem justificável, visto que a molecada de hoje pouco se interessa por música, imagina por uma música que exige um pouco mais de atenção e “audição” para ser apreciada?
Também é engraçado ver mulheres já de certa idade vestindo minissaias e desfilando como se fossem misses em um concurso de beleza, mas tudo bem cada um se veste de modo a se sentir confortável, e se elas fazem isso é porque há quem goste.
Eu até pensei em tomar uma cerveja, mas o bar estava meio lotado, e quente, fazia bastante calor no dia, então fiquei somente lendo o programa no salão, seria mais proveitoso.
Já sentado em meu lugar, reparei mais uma vez como o local é bonito por dentro, creio que todo o paulistano deveria fazer uma visita ao Theatro, garanto que mais da metade vai sentir vontade de voltar. Impossível também não imaginar como seria aquilo em outra época.
No horário marcado o quarteto formado por: Betina Stegmann ( violino), Nelson Rios (violino), Marcelo Jaffé ( viola) e Robert Suetholz( violoncelo, muito parecido com o jogador Wayne Rooney por sinal) entram no palco, e como um bom mestre de cerimônias Marcelo, comenta o que seria apresentado a seguir.
A primeira parte do concerto foi composta pela “Cavatina do Quarteto, Op. 163” de Beethoven, uma peça curta, de cerca de 10 minutos bastante intensa, e bem sofisticada, deve realmente ser complicado tocar isso.
Antes da segunda parte, Marcelo convida seu irmão Claudio Jaffé( violoncelo) para se juntar ao quarteto no palco. Novamente o violista( essa palavra existe?) conta um pouco sobre a peça, e a vida de Franz Schubert, com bastante simpatia e bem didático, confesso que somente essa “aula” já valeria o concerto, gostei bastante, mas a música estava por vir.
“Quinteto em Dó Maior, Op. 163” de Schubert, se mostrou uma peça muito técnica também, com várias mudanças de andamento, provavelmente a execução deve ser dificílima também. Como disse antes não sou grande conhecedor desse tipo de música, mas me agradou principalmente a segunda parte( de quatro) onde existem partes realmente densas, e alguns quase improvisos do violoncelo e violino, enquanto o restante do grupo mantém o tema, muito interessante, também gostei das sutilezas que somente são perceptíveis com bastante atenção.
A plateia é bem interessante nesses locais, pois enquanto havia pessoas que prestavam atenção, outras choravam, e algumas até dormiam, sem dúvida um show a parte, e o mais legal que devia ser sempre repetido todos em silêncio( tirando uns roncos que escutei) e sem ficarem tirando fotos a todo instante, parabéns aos espectadores.
No final a única coisa que restou foi aplaudir a bela execução, e esperar para repetir a experiência, pois realmente vale a pena.
Aquele que acompanham o blog e gostam do Metal, poderiam fazer isso um dia, e aqueles que caíram aqui por acidente e preferem a música erudita, que tal um dia dar uma chance para o Metal também? Vão perceber que o estilo bebeu muito nessa fonte.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Killers - ...Fils De La Haine, 1985
Não, essa não é banda solo de Paul Dianno( que é bem legal por sinal, principalmente nos primeiros plays, qualquer dia comento aqui), também não é aquela banda meia boca chamada The Killers, aqui estou falando da talvez maior banda francesa de todos os tempos.
Eu sinceramente já ouvi outros álbuns da banda, mas nunca havia ouvido esse primeiro aqui, e logo de cara, vem uma decepção, a produção é muito tosca, até mesmo para a época que foi lançado, mas como a qualidade da banda é alta dá para passar por cima disso.
A banda sempre optou por cantar em seu idioma natal, o que talvez tenha impedido um pouco um sucesso maior, mas isso para mim até deixa o som mais interessante, pois o francês se encaixa perfeitamente ao Metal, assim como qualquer outro idioma, isso é realmente único do estilo, ou vai dizer que um samba cantado em latim soa bem? Ou quem sabe um tango em russo.
A faixa título abre o disco de maneira arrasadora, com peso e velocidade lembra bastante o clássico “Fast As A Shark” do Accept, principalmente por conta da levada de guitarra e bateria. “Sacrifice' não deixa a peteca cair mantendo o pique da primeira música.
Demora um tempo para se acostumar com “Rosalind” principalmente por conta das mudanças de andamento, mas até é uma música interessante, embora eu tenha achado a mais fraca do play. Surge então a pancada “Pense À Ton Suicide” com seu refrão animal que praticamente te convida a aprender francês para cantar junto, melhor do disco, e também uma das melhores da banda, se for tocada em shows deve ser matadora.
“Au Nom Du Rock and Roll” tem uma pegada bem Hard Rock, parece uma mistura entre AC/DC e Manowar, também tem um refrão legal para ser cantado junto em um show, eis que então surge a faixa “Killers” grande clássico da banda, que mais uma vez remete ao que o Accept faz tão bem, ou seja aquele Heavy um pouco mais veloz, quase Thrash.
“Mercenaire” é um pouco mais melódico, dando uma pista de como seriam alguns trabalhos posteriores da banda, é hora então da instrumental “Le Magicien d'Oz” que nos remete aos anos 80 época em que várias bandas apostavam em faixas assim.
Com um título como “Heavy Metal” não teria como essa música ser ruim, é um outro grande destaque do álbum, cadenciada que mais uma vez nos faz querer aprender como cantar junto, totalmente recomendada.
No final “Chavaliers Dù Deshonneur” encerra com chave de ouro em mais uma faixa rápida, ainda existe uma última faixa chamada “Ahachtachta Chtilabeh!!!” que se trata de uma Backward Message, não acrescenta muito.
No geral o disco é bem legal, mas produção estraga um pouco por ser precária, talvez exista alguma versão remasterizada com um áudio melhor, mesmo assim para quem não conhece a banda eu aconselho começar por outro álbum, como “Cités Interdites” de 1992 ou Habemus Metal de 2002 que são matadores, qualquer dia desses comento sobre eles aqui.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Dio - Master Of The Moon, 2004
Esse é um daqueles discos do Dio que acabaram sendo meio esquecidos no meio da discografia dele, talvez por conta do Holy Diver Live que veio em seguida, talvez por conta do Heaven And Hell, a verdade é que pouca gente escutou esse álbum, e como eu era um deles resolvi dar uma escutada durante essa semana que passou, e digo uma coisa não me arrependi nem um pouco, aqui temos material de grande qualidade como tudo que envolve o baixinho.
O álbum já abre com a empolgante “One More For The Road” que une velocidade, peso a a maior voz que já pisou na face da terra, na sequencia a faixa título é um pouco mais cadenciada, mas nem por isso menos empolgante, com um refrão que já gruda na cabeça na primeira audição.
“The End Of The World” tem um riff inicial que lembra bastante “Back In Black” do AC/DC, nela também temos mais um show de interpretação do baixinho e uma letra bem legal e ao mesmo tempo pessimista. “Shivers” é outra calcada pela velocidade, e peso absurdo principalmente da cozinha com Simon Wright (bateria) e Jeff Pilson (baixo).
“The Man Who Would Be King” começa lenta e vai crescendo, é para mim a melhor música do álbum, principalmente pela grande interpretação de Dio, pena que acabou não sendo executada ao vivo eu imagino, pois soaria muito bem no palco. Depois temos “The Eyes” um pouco mais lenta e com um som de phaser que repete o nome da música que chega as vezes a soar até um pouco engraçado, poderia ter sido retirado, mas mesmo assim não chega a estragar nada, somente soa meio estranho.
A velocidade volta com “Living A Lie” outra que talvez se sairia bem ao vivo caso fosse executada, o peso volta com tudo em “I Am” música que lembra bastante o trabalho do Heaven And Hell talvez seja a mais “Sabbática” dentre as músicas do play.
“Death By Love” e “In Dreams” encerram o álbum mantendo a grande qualidade marca característica da banda, infelizmente esse foi o último álbum gravado pela banda antes do falecimento do mestre, mas felizmente fica o registro que tenho certeza irá continuar animando os Bangers ao redor do mundo, não seja perto dos álbuns clássicos do baixinho, mas mesmo assim como tudo na carreira dele vale muito a pena ser ouvido.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Kiss - Lick It Up, 1983
Fazia um tempão que eu não ouvia Kiss, então nada mais justo que pegar um dos discos mais legais deles e ouvir como álbum da semana, sempre é bom ouvir um pouco de clássicos.
O play já começa com uma cacetada chamada “Exciter', música que dá uma animada e prepara para o que vem em seguida. “Not For The Innocent” é bem pesada, e me lembra o clássico “War Machine” do álbum “Creatures Of The Night” só não tem o mesmo riff, mas a estrutura de ambas são parecidas, com o ótimo vocal como sempre de Gene Simmons.
A faixa título creio eu que todos conheçam, é aquela putaria bem típica de Kiss, e tem um dos piores clipes de toda a história, é simplesmente constrangedor e pode ser visto aqui: http://www.youtube.com/watch?v=bXB7G3c0Hnc porém a música é bem legal, e anima os shows sempre que executada.
“Lick It Up” é para mim um dos álbuns mais pesados do Kiss, junto com “Creatures Of The Night” e “Revenge”, e isso pode ser conferido na quase Heavy “Young And Wasted” e também na pesada “Gimme More” onde brilha a bateria de Eric Carr, em um dos melhores timbres do instrumento já conseguidos em estúdio, bem pesada mesmo( pelo menos para os padrões do Kiss).
“All Hell Breakin' Loose” é cadenciada, mas não deixa de ser pesada, e tem partes em que a letra é narrada, tornando a faixa bem interessante, com um refrão que gruda fácil na cabeça, não a toa foi utilizada como um dos singles do álbum.
“A Million To One” é a balada do play, mesmo assim ela é até um pouco menos pop que outras já feitas pela banda, serve como descanso para um dos pontos altos que vem a seguir, “Fits Like a Glove” rápida, pesada e com um baixo bem legal, com menos velocidade, mas o mesmo peso vem “Dance All Over Your Face” onde mais uma vez a banda flerta com o Heavy Metal, destauqe novamente para o baixo e a bateria.
O melhor veio para o fim, pois o álbum fecha em grande estilo com a melhor de todas “And On The 8th Day”, uma música bem no estilo Kiss, com os inconfundíveis vocais de Paul Stanley, que deveria ser mais tocada ao vivo, além do mais tem uma letra bem divertida.
“Lick It Up” é sem dúvida nenhuma um dos melhores discos do Kiss, e porque não dizer também do Hard Rock, visto que a banda é um seus grandes expoentes. Se nunca escutou, não perca tempo recomendadíssimo, existe somente um defeito, a capa poderia ser melhor, como dá para reperar é horrível, principalmente para quem fez capas tão legais com “Destroyer” e “Creatures of The Night”
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Ghost - Opus Eponymous, 2010
Depois de assistir ao show do Ghost no Wacken Open Air fiquei realmente curioso de ouvir o som da banda, então decidi que esse seria o álbum da semana, e realmente o álbum é muito bom.
É meio complicado descrever o som da banda, o que mais me pareceu foi um Mercyful Fate sem os vocais do King Diamond, porém em alguns momentos é mais lento, e menos pesado que o Marcyful Fate, lembrando em outros momentos Candlemass, Black Sabbath, Pentagram e até algumas coisas rock and roll mesmo.
O álbum começa com uma introdução instrumental chamada “Deus Culpa” e logo o baixo anuncia uma das melhores do play, “Con Clavi Con Dio” em que todos os elementos da banda podem ser ouvidos, destaque total para o vocal, que combina perfeitamente com o instrumental. “Ritual” vem na sequência com uma introdução que lembra bandas de rock alternativo, mas logo se transforma em uma faixa pesada com algum acento pop.
“Elizabeth” é sem dúvidas a melhor do disco, com um refrão matador, e um instrumental que lembra demais Mercyful Fate da fase mais nova da banda, como nenhum integrante do Ghost tem o nome divulgado, eu começo a pensar se não existe ninguém do Mercyful Fate no meio.
“Stand By Him” traz um refrão que gruda automaticamente na cabeça, e realmente demora a sair, é um dos destaques também do álbum, que segue com “Satan Prayer” uma das mais pesadas.
“Death Knell” também junta os melhores elementos da banda, o instrumental pesado aliado ao vocal criativo e um grande refrão, na sequência Prime Mover é também calcada pelo peso, lembrando bastante novamente Mercyful Fate e Candlemass.
O álbum, que só tem um defeito, é muito curto encerra com “Genesis” uma faixa instrumental, e algumas versões trazem um bônus que deveria constar na versão original, um dos melhores covers que já vi na vida para uma música dos Beatles, no caso “Here Comes The Sun”, que ficou muito macabra aqui.
Totalmente recomendável e viciante demais esse álbum. E além do mais tem uma capa bem legal. Tudo perfeito.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Destruction - Carioca Clube, São Paulo 27/08/2011
Esse show estava marcado para abril, exatamente no dia do meu aniversário, mas acabou sendo transferido para agosto, como eu já havia comprado o ingresso era só esperar o dia.
Bem, era o primeiro show que eu iria assistir aqui depois do Wacken Open Air, e confesso que minha expectativa não era das maiores, visto que vi shows maravilhosos no festival, mas por sorte acabei me enganando e visto um grande show naquela noite no Carioca Clube.
Durante o sábado fez sol o dia inteiro, o que anunciava que teríamos calor no local, por conta do clima e também da banda e seus fãs, que costumam agitar bastante, como eu já havia conferido em outras oportunidades.
O horário do show era as 20:00hs, na minha opinião horário perfeito para a grande maioria das pessoas, aqueles que dependem de transporte coletivo podem sair do show sossegados, e aqueles que querem dar uma esticada tem a noite inteira para isso, não era meu caso, mas foi legal sair cedo e ir para casa tranquilo depois do grande show.
Quando cheguei ao local a banda de abertura Red Front já estava tocando, e o local estava bem vazio, fiquei imaginando se mais alguém apareceria pois faltava uma hora para o show e as ruas em volta estavam vazias.
Era a primeira vez que eu assistia ao Red Front, e mesmo com o som meio embolado eu gostei do show, a banda é bastante eficiente no tipo de som que escolheram e sabem investir no marketing, um dos momentos legais foi a malhação do boneco do Bello( o pagodeiro), foi bem engraçado ver aquilo dentro do Carioca Clube, um reduto do samba. No final eles tocaram “Circle Of Hate”, que foi o grande destaque das músicas que ouvi, provavelmente irei assistir a banda em outras oportunidades pois eles têm qualidade de sobra.
Com quase meia hora de atraso, e com a casa um pouco mais cheia, começa a introdução no P.A., era o anúncio que o massacre estava começando com “Curse The Gods” e emendada na sequência o hino “Mad Butcher” com todo o público cantando junto e agitando sem parar, com o perdão do trocadilho, começava a destruição.
As novas “Armaggedonizer' e “Hate Is My Fuel” soaram destruidoras ao vivo, pena que não foi executada “The Price” ou “Sorcerer Of Black Magic”, mas a banda tem vários clássicos e deve ser difícil escolher o melhor set list.
Schmier cantava com a qualidade de sempre, mas parecia meio nervoso, aparentemente por falta de retorno no palco, chegou até a arremessar um dos microfones para fora do palco, e a todo instante pedia mais volume para os técnicos, problema que deve ter sido contornado durante o show, pois ele parecia mais calmo após um tempo.
O massacre segue com “Eternal Ban” e a clássica “Life Without Sense” com grande resposta do público, que não parava um minuto sequer, chegando a haver até invasões de palco,e muito “ crowd surfing”, o que aumentava cada vez mais a temperatura da casa, logo eu já estava transpirando bastante, mas o jeito era me divertir com tudo isso.
D.E.V.O.L.U.T.I.O.N soou muito melhor ao vivo que sua versão de estúdio, quando então a intro “Days Of Confusion” anunciava que estava por vir uma das maiores músicas já compostas na face na terra, “Thrash Till Death”, esse é daquelas músicas que mesmo que você não goste, ou não queira tem que agitar, e agitar bastante, ao ponto de quase ter um AVC por exemplo, só ela vale o show.
A peteca não cai com “Nailed To The Cross” também do perfeito álbum “The Antichrist” um dos melhores da banda e do Metal em geral, pelo menos na minha opinião. “Metal Discharge” foi para mim uma bem vinda surpresa, e foi legal rever essa música poderosa ao vivo.
Um pequeno solo de bateria foi a introdução de outra surpresa da noite “Tormentor” onde a velha guarda pode agitar bastante, o mesmo acontecendo com “Death Trap”, que ao vivo é ainda mais brutal que em estúdio.
Nesse momento Schmier pergunta se existe algo que o público queria ouvir, e atendendo aos pedidos( ou não, nunca se sabe se isso já não está programado) a banda manda o clássico “Invicible Force” mais uma vez o Carioca Clube quase vinha a baixo, “Tears Of Blood” um pouco mais lenta fechou a primeira parte da noite.
Alguns minutos de espera e começa a intro de “Total Desaster” mais uma vez com grande participação de todos os presentes( Como é bom ver shows em locais pequenos onde só os fãs da banda estão presentes, torna tudo bem mais legal), na sequência “The Butcher Strikes Back” como sempre totalmente brutal.
O encerramento não podia ser outro senão “Bestial Invasion” outra música perfeita, pena que o som deu umas falhadas nessa faixa, principalmente na guitarra, mas mesmo assim o que se viu foi um massacre, com todos sorridentes ao final do show.
Eu havia estado gripado na semana do show, mas acho que me curei totalmente depois dessa, depois do show deu para voltar a pé até em casa sossegado, e ainda comprar uma cervejinha no supermercado porque ninguém é de ferro.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Destruction - Day Of Reckoning, 2011
Aproveitando a visita do Destruction ao Brasil, o álbum da semana é o Day Of Reckoning, último lançamento da banda.
Bem o álbum no geral lembra bastante o Metal Discharge, o que é uma coisa boa, pois gosto bastante daquele álbum, um dos melhores desde a volta do Destruction, também achei que ele ficou no geral superior ao último lançamento da banda D.E.V.O.L.U.T.I.O.N, que não é ruim, mas para mim ficou devendo um pouco, pois bem, vamos ao play.
O álbum começa com uma cacetada chamada “The Price”, com um refrão fácil, e uma levada de velocidade extrema, cairia muito bem ao vivo, na sequência temos “Hate Is My Fuel”, que é a música de trabalho do álbum e mantém a mesma pegada da primeira.
“Armageddonizer” é um pouco mais cadênciada, mas também não deixa de ser uma grande música, é outra que tem o refrão fácil, a velocidade volta com “Devil's Advocate” que chega até a lembrar os primeiros trabalhos da banda dos anos 80, a cadência volta na faixa título, onde o peso é o grande destaque.
“Sorcerer Of Black Magic” começa até certa forma lenta, mas vai ganhando velecidade, e para mim é a melhor faixa da álbum, principalmente no refrão onde a rifferama corre solta, cortesia do sempre competente Mike, um monstro dos Riffs dentro do Thrash Metal.
“Misfit” é outra cacetada que soaria bem ao vivo, enquanto “The Demon is God” podemos perceber algumas influências de punk, principalmente na levada da música. “Church Of Disgust” começa com uma horação e logo vira uma pancadaria bem old-school também.
“Destroyer Or Creator” é mais uma cadênciada, que dá lugar para “Sheep Of The Regime” que encerra o play em alta velocidade, mostrando a técnica do novo baterista Vaaver, que se encaixou perfeitamente à banda.
Um ótimo álbum, como por sinal a banda vem fazendo sempre, pena que alguns ainda acham que a banda não lança nada desde 1988, uma pena, pois não sabem o que perdem.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Ария - Герой Асфальта, 1987
Essa semana eu passei ouvindo um dos grandes clássicos do Metal russo de todos os tempos, Герой Асфальта, é um dos melhores álbuns dessa banda que infelizmente, talvez por conta do idioma seja pouco conhecida por aqui mas vamos lá.
A abertura do play conta com a longa На Службе Силы Зла, que começa com um trecho de uma canção russa, e logo desbanca para um peso total, algo parecido com Fast As A Shark, clássico do Accept, durante os sete minutos podemos ver bem como a banda soa, com boas variações mudanças de andamento.
A faixa título com certeza é o grande destaque do disco, tanto que é tocada até hoje nos shows da banda, o riff cavalgado é empolgante, chegando a lembrar Powerslave do Iron Maiden, o refrão também, mesmo não sabendo russo dá vontade de cantar, é uma música que merecia maior destaque, mesmo não sendo cantada em inglês.
Мёртвая Зона é um pouco mais cadenciada, mas mostra que a banda pode trafegar com competência por diversos estilos, o grande destaque fica por conta do som de baixo, bem “na cara”, parecido com Steve Harris. 1100 é outra que empolga bastante, lembrando a faixa título é rápida e construída em cima de um riff cavalgado, também conta com um refrão poderoso, que fica na cabeça após a primeira audição.
Em Улица Роз o destaque novamente fico por conta do som de baixo, em uma faixa um pouco mais cadenciada, mas mesmo assim não menos empolgante, no encerramento temos Баллада о Древнерусском Воине, que apesar do nome, não é bem uma balada, mas um épico um pouco mais lento e com oito minutos de duração, é também outro clássico da banda, tocada até hoje nos shows.
Герой Асфальта, é um grande álbum, que merece ser ouvido, infelizmente o Aria acabou um pouco restrito por cantar em russo, mas isso não tira em nada a qualidade da banda, incluse para mim até acrescenta um tempero especial, uma vez que o russo cai muito bem no Heavy Metal, como quase todos os idiomas.
O álbum da semana
Bem eu sempre imaginei que para assimilar um álbum, você precisa ouvir ele pelo menos três vezes, ok, em alguns casos isso é automático, mas o ideal é ouvir pelo menos três vezes mesmo para tirar alguma conclusão.
Toda semana eu deixo um álbum no mp3 player, ele vai ser o álbum da semana, será que o que estarei escutando no transporte coletivo e nas ruas durante o trajeto entre o serviço, a faculdade e minha casa. Eu prefiro deixar um álbum só, para ouvir durante a semana pois assim fica melhor para assimilar, quando chega na sexta feira, eu já tenho uma opinião legal sobre ele. As vezes isso acaba sendo uma furada, mas na maioria das vezes é legal.
Resolvi então usar o blog para sempre que possível, compartilhar esse álbum da semana, mas sempre escrevendo daquele meu jeito meio tosco, sem compromisso nenhum profissional e sem ganhar nada em troca.
Quem sabe você lendo isso também não posso vir a conhecer e gostar de coisas novas, e por vezes diferentes que eu ouço?
Toda semana eu deixo um álbum no mp3 player, ele vai ser o álbum da semana, será que o que estarei escutando no transporte coletivo e nas ruas durante o trajeto entre o serviço, a faculdade e minha casa. Eu prefiro deixar um álbum só, para ouvir durante a semana pois assim fica melhor para assimilar, quando chega na sexta feira, eu já tenho uma opinião legal sobre ele. As vezes isso acaba sendo uma furada, mas na maioria das vezes é legal.
Resolvi então usar o blog para sempre que possível, compartilhar esse álbum da semana, mas sempre escrevendo daquele meu jeito meio tosco, sem compromisso nenhum profissional e sem ganhar nada em troca.
Quem sabe você lendo isso também não posso vir a conhecer e gostar de coisas novas, e por vezes diferentes que eu ouço?
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Rock Spektakel – Ratthausmarkt, Hamburgo 12/08/2011
Estava em Hamburgo pois havia viajado para assistir o Wacken Open Air na alemanha, além é lógico de aproveitar para conhecer o país. Antes de embarcar lendo a programação cultural fiquei sabendo que haveria esse festival, na sexta, sábado e domingo, e que a entrada seria gratuita, como viajaria no sábado pude conferir alguns shows da sexta.
Primeiramente confesso que não conhecia nenhuma das bandas, de nenhum dos dias do festival, então iria totalmente as cegas mesmo, pois nem sequer tive tempo de dar uma procurada por nada.
Cheguei ao local por volta das 19:30, estava vazio, embora fosse de graça e em praça pública, e os técnicos estavam montando o palco para o que seria a próxima atração a banda [Soon].
Enquanto fui pegar uma cerveja e algo para comer, a banda entra em cena, com todos os integrantes vestindo preto, fiquei curioso para ver como soaria a banda ao vivo.
Aos primeiros acordes percebi que se tratava de um som meio moderno, e de cara não gostei, os músicos são até competentes, mas o vocalista é bem fraco, e tem uma postura de palco muito ruim, parecendo que se escondia em alguns momentos. Era muito mais interessante observar a linda arquitetura do prédio da prefeitura de Hamburgo, ou as lindas alemãs que estavam por perto do que o palco, o som da banda era bem fraco, como se fosse um Linkin Park com algumas pitadas de gótico e solos de guitarra.
O público parecia também não ligar muito para os músicos, a assistia o show passivamente, tomando cerveja, conversando ou posando para fotos em frente a prefeitura, realmente não era só eu que não estava gostando. Para dizer que foi tudo péssimo, a segunda música do show, que não sei o nome, foi até legal, tinha um pouco de peso, e pouca coisa de modernidade ou indie, mas infelizmente a animação terminou na próxima faixa e nas outras que vieram a seguir.
Quando o [Soon] saiu do palco o local começou a encher, apareciam figuras góticas por todos os lados, o que era interessante pois começava a escurecer em Hamburgo, enquanto havia a montagem fui pegar outra cerveja, e fiquei curioso para ver como seria o Mono Inc. Headliner da noite, e que parecia que contava com bastante fãs presentes no local.
Cerca de dez minutos de espera, e as luzes se apagam anunciando a entrada da banda no palco. A animação já era outra com pessoas indo para a próximo do palco e vibrando com a entrada dos músicos, principalmente o vocalista, um cara com um cabelo estilo moicano.
O som era aquele típicos Gótico eletrônico, bem comum na Alemanha, mas em algumas passagens lembrava algo mais tradicional como Lacrimosa, confesso que era até interessante.
Várias músicas eram cantadas pela plateia, e a performance dos músicos era muito boa com destaque para a baterista e o vocalista, que agitavam bastante, mesmo as partes eletrônicas por não serem exageradas, davam um tempero para as músicas sem deixá-las chatas, uma banda interessante que vou procurar ouvir um pouco mais.
Um evento bem organizado, e pontual, que mesmo sem que eu conhecesse as bandas valeu pela atmosfera do lugar, e a ótima cerveja, que como dizia a propaganda do festival, era ela quem pagava as bandas, e pelo que vi do consumo dos alemães, as bandas foram pagas em dia. O show do Mono Inc. Também foi interessante.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Wacken Open Air – Wacken, Alemanha 04. 05, 06/08/2011
Bem, eu fui até o Wacken Open Air desse ano, foi maravilhoso, um sonho realizado em um grande festival na Europa, além de conhecer a Alemanha, o que também era um grande sonho para mim.
Eu vou escrever uma resenha completa com tudo o que aconteceu por lá, inclusive a preparação e as curiosidades, mas só publicarei a resenha no livro “Expectador Ativo 2” que devo estar terminando até o final do ano, provavelmente depois do show do Ringo Starr em São Paulo.
Aqui vou colocar então só os shows que assisti, e um pequeno comentário sobre cada um, só para matar um pouquinho a vontade, só lembrando que nem todos os shows eu assisti de ponta a ponta, então não vai dar para fazer uma análise completa, mas isso foi o que achei do que vi:
Dia 04
Onkel Tom – Muito bom, embora a ficha ainda estivesse caindo pra mim, deu para curtir bem
Helloween – Fraco, já vi a banda em melhores momentos
Blind Guardian – Maravilhoso, grande show do primeiro dia, público animado e performance perfeita da banda.
Ozzy Osbourne – A grande decepção, infelizmente o Madman precisa se aposentar, cantando desafinado mesmo com pelo menos um tom mais baixo nas músicas, set-list burocrático, show curto para um headliner, pelo menos a banda que acompanha é muito competente, principalmente o tecladista e o novo guitarrista.
Dia 05
Primal Fear – Bom show, e o Ralf canta muito.
Suicidal Tendencies – Poderia ter sido melhor, faltou a formação clássica.
Morbid Angel – Só via as duas últimas músicas, mas foram boas.
Sodom – Frio, funciona muito mais em local pequeno, como quando tocaram em São Paulo e fizeram um show memorável.
Rhapsody Of Fire – Surpreendentemente muito bom, bem acima do que eu estava esperando, tirou a má impressão do show que havia visto deles.
Reliquiae – Não gosto muito do estilo, mas foi até interessante, assisti duas músicas.
Heaven Shall Burn – Também não é meu estilo favorito, mas a banda é competente, e o baterista palmeirense, mesmo sendo alemão.
Morgoth – Só vi uma música, mas não me interessou muito.
Judas Priest – Perfeito, melhor show de todo o festival, sem palavras para descrever
Triptycon – Sonho realizado, ver Tom Warrior cantando, grande show, bem macabro
Airbourne – Grande banda, show muito bom, mesmo parecendo demais AC/DC e eu já estando bem cansado, os caras são monstros no palco, precisam de mais atenção pois serão grandes.
Dia 06
Girlschool – Grande show, animado e cheio de clássicos
Crash Dïet – Não conhecia o som da banda, mas achei legal, visual exagerado, mas um bom show.
Onslaught – Competente e selvagem
Torture Squad – Bem animado e selvagem também.
Mayhem – Decepção também, nenhum visual de palco e alguns clássicos fora do set-list
Shinning – Surpreendente, muito boa banda, misturam Jazz com Metal, merecem mais destaque.
Iced Earth – Não curto a banda, mas são competentes ao vivo, assisti somente o final, e para quem é fã deve ter sido memorável.
Sepultura – O começo foi frio, mas depois um grande show como sempre, legal ver os gringos agitando muito com uma banda brasileira, um dos grandes shows do festival.
Avantasia – Valeu principalmente pelo Michael Kiske, sonho realizado de ver o cara cantando.
Warrant – Não confundir com a banda de Glam americana, peguei o final do show, mas estava legal, bem metalzão clássico, e com visual de palco legal.
Kreator – Perfeito, grande show, com vários efeitos visuais e músicas tocadas de forma violenta, outro entre os melhores do festival, pena que curto.
Tokyo Blade – Muito bom, melhor show do terceiro dia, pena que estava vazio, competiram com o Motörhead no palco principal, mas valeu a pena, memorável.
Motörhead – Assisti o final, e Motörhead é sempre bom.
Children Of Bodom – Não gosto da banda, e ainda por cima estava chovendo, mas os caras tocam bem e a produção estava legal, deu para assistir três músicas.
Ghost – Muito interessante, preciso encontrar mais material da banda pois gostei do show, e o visual de palco é único.
Como disse no próximo livro eu escrevo por completo como foi tudo.
Eu vou escrever uma resenha completa com tudo o que aconteceu por lá, inclusive a preparação e as curiosidades, mas só publicarei a resenha no livro “Expectador Ativo 2” que devo estar terminando até o final do ano, provavelmente depois do show do Ringo Starr em São Paulo.
Aqui vou colocar então só os shows que assisti, e um pequeno comentário sobre cada um, só para matar um pouquinho a vontade, só lembrando que nem todos os shows eu assisti de ponta a ponta, então não vai dar para fazer uma análise completa, mas isso foi o que achei do que vi:
Dia 04
Onkel Tom – Muito bom, embora a ficha ainda estivesse caindo pra mim, deu para curtir bem
Helloween – Fraco, já vi a banda em melhores momentos
Blind Guardian – Maravilhoso, grande show do primeiro dia, público animado e performance perfeita da banda.
Ozzy Osbourne – A grande decepção, infelizmente o Madman precisa se aposentar, cantando desafinado mesmo com pelo menos um tom mais baixo nas músicas, set-list burocrático, show curto para um headliner, pelo menos a banda que acompanha é muito competente, principalmente o tecladista e o novo guitarrista.
Dia 05
Primal Fear – Bom show, e o Ralf canta muito.
Suicidal Tendencies – Poderia ter sido melhor, faltou a formação clássica.
Morbid Angel – Só via as duas últimas músicas, mas foram boas.
Sodom – Frio, funciona muito mais em local pequeno, como quando tocaram em São Paulo e fizeram um show memorável.
Rhapsody Of Fire – Surpreendentemente muito bom, bem acima do que eu estava esperando, tirou a má impressão do show que havia visto deles.
Reliquiae – Não gosto muito do estilo, mas foi até interessante, assisti duas músicas.
Heaven Shall Burn – Também não é meu estilo favorito, mas a banda é competente, e o baterista palmeirense, mesmo sendo alemão.
Morgoth – Só vi uma música, mas não me interessou muito.
Judas Priest – Perfeito, melhor show de todo o festival, sem palavras para descrever
Triptycon – Sonho realizado, ver Tom Warrior cantando, grande show, bem macabro
Airbourne – Grande banda, show muito bom, mesmo parecendo demais AC/DC e eu já estando bem cansado, os caras são monstros no palco, precisam de mais atenção pois serão grandes.
Dia 06
Girlschool – Grande show, animado e cheio de clássicos
Crash Dïet – Não conhecia o som da banda, mas achei legal, visual exagerado, mas um bom show.
Onslaught – Competente e selvagem
Torture Squad – Bem animado e selvagem também.
Mayhem – Decepção também, nenhum visual de palco e alguns clássicos fora do set-list
Shinning – Surpreendente, muito boa banda, misturam Jazz com Metal, merecem mais destaque.
Iced Earth – Não curto a banda, mas são competentes ao vivo, assisti somente o final, e para quem é fã deve ter sido memorável.
Sepultura – O começo foi frio, mas depois um grande show como sempre, legal ver os gringos agitando muito com uma banda brasileira, um dos grandes shows do festival.
Avantasia – Valeu principalmente pelo Michael Kiske, sonho realizado de ver o cara cantando.
Warrant – Não confundir com a banda de Glam americana, peguei o final do show, mas estava legal, bem metalzão clássico, e com visual de palco legal.
Kreator – Perfeito, grande show, com vários efeitos visuais e músicas tocadas de forma violenta, outro entre os melhores do festival, pena que curto.
Tokyo Blade – Muito bom, melhor show do terceiro dia, pena que estava vazio, competiram com o Motörhead no palco principal, mas valeu a pena, memorável.
Motörhead – Assisti o final, e Motörhead é sempre bom.
Children Of Bodom – Não gosto da banda, e ainda por cima estava chovendo, mas os caras tocam bem e a produção estava legal, deu para assistir três músicas.
Ghost – Muito interessante, preciso encontrar mais material da banda pois gostei do show, e o visual de palco é único.
Como disse no próximo livro eu escrevo por completo como foi tudo.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Grave Digger - Carioca Clube, São Paulo 23/07/2011
Bem finalmente eu pude assistir de novo uma apresentação do Grave Digger com a saúde em dia, explico no show da tour do álbum “Liberty or Death” eu estava me tratando de uma pneumonia, fui ao show com medo de morrer, mas estou vivo ainda, e outro show da banda fui com infecção no ouvido, e fiquei com medo de ficar surdo, mas também estou escutando bem ainda.
Falando em show da tour do “Liberty Or Death”, eu não curti muito aquele dia, o set list a a banda estavam meio burocráticos, então dessa vez fui assistir talvez esperando pelo pior, felizmente não foi o que aconteceu.
O show estava marcado para as sete da noite, bom horário, principalmente para quem depende de transporte coletivo, ou quer esticar depois do show, é apenas ruim para quem trabalha de sábado, o ideal seria as oito, mas tudo bem é bem melhor que aqueles shows marcados para três da madrugada.
Saí cedo de casa e fui andando até o Carioca Clube, mais ou menos uma hora e dez minutos de caminhada da minha casa, aproveitando para escutar no caminho Grave Digger lógico. Cheguei próximo ao local e estava tudo deserto, como faltavam poucos minutos para as sete, imaginei, devem estar todos lá dentro já.
Rapidamente entrei no local, e dei uma desanimada, estava vazio, bem isso é bom para curtir o show, mas ruim para uma futura visita da banda, mas a concorrência anda meio forte e os preços dos ingressos não são tão convidativos.
Mas tudo bem estava lá, e o show não começou as sete, foi começar cerca de quarenta minutos depois, com a casa ainda sem uma lotação ideal.
A introdução “Days Of Revenge”, começa a tocar nos auto falantes, quando surge a figura de HP “The Reaper” Katzenburg, tocando uma gaita de foles para delírio de todos os presentes, ele se dirige até o teclado e surge o restante da banda para “Paid In Blood” a primeira da noite.
Chris Boltendhal, tem uma presença de palco marcante, e trajava um kilt escocês, depois disse que a primeira parte do show seria composta por material dos álbuns “Tunes Of War” e “The Clans Will Rise Again”.
Mantendo a empolgação veio “The Dark Of The Sun” e “Hammer Of Scots” ambas cantadas a pleno pulmões por todos os presentes, o legal dos shows do Grave Digger é que a grande maioria é fã e conhece todas as músicas, por conta disso nem é necessário backing vocals no palco, a tarefa é bem realizada pelo público.
O show seguiu com a rápida “Killing Time” e veio o primeiro grande momento da noite na execução de “Ballad Of Mary( Queen Of Scots), que mais uma vez contou com um coro, que por vezes soava mais alto que o vocal principal.
A nova “Highland Farewell” foi muito bem recebida, mas o teclado estava meio alto, coisa que depois foi contornada, aliás diga-se de passagem, o show teve um som perfeito, volume, e equalização simplesmente perfeitos. Na sequência ais uma do “Tunes Of War”, dessa vez “The Bruce( The Lion King).
Fechando a primeira parte do show, o clássico “Rebellion(The Clans Are Marching)”, colocou novamente o Carioca inteiro para cantar.
A banda sai do palco, exceção a feita a HP que faz mais uma performance, dessa vez bem legal com direito a corda de forca e tudo mais, a banda volta tocando “The Ballad Of A Hagman” mais um grande destaque, essa música é perfeita para ser tocada ao vivo.
“Morgane Lefay” quase derruba a casa, era hora de todos agitarem nesse grande clássico, que mais uma vez teve uma execução perfeita, destaque para o novo guitarrista Axel Ritt, que está bem entrosado na banda e tem uma bela performance de palco, agitando a todo momento e se movimentando bastante.
O medley de “Twilight Of The Gods/Circle Of Witches/The Grave Dancer/Twilight Of The Gods” ficou legal, mas seria melhor tocar todas elas inteiras, mesmo assim foi uma surpresa agradável. Na sequencia uma bela introdução de teclado foi a deixa para “The Last Supper” uma grande música da nova fase da banda.
Mais um clássico, “Excalibur” agitou novamente a casa,e de novo o refrão cantado pelo público encobria a voz de Boltendahl, o mesmo acontecendo com “Knights Of The Cross” que fechou a primeira parte do show.
Um breve intervalo e a banda volta com “Yesterday” balada do primeiro álbum, com destaque para Axel detonando no solo. “Lionheart” novamente levantou o público, com seu riff bem legal, e refrão fácil, no encerramento “Valhalla” mais uma que é destaque da nova fase da banda.
As cortinas da casa foram fechadas, e no momento imaginei que estivessem tirado a banda do palco, visto de após o Grave Digger, haveria um show de pagode no local, a apreensão tomou conta do local, mas felizmente a banda retornou, dando tempo de encerrar com “The Round Table( Forever) e o hino “Heavy Metal Breakdown”, que mais uma vez fez com que todos os presentes agitassem e cantassem com bastante animação.
Não foi o melhor do show do Grave Digger que vi, achei uma pena terem esquecido os álbuns “Wicth Hunter”, “The Reaper”, “Symphony Of Death” “War Games” “Liberty Or Death” e “The Grave Digger”, mas por ter uma parte temática até que o set list não ficou ruim, quem sabe na próxima toquem algo desses álbuns, mas uma coisa eu garanto, o show rendeu quase duas horas de diversão e puro Heavy Metal, e no fim é o que vale.
Como acabou cedo, deu tempo de voltar tranquilamente para casa andando e ainda tomar uma cervejinha no supermercado próximo.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Golpe De Estado - Sesc Ipiranga , São Paulo 16/07/2011
Quando eu comprei o ingresso para esse show do Golpe, confesso que nem sabia que a banda havia mudado de formação, a última vez que havia assistido uma apresentação deles foi em 2007, e desde de então não tive muita informação sobre o que se passava com a banda.
Essa então seria uma noite de primeiras vezes, a primeira vez que iria no Sesc Ipiranga, e a primeira vez que assistiria a nova formação do Golpe, então dei uma pesquisada no mapa e lá fui eu rumo ao Sesc para o show.
Na tarde daquele sábado, eu havia andado bastante pelo centro da cidade procurando uma coisa que precisava comprar, então estava meio cansado, mas mesmo assim nada de desanimar.
Saí de casa e fui rumo a estação de metrô aqui próxima, desci na estação Sacomã já sabendo que encararia dois quilômetros de caminhada, o que eu não esperava era que esse percurso fosse uma subida.
O tempo estava bem seco, o que tornava a subida pior, para completar começou a me doer as costas, a idade é mesmo implacável, por sorte encontrei um supermercado aberto no meio do caminho e pude me reidratar uma vez que por causa do tempo seco eu já estava com uma sede infernal.
Cheguei ao Sesc e fui verificar o ambiente, achei um local agradável, como costumam ser todas as unidades que conheço, e logo me joguei em uma poltrona na sala de leitura pois ainda faltava meia hora para o início do espetáculo.
Os portões foram abertos e logo estávamos todos acomodados, o teatro é bem confortável e pequeno, trazendo uma proximidade com a banda o que torna o clima bem legal, pena somente seria mais uma vez assistir a um show de Rock sentado, mas essas coisas acontecem.
A banda entra no palco e logo de cara percebo que Dino Rocker o novo vocalista é uma figuraça, com um visual bem Rock n' Roll, com direito a óculos escuros e tudo mais.
Todos em seus lugares começa então o show com uma dobradinha do álbum “Quarto Golpe”, “Dias De Glória” e “Mal Social”, por esse começo já deu para perceber que a banda escolheu os caras certos, Dino canta muito e agita sem parar e o batera Roby Pontes segura bem as pontas com uma pegada que deixou as músicas até mais pesadas, ponto para a banda.
O show segue dessa vez com uma trinca do álbum “Nem Polícia Nem Bandido, “Filho De Deus”, “Velha Mistura” e o clássico “Paixão” cantada por todos os presentes, aliás a participação do público em todo o show foi bem legal, é sempre bom assistir uma apresentação onde a maioria é fã da banda e conhece todas as músicas.
Era hora de apresentar uma nova música, que não sei o nome, mas me pareceu bem legal, parece retomar os primeiros discos, o que é bem legal, visto que infelizmente não gostei muito do último álbum de estúdio da banda “Pra Poder”, que por sinal não teve nenhuma música tocada naquela noite.
“Todo Mundo Tem Um Lado Bicho” mostrou como a voz de Dino combina com a banda, e ficou mais rápida que a versão de estúdio, tocada com a já competência de um dos melhores guitarristas nacionais, Hélcio Aguirra.
Anunciada por Nélson Brito como a música ecológica da banda “Caso Sério” fez mais uma vez o público cantar junto, falando em Nélson, ele foi também o outro grande destaque do show, é um grande baixista que sempre é esquecido nas listas de melhores, mas toca muito, principalmente ao vivo, e tem um timbre clássico e pesado, que soa poderoso ao vivo.
Era a hora de “Zumbi” única do álbum de mesmo nome apresentada, que foi seguida por um solo de bateria onde Roby pode demonstrar que o grande Paulo Zinner não fará falta, as baquetas do Golpe estão em boas mãos.
Mais um música nova foi apresentada, “Rock Star”, essa bem legal até mais que a primeira, e com Dino agitando demais como fez em todo o show, inclusive essa música parece ter agradado bastante a plateia. Na sequência mais duas antigas “Janis” e “Forçando a Barra”, que para mim foi uma das melhores da noite.
O show passava muito rápido, mas já chegava perto do fim, faltava porém algo do primeiro disco, e veio uma agradável surpresa, “Sem Ser Vulgar”, música que eu nunca tinha conferido ao vivo, no final o clássico “ Nem Polícia Nem Bandido” mais uma vez cantada em uníssono e a banda deixa o palco.
Com um breve intervalo os caras voltam com mais uma do “Quarto Golpe”, dessa vez a inesperada “Retorno” que soou muito bem ao vivo.
Nélson então pergunta o que o público queria ouvir, e atendendo aos pedidos a banda manda “Não É Hora” que teve um final improvisado, mostrando que não era uma música programada e sim um verdadeiro pedido do público, bem legal.
Soam então os primeiros acordes de “Noite De Balada” e finalmente o público levanta para mais uma vez cantar junto, ainda para minha agradável surpresa “Libertação Feminina”, uma das minhas favoritas da banda fechou a apresentação em grande estilo.
A dor nas costas tinha passado, e os dois quilômetros de volta para a estação pareceram bem mais curtos dessa vez, o melhor show do Golpe que eu já vi, a nova formação está aprovada.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Made In Brazil - Sesc Vila Mariana, São Paulo 13/07/2011
No dia mundial do Rock nada como comemorar indo assistir ao show da primeira e uma das melhores bandas brasileiras, o Made In Brazil.
Quando fui comprar o ingresso, eles já estavam no final, então acabei pegando um lugar não muito perto do palco, mas tudo bem, porque o auditório do Sesc Vila Mariana é bem pequeno, e de qualquer lugar dá pra ver legal o show.
Saí do serviço no horário normal, 17:30 e como o show só começaria ás 20:30, resolvi comer algo antes. Parei no boteco e pedi um sanduíche de calabresa com uma cerveja isso me daria o sustento necessário para curtir o Rock de verdade do Made.
Como ainda estava cedo, desci duas estações antes do metrô para andar um pouco, fazia um tempo que não andava naquela região, além do mais é uma coisa que gosto bastante de fazer, andar pela cidade escutando música.
No caminho para o Sesc, percebi como o tempo passa rápido, a última vez que estive no local foi para ver o show do Trio Mocotó e isso já faz nove anos, também fazia um bom tempo que eu não assistia o Made ao vivo, creio que uns cinco ou seis anos, então era hora de tirar o atraso.
Cheguei cedo ao local, que tem uma arquitetura meio exótica, e fiquei sentado no pátio principal lendo um livro, só depois que subi para o local onde fica o auditório, local que tem uma sala de leitura com poltronas bem confortáveis por sinal, aliás as unidades do Sesc estão de parabéns, não só pelos bons shows oferecidos, como também pelo conforto das unidades.
Chegando perto do show, deu para notar como era variado o público, ia desde da molecada até uns tios do Rock, o que é bem legal, tinha até uma quantidade razoável de mulheres ( cerca de 20%) coisa que é difícil de acontecer em shows de bandas mais tradicionais como o Made.
Chega a hora de entrar no auditório do show, o local é bem confortável, mas por conta das cadeiras não é tão adequado à shows de Rock, mas tudo bem, pelo menos a visão e o show estavam perfeitos durante todo o espetáculo.
A banda sobe ao palco com um pequeno atraso e logo detonam “Uma Banda Made In Brazil”, que trás na sequência o clássico “Rock De São Paulo” tocada de uma forma mais cadenciada, mas sem perder a energia da música, estava aberta a celebração do Rock and Roll.
“Malvina's( O Pessoal Do Rock)” foi a primeira grande surpresa, e nela percebi como a nova formação funciona bem, principalmente por conta do teclado e do bom guitarrista Mateus “Alemão”
Canali, que toca com bastante feeling, a banda toda é muito competente e tem uma boa presença de palco, principalmente as animadas backing vocals: Roberta “Rock N' Roll”Abreu, Paula “Cinderela” Mota e M.C. Almeida Rego “Criss”, que agitam e dançam o show inteiro. Somente o grande Celso “Kim” Vecchione mantem uma postura totalmente estática e robótica no palco, mas isso é da sua personalidade, e o cara toca com precisão absoluta, além de ser uma das grandes lendas do Rock nacional.
“Todo Dia Rola Um Blues” foi a primeira do novo álbum, “Rock De Verdade” a ser apresentada, e foi muito bem recebida por todos os presentes, que cantaram junto o refrão, na sequência mais um clássico dessa vez “ Não Transo Mais” do álbum “Jack o Estripador”.
Falando em clássico, foi perfeita a execução de “Gasolina”, com a banda demonstrando que está soando mais pesada que nunca ao vivo, ajudada pela boa equalização dos técnicos, que deixou o som do baixo bem na cara, mostrando a competência do mestre Oswaldo “Rock” Vecchione, que além de tocar está cantando melhor que nunca, e agora recuperado da cirurgia que vez, volta a agitar bastante no palco.
“Tô a Tôa” foi executada com perfeição, seguida de mais uma surpresa “Treta De Rua” do álbum “Deus Salva...O Rock Alivia” tocada com muito peso, foi para mim a melhor do show, o que é difícil em meio a tantos clássicos.
O hino “Jack O Estripador” fez todo mundo cantar junto, nessa hora, realmente deu vontade de levantar da cadeira, e percebi que não era o único nessa condição, mas para não tumultuar foi melhor permanecer sentado mesmo, só agitando a cabeça, batendo o pé e cantando junto, falando em cantar junto a participação do público em Rock De Verdade, dedicada por Oswaldão aos pagodeiros, axezeiros e funkeiros, foi bem legal, com todos cantando junto e acompanhando com palmas o refrão, dessa que já é um novo clássico no repertório do Made, peso absurdo e um show do guitarrista Mateus “Alemão”.
Falando em clássico era a hora do maior deles, “Minha Vida É Rock and Roll” um dos maiores hinos já compostos em homenagem e esse estilo que tanto adoramos, espaço para a presentação da banda e para o público mais uma vez cantar junto, no final ainda veio mais um clássico “Anjo Da Guarda” do primeiro álbum, que mais uma vez soou perfeita ao vivo em encerrou em grande estilo essa celebração Rock And Roll.
Somente achei o show meio curto, parece que passou em cinco minutos, mas mesmo assim teve o selo de qualidade do Made In Brazil, que é uma das maiores bandas desse país, infelizmente pouco reconhecida, deu para voltar para casa bem feliz.
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